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domingo, 17 de novembro de 2013

Aberta a temporada de séries na TV

 por Thiago Andrade
Pensando no tema deste post, decidi que deveria assumir a minha condição e fazer uma confissão à todos vocês. Então, lá vai: “sim, eu sou um viciado em seriados e, pelo menos por enquanto, sem qualquer possibilidade de receber tratamento”.

A cada ano, o número de séries que eu acompanho vai crescendo e tomando conta de boa parte do meu tempo livre. São tantas histórias e situações, roteiros instigantes, efeitos especiais incríveis e tantos novos pontos de vista sobre a forma que enxergamos o mundo que fica impossível não se envolver. Mas a boa notícia é que eu não sou o único série maníaco no mundo. Assim como eu, várias pessoas dedicam tempo aos seus seriados favoritos, muitas vezes, abandonando a televisão e assistindo os conteúdos de interesse na internet, explicando o crescimento do Netflix, por exemplo.
As TVs Abertas já perceberam esse movimento e tem procurado maneiras de reduzir essa migração da audiência da televisão para outras mídias. E é claro que a melhor saída é investir em conteúdo próprio ou até mesmo importado. É neste último quesito que os seriados, na maioria americanos, se encaixam. Séries de grande sucesso lá fora, tem chamado atenção das TVs brasileiras e causado disputa entre elas na hora de comprar adquirir os direitos sobre esse tipo de material.

O SBT sempre foi uma referência no que diz respeito à exibição de seriados americanos, principalmente pela parceria que existia com a Warner. Vários títulos já passaram e, ainda, passam por lá: Smallville; Supernatural; Tal Mãe Tal Filha; Popularidade; Blossom; Três é demais; Um maluco no pedaço; Oz; Eu, a patroa e as crianças; True Blood; Big Bang Theory; Mike e Molly; Fringe; Gossip Girl; Diário de Vampiro; As visões de Raven; Niptuck; entre muitas outras. Mas a inconstância da grade da emissora e o fato de a maioria dos seriados serem transmitidos apenas durante a madrugada nunca fizeram com que a audiência no canal deslanchasse.


A Band parece ter aprendido a lição e viu seu ibope subir consideravelmente ao exibir regularmente a série “The Walking Dead”, em 2013. Por isso, duas novas aquisições já foram anunciadas para 2014, além da continuação da terceira temporada de “The Walking Dead”. A primeira, que estreia no dia 2 de janeiro, é a série de terror, do mesmo criador de Glee, American Horror Story.
A cada temporada, American Horror Story traz uma trama diferente, com personagens diferentes e, é claro, muita assombração, suspense e mortes. A grande estrela da série é a experiente atriz Jessica Lange, que se adapta de maneira impressionante a cada um dos personagens e nos presenteia com cenas como esta:
A outra novidade da Band está prevista para ter início no dia 8 de janeiro. Se trata da série “Sons of Anarchy”, que já está em sua sexta temporada nos Estados Unidos e conta a história de um clube de motoqueiros fora da lei que tem a intenção de proteger a cidade fictícia de Charming e o negócio de armas ilegais.
 
Seguindo exemplo da Band a Record anunciou que irá trazer Once Upon a Time, Breaking Bad, Chicago Fire e Bates Motel. Dessa lista, destaco Breaking Bad, sucesso de crítica e de público é considerado um dos melhores seriados já produzidos pela TV norte-americana. Filmado em película, com atuações premiadas, a história gira em torno de Walter White, um professor de química que é diagnosticado com uma doença terminal e decide entrar no mundo do crime com o objetivo de assegurar o futuro financeiro de sua família.
Once Upon a Time também merece ser destacada. A série que recentemente ganhou uma spin-off (Once Upon a Time in Wonderland), mostra histórias do mundo de faz de conta, que foi amaldiçoado pela Rainha Má. A maldição apagou a memória de todos os personagens e os transportou para o mundo real, numa cidadezinha chamada Storybrooke. No entanto, a filha da Branca de Neve e do Príncipe Encantado foi enviada para a nossa realidade antes que a maldição fosse completada e é a única que pode ajudar a quebrá-la.

Para quem gosta de seriados, 2014 será um bom ano para a TV Aberta brasileira. Agora é só esperar as estreias, fazer aquela pipoca ou pedir uma boa pizza e acompanhar ótimas histórias pela televisão.

sábado, 20 de julho de 2013

25 anos de Anos Incríveis.

Por Vanessa Carvalho

Há 25 anos estreava nos Estados Unidos, aquela que seria considerada uma das melhores séries de TV já produzidas: Anos Incríveis. Série do canal ABC retratando o clima social do país no final dos anos 60 início dos 70 sob a perspectiva de Kevin Arnold, um típico estudante do subúrbio americano. Teve seis temporadas (1988 – 1993) onde no Brasil foi exibida a princípio pela TV Cultura no início dos anos 90. Com seu sucesso, foi exibida também em outras emissoras como Bandeirantes e o canal pago Multishow.

O forte peso social da série foi um dos pontos positivos dos produtores. Questões como racismo, guerra, paz, eram retratados na TV através da vida das personagens, mas sem ser exatamente o ponto principal. Tais conflitos serviam de apoio para o que realmente estava sendo mostrado: a vida de um adolescente comum em meio ao caos que estava seu país.

Temas como primeiro amor, primeiro beijo, fidelidade, eram mostrados através dos conflitos que Kevin vivia, em casa ou no colégio. Ele tinha que lidar com professores, estudos, notas, amizade, amor como todo e qualquer adolescente de qualquer época. A insegurança faz parte do mundo dos adolescentes e tal insegurança era mostrada com respeito e delicadeza.


O forte roteiro marcou a vida de muitas pessoas mundo afora quando resolvia falar de temas delicados como, por exemplo, como agir quando seu primeiro amor sofria uma perda grande na família, quando se mudava de bairro e consequentemente de escola, quando seu melhor amigo sofria maus tratos dos estudantes mais velhos, e tantas outras coisas que cercam qualquer pessoa nessa difícil fase da vida.

Mas, acho que o que mais chamava a atenção da série era principalmente a relação familiar que o Kevin tinha com sua família. Todas as cenas familiares eram cheias de emoção e amor. Os conflitos tinham um peso forte na trama e uma das passagens mais fortes foi quando Jack Arnold abraça Kevin consolando-o por seu namoro com o seu grande amor, Winnie acabou.

Aliás, a relação do Kevin com a Wnnie não foi das mais fáceis. Apaixonado pela “girl’s next door”, Kevin lutou muito para poder ter seu grande amor. Idas e vindas foram marcadas recheadas de um forte apelo dramático. Rompimentos e reconciliações entre eles eram constantes, mas tudo isso porque a atriz havia crescido bastante durante algum tempo e a fotografia deles na tela não ficava legal. Então, os produtores tiveram que deixar os personagens uma temporada inteira separados, até que Fred Savage crescesse mais que a Dânica (Ambos Kevin e Winnie respectivamente).


O mais notável na série, é que ao longo de seis temporadas, os dramas e conflitos acompanharam o amadurecimento dos personagens. À medida que eles cresciam e a realidade mudava, mudava-se também o enfoque da série e a dramaticidade era mais profunda. Discutia-se a liberação sexual, o feminismo, drogas, sexo, sempre através da vida do Kevin.

O Kevin não tinha nada de especial. Filho caçula de uma família de classe média, estudava, trabalhava, amava, se divertia com os amigos e tentava entender tudo que acontecia a sua volta. Amava perdidamente sua vizinha, sofreu junto com ela, sofreu por ela. Apoiou seu melhor amigo da melhor forma que fosse e cometeu erros também. 

Ele não era engraçado, não era o melhor aluno, mas era gentil, educado e amoroso. Era... Humano. Aliás como todas as personagens. Lembro que em um determinado episódio, um dos amigos do Kevin estava perdido por não entender o motivo da separação dos pais, ao mesmo tempo em que tinha que lidar com a frustração do pai em casa e questionar suas atitudes. Depois que ele presenciou que sua vida não era assim tão ruim, ao chegar em casa, depois de uma severa bronca de seu pai, ele virou para ele e apenas disse: Eu te amo, pai. Fim de episódio. Quer dizer, difícil encontrar séries assim hoje em dia.

Todos os dramas pareciam maiores quando a trilha sonora começava a tocar. Anos Incríveis foi um ‘prato cheio’ de músicas da época. Escolhidas a dedo, até hoje, a trilha sonora de Anos Incríveis é considerada uma das melhores de todos os tempos. A começar pelo tema principal “With a little help from my friends” brilhantemente interpretada por Joe Cocker. Aliás, a trilha sonora é o principal motivo para não existir DVD da série. Só em direitos autorais, a ABC teria que gastar mais que o dobro do que arrecadou com a série para ter autorização.

Anos incríveis marcou toda a minha adolescência e acho que minha vida adulta também. Ainda atual, é digna de várias reprises sem nunca perder a atualidade. Se você puder conhecê-la, procure. Garanto que você irá se emocionar tanto quanto eu, que mesmo depois de 25 anos, ainda lagrimo quando escrevo sobre ela.


quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Que venha a revolução.

ATENÇÃO: Contem alguns Spoilers.

Nós somos escravos. Somos escravos da tecnologia, dos meios de transporte, da energia. Viver em um mundo em que isso não exista seria um inferno. Impensável. Não para as mentes de JJ Abrams (Fringe, Lost e recentemente Star Wars) e Erick Kripke (Supernatural) e para as mãos habilidosas de Jon Favreau (Homem de Ferro). O trio nos apresenta Revolution, um mundo pós - apocalíptico em que as pessoas, há 15 anos vivem sem nenhuma fonte de energia ou tecnologia.

Na série, Charlie (Tracy Spiridakos) vê seu mundo virar de pernas pro ar quando seu pai Ben (Tim Guinee) é assassinado e seu irmão Danny (Grahan Rogers) é sequestrado por Tom Neville (Giancarlo Esposito, mais conhecido como espelho falante de Once Upon a Time), comandante chefe de uma milícia comandada por Monroe (David Lyons, The Cape), que tenta, a todo custo entender o blackout e encontrar uma fonte de energia. E para isso não mede esforços nenhum, até mesmo trair seu melhor amigo. Para Charlie conseguir resgatar seu irmão, seu pai lhe fala, antes de morrer, que tem um irmão Milles (Billy Burke – aka Charlie Swan) que poderá lhe ajudar. Então Charlie sai a procura desse tio e junto com ele tenta resgatá-lo.

A trama não parece lá muita coisa à primeira vista. O piloto não tem um “chama” muito forte, mas o que me chamou a atenção foi justamente o fato de ver como seria um mundo pós tecnologia. Viveríamos como na idade média, mas sabendo que já tivemos todo o conforto que esta ‘senhora’ pode nos trazer. O caos surgiu, vilas feudais voltaram à moda, e pasmem, a moral e a civilidade perderam lugar para a teoria de Darwin – Somente o mais forte sobreviverá.
Onde deixei meu ursinho?

A protagonista também não é o tipo de personalidade que talvez prenda a atenção. Ela é muitas vezes infantil e chorona, mas contrabalança com Milles, o tipo de cara “durão” que toma as rédeas da missão salvando parte da produção. Outra coisa que não combinou muito foi David Lyons como vilão. Ele tem um rosto bonzinho demais para alguém poderoso, frio e calculista como o personagem Monroe deve ser, além de que nos constantes ‘flashbacks’ da série ele, nitidamente demonstra ser fraco, submisso e completamente dedicado ao seu grande amigo (Que não vou contar quem é para não estragar uma das boas surpresas da série).
Você não é a Bella, não é?

O roteiro pode ser previsível, mas com algumas boas surpresas. A série não é de todo ruim, seu ritmo acelerado ajuda a não ficarmos muitos episódios ‘no escuro’ imaginando sobre os problemas causados pelo blackout.

Li que o roteiro é previsível demais e que, para um mundo apocalíptico, é tudo limpo demais, mas o apocalipse não se deu por conta de um vírus que transformou todo o mundo em zumbis ou vampiros, o apocalipse aconteceu apenas pela falta de luz, não tirou das pessoas a capacidade de “tomar banho” nem transformou as cidades em grandes cidades fantasmas, apenas tirou das pessoas a luz e o conforto.

É um syfy, talvez as pessoas que não gostem do gênero torçam o nariz para a série, mas é um bom entretenimento. Em uma era de zumbis e vampiros, assistir algo um pouco mais ‘humano’ é bom.

A série tem potencial e espero que JJ Abrams mantenha este ritmo à produção e não se perca como aconteceu com Lost. É esperar para ver.

Vanessa Carvalho.

sábado, 22 de dezembro de 2012

Um Instigante Sobrenatural!!!


Por Christian Henrique

Sobrenatural (supernatural), um seriado estrelado por Jader Padalecki como Sam winchester e Jensen Ackles como Dean Winchester.

O Sobrenatural narra a história de dois irmãos e seu pai (John), que caçam demônios e outras criaturas sobrenaturais, é meio que baseado em Arquivo X e Rota 666. No começo do seriado (primeira temporada) aparecem Mary e John (pais de Dean e Sam). Dean (irmão mais velho) e Sam (caçula), como uma família normal e feliz. Sam está com aproximadamente dois anos, no berço, quando de repente aparece alguém derramando sangue em sua boca. As luzes começam a piscar, Mary percebe algo de diferente acontecendo e se levanta da cama para ver o que pode ser. Sai correndo para o quarto de Sam e se depara com alguém ao lado do berço de seu filho, pensa que é John quem está lá e nem se preocupa, então ela anda até o corredor e ouve barulhos na sala (andar de baixo), desce para ver o que é, percebe que a televisão está ligada e John dormindo na poltrona, então ela sai correndo gritando por Sam, volta ao quarto dele e começa a gritar, John acorda e corre até o quarto para saber o que houve, pensa que tudo está normal, pois vê o filho no berço, então gotas caem do teto no berço, quando olha para cima, vê sua esposa queimando no teto, ele tira seus filhos da casa pois está tudo pegando fogo.

Passaram alguns anos, em torno de 20 anos, e os garotos estão adultos. Sam está na Universidade Stanford, fazendo curso de Direito, quando de repente aparece Dean (seu irmão mais velho) falando que o pai deles desapareceu durante uma caçada de demônios, Dean pede ajuda a Sam, só que ele se nega, por ainda guardar mágoas do pai, mas depois de pensar um pouco, ele concorda em ajudar, então os irmãos partem em uma viagem, em busca de seu pai. Depois de uma semana e sem encontrar seu pai, Sam volta para sua casa, encontra sua namorada (Jessica) queimando no teto, da mesma forma que sua mãe, então ele se vê culpado por não ter tê-la protegido, e por ter escondido o segredo de que sua família caçava coisas sobrenaturais. Sam desiste da universidade para voltar a caçar demônio e pegar quem matou sua mãe e sua namorada.

Algum tempo depois, os dois irmãos encontram seu pai (John) que fala do paradeiro do demônio que matou sua mãe, e que planeja matá-lo com uma “colt”, que é um revólver capaz de matar qualquer coisa sobrenatural... E a história prossegue por um caminho de mistério, suspense, adrenalina.  


O Sobrenatural (Supernatural) em minha opinião é uns dos melhores seriados de caçada. Numa mistura de romance, ação, comédia, aventura, e coisas sobrenaturais. Eu adoro!

Em cada episódio, algo novo que eles estão fazendo, algo novo que estão explicando, o Dean Winchester (Jensen Ackles) dá o tom da comedia, fazendo as piadas dele, e a cada episódio eles acabam encontrando pessoas novas, acabam se apaixonando, mas o objetivo maior é vingança, então paixões, romances são palavras proibidas para eles.

Este seriado já passou na televisão (Sbt), mas não lhe deram a devida atenção. Acho que a emissora perdeu muito com isso, pois abandonou a série na terceira ou quarta temporada, e a série agora está em sua oitava temporada. Não sei precisar se é a última, mas tomara que não seja, pois é um bom entretenimento. Recomendo!

sábado, 28 de abril de 2012

Uma instigante "Revenge"!!!



Por Isaac Santos 

Acusado injustamente [ou, ao menos é o que é mostrado até o episódio que vi] pela morte de pessoas inocentes, tendo o seu nome relacionado ao terrorismo, o pai da protagonista Emily é condenado à prisão e lá morre [ou, ao menos é o que é mostrado até o episódio que vi], mas deixa uma fortuna em herança para a sua filha. Esta, depois de passar alguns anos num reformatório, volta ao convívio dos detratores do seu pai, para iniciar o seu plano de vingança.
Tramas sobre vingança não são nenhuma novidade na TV, no Teatro e nem no Cinema. Sem dúvida, um tema instigante e na maioria das vezes, bem recebido pelo público. Sempre recorrente por ser fator de sucesso “garantido”, principalmente nas novelas. Mas fugindo do universo novelístico, também as séries americanas têm merecido um olhar mais atencioso. Já há algum tempo, o meu irmão mais velho, tenta mudar o meu foco para o cinema/séries/seriados, pelos quais é apaixonado. Não que eu esteja traindo o gênero telenovela, mas tenho comprovado as boas intenções do meu irmão. Estou apaixonado [perdoem-me o exagero tão peculiar aos meus textos, rs] por várias pessoas ao mesmo tempo, pelos seus dilemas, conflitos, medos, suas ambições, suas fraquezas... tou envolvido por REVENGE. Detalhe: assisti aos cinco primeiros episódios de uma só vez e no dia seguinte, mais cinco. Já estou bem mais adiante e o meu interesse se mantém. 

Eu, como tantas outras pessoas, comecei a ver Revenge por curiosidade, pelas comparações com a trama do João Emanoel Carneiro. Constatei que há sim bastantes pontos semelhantes, mas nisto, coincidência ou não, não vejo problema algum. As diferenças também existem, principalmente na condução da trama. Não comentarei os episódios, considerando aquelas pessoas que porventura ainda não os tenham assistido e pretendam fazê-lo [Spoiler não trabalhamos, rs]. Mas super indico a série e essa postagem é só para congratular com os fãs de Revenge e que imagino, também foram fisgados pelo conjunto da obra.  

A trama é toda amarrada, se há brechas ainda não percebi. Texto adulto, direção irrepreensível, atuações dignas de nossos melhores atores [olha aí o meu proposital exagero mais uma vez... ou não?! rs], trilha sonora pontuando perfeitamente as emoções da trama, iluminação que torna tudo ainda mais envolvente. Eles conseguem harmonizar os recursos primários necessários ao sucesso de uma obra de teledramaturgia e as ferramentas tecnológicas, hoje tão indispensáveis às produções. Um bom exemplo é o chroma key (tela azul usada especialmente para a inserção de efeitos especiais/visuais) que não parece gritar o tempo todo “estou aqui nessa cena”. É natural.

Não há mocinhos ou vilões, heróis ou bandidos, os personagens são humanos, as emoções é que são intensas, e este é um trunfo da série. Mesmo com elementos fictícios, o texto se sobressai pelo tanto que é inteligentemente crível. A história consegue ser reflexiva até. As atitudes da personagem principal, que se alimenta de ódio, são absolutamente questionáveis. Ela não perdoa, quer vingança. Vale ressaltar que “não” há a quem perdoar, “não” existe arrependimento da outra parte. No máximo paira sobre eles um remorso. E mesmo se houvesse verdadeiro arrependimento pelos envolvidos, teria ela a capacidade de agir de modo diferente? Cabe, julgá-la por isso? O fato é que sem perceber, ou o que é pior, mesmo consciente disso, ela se transforma numa mulher sem limites pela busca de vingança. Um perfil sombrio, triste, amargurado, num plano infeliz, e sofre também por isto, pois não se permite viver o amor conflitante, que ainda insiste em expulsar o ódio de dentro de si.


Todo o elenco e profissionais responsáveis por Revenge estão de parabéns!

terça-feira, 24 de abril de 2012

SMASH - Ser Uma Estrela Não é Fácil!


Thiago Ribeiro

Americano adora um musical. Aliás nesse ramo eles são feras, vide os grandes sucessos que lotam a Broadway: A Noviça Rebelde, West Side History, Chicago, Moulin Rouge, Cabaret, entre outros. Os musicais sempre fizeram sucesso no teatro e vez ou outra algum estoura no cinema. E agora, é a vez das séries apostarem nesse ramo. Desde 2009 que Glee faz sucesso, apostando em tramas juvenis e releituras de clássicos da música internacional e de atuais sucessos das paradas. Provavelmente inspirados por isso, o canal NBC lançou em 2012 a série SMASH, também musical mas com teor mais adulto.



A série estreou no início do ano e já tem uma segunda temporada garantida. Com tramas simples e personagens cativantes, SMASH leva você aos bastidores da montagem teatral de uma peça que conta a história de Marilyn Monroe. Egos, amores, traições e inseguranças são os ingredientes dessa história que vai te conquistar!

A SÉRIE


A série conta a história de Karen  Cartwright (Katherine Macphee), uma jovem atriz que sonha em se tornar uma grande estrela e que vê na audição para o papel de Marilyn sua oportunidade de se tornar uma grande atriz. Ela disputa o papel com a já experiente Ivy Lynn (Megan Hilty), que se apaixona e se envolve por Derek (Jack Davenport), o diretor da montagem. O musical Bombshell é escrito por Julia Houston (Debra Messing) e Tom Levitt (Christian Borle). Julia é casada e tem um filho, mas acaba se envolvendo novamente com Michael Swift (Will Chase) e colocando seu casamento em risco. A peça está sendo produzida por Eileen Rand (Anjelica Huston), produtora que acabou de se separar do marido que tenta atrapalhar seu trabalho todo o tempo. Ao mesmo tempo em que acompanhamos o empenho dos atores e dos autores para montar o espetáculo, vemos o esforço de Eileen em conseguir viabilizar a montagem de Bombshell.



A série está na primeira temporada e já faz sucesso. Talvez por apresentar uma trama mais adulta, onde os número musicais estão totalmente dentro do conceito  são apenas mais um instrumento atrativo e não o principal, como em Glee. 


Destaque para Katherine Macphee e Megan Hilty, que são extremamente talentosas e fazem a gente e dividir quando a questão é: para quem devemos torcer? Karen representa a moça batalhadora que que quem em busca de um sonho, enquanto Ivy é o contraponto, representando alguém que luta por esse sonho, mas que já está calejada pelos insucessos. As duas, excelentes cantoras, são um do pontos altos da história. Debra Messing está ótima como a adorável Julia, assim como Anjelica Huston, Christian Borle e Jack Davenport.



SMASH foi criada por Theresa Rebeck e produzida por Steven Spieberg.
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