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quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Saudade daquela Alta Estação de 2006

Murilo Pitombo, um amigo apaixonado pela novela Alta Estação, é o nosso blogueiro convidado. Desde já o agradeço. Vamos relembrá-la?!  


No dia 17 de abril de 2006, um pouco depois das seis da tarde, estreava na tela da TV Record, a primeira novela solo da roteirista Margareth Boury. A primeira produção da emissora, voltada para os jovens. Alta Estação (que seria “E aí?”) estreou cheia de expectativa, com a missão de levar o público jovem para a Record, e também com a função de revelar novos nomes para a dramaturgia do canal.


Margareth chegava ao canal, para reforçar o banco de autores, depois de anos na TV Globo e com vários trabalhos colaborando com o rei das sete, Carlos Lombardi. Dona de um diálogo sagaz e com uma forte pegada de humor, Margareth soube mostrar para o que veio, com essa novela feita para um público, o qual ela conhece muito bem.


Alta Estação foi uma novela divertida, com gente bonita e que falava a mesma língua dos jovens. Estrelada por Ariela Massoti, Lana Rodes, Andréia Horta, Daniel Aguiar, Vergniaud Mendes e Guilherme Boury, a novela trazia as dúvidas, intrigas e situações rotineiras comuns na vida dos seis jovens, que acabam se tornando amigos inseparáveis. O humor permeava toda a trama. Impossível não ri com as trapalhadas do Caio e seu bordão “meu querido”; As loucuras da Flávia, que quase sempre aparecia com um novo namorado/ficante; As paranoias da Renata e a difícil relação entre Eduardo, Bárbara e Ricardo. O elenco contava também com Cláudia Alencar, André Mattos, Eliete Cigarini, Roberto Pirilo, Cassia Linhares, Fábio Lago, Nathália Rodrigues, Rocco Pitanga, Jorge Pontual, Norma Bengell, João Vitti, Lucas Cotrim. Participações de André Bankoff, Bruno Gissoni, entre outros.


Recordo que muitos amigos meus, que nunca tinham assistido novela em outro canal, acabaram mudando para ver Alta Estação. Até hoje me lembro de várias cenas, entre elas, uma em que Renata, interpretada pela brilhante Andréa Horta, está bêbada por conta de uma desilusão amorosa e começa a chorar e cantar, sentada em uma escada. Dona Regina, síndica do prédio onde moravam as garotas, foi uma das inúmeras personagens que ganharam destaque no decorrer na trama. As cenas entre ela e William, foram brilhantes e recheadas de humor.


Alta Estação estreou com a previsão de ficar quatro anos no ar, porém foi exibida por apenas nove meses. A baixa audiência foi um fator que ajudou no precoce cancelamento da novela. Mas há que se dizer, as constantes mudanças de horário e a intervenção da direção da emissora, nos rumos de algumas tramas, contribuíram para afastar os espectadores que acompanhavam a trama. Quando os diretores do canal resolveram deixar a autora trabalhar como ela realmente havia planejado, já era tarde. A novela não conseguiu reconquistar o público perdido e foi bruscamente encurtada.
Vários dos protagonistas da novela seguem como atores bem sucedidos, tanto na Record quanto em outros canais.
Mesmo com o “fracasso” de audiência de Alta Estação, Margareth Boury não perdeu prestigio junto à emissora e anos depois escreveu a adaptação de Rebelde, que obteve maior êxito em faturamento e audiência. Porém, também sofreu com as constantes mudanças de horário. De 14 pontos no ibope, caiu para 3.
É muito bom poder relembrar aquela novela solar, vibrante, jovem... Alta Estação! 



Murilo Pitombo é estudante de Comunicação Social – Rádio e TV, na UESC. Ator e escritor. Fã dos autores Lauro César Muniz, Margareth Boury e Manoel Carlos. 

domingo, 20 de março de 2011

Margareth Boury - Autora da versão brasileira de Rebelde, Responde!!!

Rebelde traz de volta o 2º horário de novelas da Record e será a primeira da emissora, totalmente gravada em alta definição. A responsável por adaptar este fenômeno mundial ao padrão brasileiro, é a experiente Autora Margareth Boury.    




Margareth, é irmã do diretor de cinema e TV, Alexandre Boury, nasceu na cidade de São Paulo e graduou-se em jornalismo, profissão a qual nunca exerceu.
Iniciou carreira artística aos onze anos de idade, dirigida pelo pai, Reynaldo Boury, atuando como atriz mirim na novela Redenção da TV Excelsior. 
Em 1970, com a família, mudou-se para o Rio de Janeiro onde continuou atuando em folhetins da Rede Globo de Televisão como Corrida do Ouro de 1974 e Paraíso (telenovela), de 1982. Contudo, sua atuação de maior êxito se deu no papel de Mariquinha, da novela Gabriela, de 1975.
Trabalhou muito tempo como colaboradora de vários autores consagrados até ser contratada, em 2006, pela Rede Record para escrever Alta Estação, a primeira novela direcionada ao público infanto-juvenil.

Em 2008, escreveu Minha Terra Minha Mãe para a Televisão Pública de Angola (TPA), levada ao ar em 2009 naquele país.
É mãe do ator Guilherme Boury e da psicóloga Carolina Galvão Ayrosa Boury, frutos de seu casamento com o ator Heraldo Galvão, irmão do cantor Fábio Junior.
fonte: Wikipédia
Confira a entrevista com a autora:
A meta por audiência existe em qualquer emissora comercial, mas ao longo de sua carreira já se sentiu pressionada ao ponto de pensar em abandonar o projeto?

Margareth Boury – Não, nunca. Faz parte do jogo.

Você é do time de autores que, de olho na audiência, optam por assistir a novela no exato momento em que vai ao ar, e de que modo isto pode interferir no desenrolar das tramas?

Margareth Boury – Eu gosto de ver a novela no exato momento que ela entra na casa de todo mundo. Mas jamais para acompanhar a audiência. É ótimo saber que estamos todos juntos vendo a novela. A audiência vem depois, pelo menos no meu caso.

Qual a sua opinião sobre a classificação indicativa do Governo?

Margareth Boury – Acho uma bobagem, uma vez que na TV fechada passam CSI, Dexter e tantos outros seriados com temática pesada. Essa classificação é tendenciosa e nada clara. Mas fazer o quê? Ela existe e temos que obedecer, não temos?

A sua novela anterior na Record, Alta Estação, sofreu com mudanças bruscas na trama e pela instabilidade do horário de exibição. O autor consegue ser indiferente a isto?

Margareth Boury – Não, claro que não. Mas Alta Estação já foi, é preciso olhar pra frente.

Você sabe comunicar bem aos jovens, e não por acaso tem no currículo novelas voltadas para esse público. Teme ficar rotulada?

Margareth Boury – De maneira alguma. Adoraria ficar rotulada e ter o sucesso da escritora que fez Harry Potter (rsrsrs).

a autora entre os protagonistas de Rebelde
A versão mexicana de Rebelde, assim como em outros países, rendeu bons índices de audiência e saldo comercial positivo ao SBT. Agora a Record aposta alto numa adaptação escrita por você. O que esperar de diferente nesta versão brasileira?

Margareth Boury – A versão brasileira: rebeldes brasileiros, problemas do nosso país.

Na prática como funciona para o roteirista trabalhar sob uma versão original?

Margareth Boury – Só posso responder por mim: eu vi alguns capítulos da novela original, li os capítulos, falei com os produtores mexicanos e comecei a trabalhar na sinopse da nossa novela.

Rebelde irá enfrentar a nova trama do Walcyr Carrasco, segundo a emissora concorrente, feita para toda a família. Há a preocupação da sua equipe em conseguir atingir todas as faixas etárias?

Margareth Boury – Quem faz novela faz para toda a família. Rebelde, na nossa versão, ampliou o universo dos alunos e entramos com temáticas que, tenho certeza, pai, mãe, professores, avós e amigos vão gostar de ver. É uma novela das sete: ação, romance e comédia.


Você tem a sua disposição um elenco formado por uma maioria jovem e sensual. Pretende lançar mão deste artifício?

Margareth Boury – Do elenco jovem e bonito? Certamente. Da sensualidade? Por que não? A sensualidade não é prerrogativa dos jovens. Tenho personagens mais velhos (Cássia Linhares, Luciano Zsafir, Adriana Garambone, Floriano Peixoto, entre outros), que tem tramas envolventes e todas com romance e alguma sensualidade.

Quantos capítulos escritos até o momento e quantos gravados?

Margareth Boury – 26 escritos. As gravações estão indo muito bem e eu não sei ao certo quanto temos fechados, mas até o 20 foi gravado quase tudo.

Qual a sua relação com o elenco?

Margareth Boury – Ótima. Alguns eu já conhecia de trabalhos anteriores e outros eu conheci agora. Gosto muito de todo o elenco.

Tanto preparo técnico, vocal, corporal, não terá sido à toa. O grupo musical formado na novela ganhará os palcos reais, a partir de quando?

Margareth Boury – Isso eu não posso responder, acaba com o suspense, não é?

As notícias de que os integrantes da versão mexicana participariam especialmente de alguns capítulos da nova Rebelde, têm procedência?

Margareth Boury – Nenhuma.

De quem foi a idéia dos avatares e de que modo serão úteis, passada esta fase de estréia da novela?

Margareth Boury – Sabe que eu não sei de quem foi a idéia? Mas eu adorei!

Você, o Aguinaldo Silva e o Tiago Santiago são super exploradores das novas ferramentas da internet e isto os aproximam do público. Seria este um novo sensor de audiência?

Margareth Boury – Não sei, eu sou ligada, vidrada na internet porque ela me aproxima das pessoas e eu gosto muito de gente.

Além do twitter, facebook, você ainda mantêm um blog. Pretende atualizá-lo com notícias de bastidores e cenas de Rebelde?

Margareth Boury – Se eu tiver tempo, certamente!

A sua família é do meio artístico. Você sofreu preconceito ou isto te impulsionou?

Margareth Boury – Tenho o maior orgulho de fazer parte de uma família com tradição em televisão. Isso só me ajudou.

Seu pai (Reynaldo Boury) no SBT, seu filho (Guilherme Boury) na Globo, e você responsável por uma das principais novidades da Record em 2011. Qual a sua percepção deste momento?

Margareth Boury – Felicidade total!

A família reunida fala de trabalho?

Margareth Boury – Sim, ainda mais agora, com cada um em uma emissora.

O Guilherme já tinha feito bons trabalhos na Record, inclusive Alta Estação, mas foi em Poder Paralelo que brilhou e se mostrou mais maduro profissionalmente. Você esperava contar com ele em sua próxima novela?

Margareth Boury – Não.  Ele passou a fase Rebelde, está com 27 anos e tem um futuro lindo, tenho certeza.

com o filho, o ator Guilherme Boury
Questão de Opinião: o seu sobrinho Fiuk recusou convite do Aguinaldo Silva para Fina Estampa, preferindo dedicar-se aos seus compromissos musicais. O rapaz é melhor ator ou cantor?

Margareth Boury – Não faço a menor idéia, nunca vi o Felipe cantar ou atuar (sério mesmo).

seu sobrinho, o ator/cantor Felipe Fiuk
Questão de Opinião: Algumas pessoas vêem semelhanças físicas entre você e a Rita Lee. Faz sentido ou “de onde surgiu esta idéia”?

Margareth Boury – Faz sentido: o estilo é o mesmo: óculos coloridos, roupa mais rock and roll e um total descaso com a moda. E outra: ADORO a Rita.


Você foi uma boa atriz ou é melhor pular esta parte?

Margareth Boury – Pula, pula, pula!

Agora, autora roteirista. Como foi isso?

Margareth Boury – Isso foi obra do meu pai e do Mario Lucio Vaz. Fui desafiada para escrever um Caso verdade pelo pai. Topei e escrevi. O Mario adorou e eu descobri que escrever era muito, muito mais a minha praia.

seu pai, Reynaldo Boury - Diretor de novelas


O POSSO CONTAR CONTIGO? agradece a você pela atenção e torce por sucesso nesta nova empreitada. O que dizer aos que desejam trilhar os seus passos como roteirista?

Margareth Boury – Agradeço o carinho e como eu sempre digo pra quem quer escrever: muita leitura, atenção em todo mundo que te cerca e dedicação.     


     
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