sexta-feira, 5 de julho de 2013

Arbitrário Folhetim

Por Isaac Abda

Há uns quatro anos rascunhei algumas idéias que um dia pudesse me sentir encorajado a desenvolvê-las em formato de história e, o mais importante, que ao publicá-la despertasse o interesse do leitor.

Sei que não é tarefa fácil, mas depois de convidar alguns amigos pro “Desafio Novela em Blog”, resolvi também arriscar-me. E sinceramente, não quero é que a publicação dos capítulos seja fracassada em números de leitores. Seria frustrante. Mas não temo as críticas construtivas. Aliás, faço questão de saber a opinião dos leitores, desde os mais atentos aos detalhes técnicos [não tenho pretensões profissionais e nunca participei de cursos, então, já afirmo que não me apegarei a esses detalhes] aos apenas simpatizantes de uma boa história. Modéstia a parte, acredito na trama. Contá-la ou não de modo a agradar o público é a questão. Embora empenhado, caso haja mais acertos que falhas, terá sido por mera sorte. (risos)

Há uma trajetória a ser iniciada. Mas não existem garantias de que seja concluída [calma, aqui não estou falando do meu exercício, e sim, subjetivamente, da trama em si]. O percurso pode ser perigoso, chegar a lugar nenhum e não ter retorno. Arbitrário Folhetim conta a história de duas mulheres em busca daquilo que acreditam ser o melhor para si: Fama? Realização Profissional? Riqueza? Amor? Perdão? Vingança? Aceitação? Conseguirão elas alcançar seus objetivos? Por quem será a torcida do leitor?

A história se passa na Bahia [por ser inexperiente é prudente ambientá-la por “aqui”, onde moro] dos anos 60 e depois há uma passagem de tempo para os anos 80 [Considerando que não conto com auxílio de historiadores/pesquisadores, é possível um deslize aqui outro acolá no que dizem respeito às épocas estarem de acordo com alguma citação musical, política, cultural, jornalística, de moda, enfim. Não há o compromisso de a história evidenciar fatos históricos]. Não será mostrada, necessariamente, uma Salvador ou qualquer outra cidade, de modo verossímil. Contudo, não se trata de ambientá-la num lugar típico de realismo fantástico. Opto por contá-la em ordem cronológica, com poucos [indispensáveis ao desenvolvimento] ou talvez nenhum flashback.

Tenho a presunção de escrever um texto instigante, diálogos críveis, com embocadura nas falas dos personagens. Presumo uma trama com o mínimo possível [esforçando-me para que nem haja] de maniqueísmo. De igual modo, com relação ao politicamente correto. Quero ser cobrado por isso. Mas, sobretudo, preciso ser instigado, pois mesmo tendo [será?] algo idealizado pro desfecho da história, quero deixá-la aberta pra sugestões/orientações/críticas do leitor.

Arbitrário Folhetim pode ser algo bem sucedido ou fadado ao fracasso [perdoem o exagero, pode ser uma merda, como se diz no popular]. Reconheço que o título já faz parte de um “mea culpa” antecipado (risos). Coisa de quem diz que não, mas morre de medo da exposição ao ridículo.

Em breve aqui no blog. Posso Contar Contigo? 

5 comentários:

  1. Estou em débito com você, meu caro, Isaac. Prometi um folhetim no fim do ano passado e, devido a muitos projetos, feiras literárias e bienais, às quais me envolvi, não consegui escrever além da sinopse, aquele que lhe mostrei. Mas tudo bem. Estou respirando um pouco mais aliviado e vou começar a escrever aquele roteiro, para que em breve coloque em suas mãos. Quanto a sua iniciativa no "Desafio", entre com a cara e a coragem, e o mesmo conselho que você me deu, devolvo a você. Escreva tudo primeiro. Quando estiver pronto, coloque no Blog, assim não terá que enfrentar a ditadura do tempo. Forte abraço! Carlos José dos Santos - www.novelaparaler.blogspot.com

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    1. Obrigado pelo conselho pertinente, Carlos. Abração!

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