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quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Os Ídolos e Nós: Uma Relação!


Por Guilherme Fernandes 

A Indústria Cultural produz celebridades – atores, cantores, apresentadores – que nós, público, consumimos e, por vezes, admiramos o trabalho. A relação de admiração não é tão simplista. Por eles estarem em nossa sala sempre, acreditamos que fazem parte de nossa família ou que são nossos amigos.


Ir a um evento, um show ou uma peça teatral nos faz estar cara a cara com a tal celebridade que tanto gostamos e admiramos. Muitos já passaram por essa experiência. Estar cara a cara com nosso (s) ídolo (s).

Nós, público, seres “normais”, temos nossos dias bons e ruins. Acordamos às vezes de bem com a vida e, outras tantas, mal – por tantos motivos diversos. Já os nossos ídolos têm de estar sempre com o melhor dos humores. Tem que nos tratar como um ente próximo e querido. É isso que julgamos achar que merecemos... e num é que merecemos mesmo. Afinal, somos divulgadores e consumidores do trabalho deles, em troca, pedimos apenas um sorriso, uma foto.

O que não podemos esquecer é que eles são “normais” como a gente, têm seus bons e maus dias e, nem sempre, querem aparecer sorrindo em uma fotografia, afinal, como cantam (os simpáticos) Leoni e Leo Jaime “o que vai ficar na fotografia são os laços invisíveis que havia”.
Agora, mudando um pouco o foco, o que importa em uma peça teatral ou em um show é que o tal do nosso ídolo esteja bem e que “agrade” aos pagantes com o melhor de si. Decepção de nossa parte sempre acontece. Por vezes não ficamos satisfeitos ao sair de um show ou de uma peça teatral. Criamos expectativas demais?

Todo fã de uma banda ou cantor (a) gosta de uma música, esquecida em uma faixa de CD, e que nunca será executada. Nesse sentido, me considero privilegiado, já ouvi (e vi) minha canção lado “B” sendo cantada por dois ídolos gentis. Também já me decepcionei com shows, com peças teatrais e também com a falta de simpatia – mas, garanto, o saldo é mais do que positivo.

Esse post não vai apresentar uma conclusão, ele quer ser interativo. Gostaria que cada um narrasse um momento feliz e outro de expectativa frustrada perante um ídolo. Vou começar.

Momento feliz: Já comecei a narrá-lo. Trata-se de dois shows do Leoni, um no Cine Theatro Central e outro no Cultural Bar, ambos em Juiz de Fora, Minas Gerais; e um do George Israel, também no Cultural Bar. Nessas três distintas ocasiões pude escutar a minha música preferida. “Uniformes”, a nona faixa do disco “Educação Sentimental” do Kid Abelha e os Abóboras Selvagens, lançado em 1985 – um ano antes do meu nascimento.  Não me perguntem o porquê de esta ser minha música favorita. Não sei.


Momento decepcionante: O momento que vou escrever aqui é na verdade um momento híbrido. Não foi decepcionante. Meu gosto musical é amplo, gosto de tudo, rock, pop, sertanejo, funk, gospel e tudo que é música, se estou escutando e gostando. Já comentei nesse site que a Rosanah é uma das minhas cantoras preferidas em uma lista que inclui tantos nomes que vou citar alguns – Elis Regina, Maria Bethania, Paula Toller, Dulce Quental, Aline Barros, Cláudia e Silvia Telles, Maysa e Cia ltda. Enfim, ADORO a Rosanah. Ela foi, em dois distintos momentos, hiper simpática comigo, tirou foto, assinou meu CD e tal... Mas eu esperava muito mais do show dela em sua breve temporada no Teatro Café Pequeno, no Leblon. 

Rosanah tem uma voz incrível, mas abusa tanto que as músicas entonadas são impossíveis de serem ouvidas caso fosse registrado em um CD ou DVD. O show, repleto de releituras faltou músicas gravadas pela artista. Os clássicos (dela e de outros cantores) mesmo após os pedidos de participação do público, não puderam ser atendidos, graças ao ritmo peculiar que Rosanah os conduzia. No maior sucesso de Belchior, com assinatura de Elis Regina e com registro de Rosanah no disco “Ao Vivo” – Como nossos pais” – teve uma apresentação medíocre. A cantora não foi capaz de entoar um único verso de forma linear. Ela simplesmente fez “firulas” e subiu a última potência em quase todas as palavras. Não foi possível descobrir que música ela estava cantando. Sucessos dela, como “Nem um Toque” e “Custe o que Custar” também ganharam uma versão que nós, público, não sabíamos como cantar. Como fã, senti falta de algumas gravações, também me senti decepcionado. Rosanah não precisava fazer do Café Pequeno uma boate ou uma festa de formatura, bastava que ela cantasse suas músicas da forma como ela registrou nos discos. Isso seria perfeito. Um diretor musical urgente para ela.


Agora, compartilhe conosco seus momentos de interação os ídolos.
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