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terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Um balanço do horário nobre: A volta do bom texto com Em Família

Por Leonardo Mello de Oliveira

 Não há como negar a incrível campanha de popularização que acontece atualmente na televisão brasileira. A incansável busca por audiência vem tentar capturar um público que assiste a novelas diariamente desde os anos 70: a chamada classe C. Porém, dizem alguns, estamos em um período de transição, onde vários membros antes considerados da classe D emergiram, e agora figuram nesta chamada “nova classe C”. Esse é o público que a TV quer, e não mede esforços pra isso. Infelizmente, popularização no Brasil muitas vezes vira sinônimo de má qualidade, principalmente no quesito telenovela. É incrível como a Rede Globo, a maior emissora do país, conseguiu, em tão pouco tempo e de forma nada sutil, inundar sua programação com programas e novelas de fácil digestão, com forte apelo popular e que resultam, muitas vezes, em produtos execrados pela crítica. Não estou falando que apelo popular sempre acaba em equívocos. O Esquenta, programa apresentado por Regina Casé, é um dos mais popularescos que já assisti, porém, não deixa de ser um programa que funciona, que dá certo e que tem grandes qualidades, muito mais do que defeitos. O grande problema é como o popular é conduzido, como é dosado. Tudo isso altera o resultado, e também a maneira que será visto, tanto pela classe C quanto por todas as outras classes que, com certeza, também assistem à TV aberta.


      Vamos analisar brevemente o histórico de novelas populares no horário nobre desde Fina Estampa, trama que iniciou essa “epopéia popularesca”. Um fato engraçado é que somente o horário das nove foi praticamente obrigado a transmitir esse tipo de produção. O horário das seis, das sete e das onze receberam uma dose ou outra de popularismo, mas não se prendeu à fórmula. Vale lembrar também que não é de hoje que esse tipo de trama existe. Os seus próprios autores hoje alcançaram o sucesso usando o apelo popular.
      Fina Estampa foi escrita por Aguinaldo Silva, autor já consagrado por tramas de cunho popular. Aguinaldo já havia nos apresentado nos últimos anos Senhora do Destino e Duas Caras, novelas bem populares. Mas o que se viu em Fina Estampa foi a fórmula escancarada, sem medo de mostrar um apelo gigantesco por audiência. Uma protagonista maniqueísta, uma vilã caricata e tão maniqueísta quanto sua rival, um gay mega afetado, personagens cômicos, gente pobre e honesta sofrendo e muito barraco eram as principais táticas do autor para alcançar a classe C, que começava a virar o assunto do momento quando se falava em televisão. Aguinaldo conseguiu, e com um gigante sucesso, cessar o declínio de audiência do horário nobre global. Porém, isso tudo teve um preço. A crítica caiu em cima. Situações incoerentes, dignas de desenho animado, subestimavam a inteligência do telespectador e baixavam o nível da trama.


      Logo depois veio o furacão Avenida Brasil. A novela parou o Brasil como há tempos não acontecia. João Emanuel Carneiro, o JEC, apostou em uma trama pesada, com inspiração em vários clássicos literários e teatrais, mas que ao mesmo tempo tinha vários elementos populares. Modismos e trejeitos do subúrbio enriqueciam a novela, que, aliás, mostra uma evolução gigantesca do JEC como autor. Seus defeitos característicos ainda estavam lá, mas muitos haviam sido corrigidos. João Emanuel é outro autor conhecido por suas tramas populares, mas ao mesmo tempo profundas. O entrosamento entre a equipe de produção era notável, tanto que praticamente tudo deu certo em Avenida Brasil.


      O mesmo não pode se disser de sua sucessora, Salve Jorge. Glória Perez foi uma das primeiras autoras a retratar a vida do subúrbio, das favelas, de um povo pouco mostrado nas novelas antigamente. Sua nova trama trazia como protagonista uma menina da favela, jovem, que teve um filho muita nova e que acaba sendo traficada e prostituída na Turquia. A trama era inicialmente densa, mas o grande erro de Glória foi mais o menos o mesmo de Aguinaldo Silva em Fina Estampa. A autora utilizou quase todos os recursos que conhecia e que já haviam sido garantia de sucesso. Falhas da direção, mau direcionamento de personagens, elenco sumido, texto fraco para uma autora que já nos trouxe Barriga de Aluguel e O Clone, um déjà vu de outras tramas de Glória, enfim, vários foram os fatores para a rejeição do público e da crítica.


      Então vem Amor à Vida! Estreia de Walcyr Carrasco, autor de clássicos do horário das seis, no horário nobre. O início foi empolgante, muitos viam uma segunda Avenida Brasil, a expectativa aumentava a cada capítulo. Porém, já na terceira semana de novela, a decepção veio como um balde de água fria. Carrasco fazia uma novela das sete no horário das nove, e era clara a busca por audiência. Tudo parecia ser feito pra fazer mais barulho, pra chamar o público a assistir à novela. Mudanças drásticas e sem sentido em personagens, armações, segredos de família revelados uma vez por mês, tudo era feito para que seguisse aquilo o que o povo queria. Me pergunto: de quem é a culpa da falta de qualidade em Amor à Vida? Será que realmente é de Walcyr Carrasco? Pois eu não consigo acreditar que quem escreveu uma novela como essa nas primeiras e nas últimas semanas tenha sido a mesma pessoa que escreveu o meio. Pressão da emissora ou do público por uma novela de fácil digestão? Se foi da emissora, o objetivo foi alcançado. A novela conseguiu uma média bem decente e repercutiu como poucas.


      Atualmente podemos ver um Manoel Carlos inspiradíssimo no horário nobre. Mas sua novela não condiz com nada do que foi visto nas últimas quatro tramas das nove. Em Família chegou com um texto brilhante, caprichado, sem medo de agradar a essa ou àquela classe. Um elenco primoroso, desde os desconhecidos das primeiras fases até os medalhões da terceira. Maneco diz que não há pressão por audiência que lhe faça baixar o nível. E vemos que ele não mente. Apesar dos pífios números alcançados por Em Família nos seus primeiros capítulos, tudo o que foi feito foi agilizar a trama, fazendo os capítulos mais longos, nada de mexer na história! Talvez o único grande problema desta novela seja a cronologia, com idades de atores que não condizem com o de seus personagens e elementos de cenário e figurino que não batem com a época. Mesmo assim, a crítica aplaude essa brilhante e corajosa obra do “bom velhinho do Leblon”, que promete mais e mais a cada capítulo.



      Em momento algum quis passar que o programa popular é algo ruim. Mas sim que tudo deve ser bem pensado e feito, para que não se cometam exageros nem erros ao tentar fazer um produto que visa a classe C.  Como o próprio nome diz, a TV é aberta, todos assistem a ela. A busca incansável por audiência tem sido o maior inimigo da qualidade quando se trata de televisão. Que a Globo pense nisso, que não siga o caminho mais fácil. Afinal, é menos trabalhoso agradar a um só do que a todos. Principalmente se esse “um só” for garantia de dinheiro e repercussão...

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Vilões com um "punhado" de coração

por Thiago Andrade Martins

De uns anos para cá, a história da dramaturgia tem experimentado uma inversão de valores no que diz respeito aos seus personagens. A linha que separa os vilões dos mocinhos tem ficado cada vez mais tênue, tornando os primeiros, seres incrivelmente populares. Inclusive, aqueles que praticam a vilania têm conquistado, e muito, a preferência do público, cansado do tipo bonzinho e sofredor.

O fato é que ninguém é só bondade e, tampouco, só maldade. E os autores já captaram essa mensagem num esforço de humanizar os seus personagens com a ideia de torná-los mais próximos da nossa realidade.

Os vilões saem em vantagem no sentido em que apresentam uma gama maior de facetas. Muitos deles são resultados de problemas sociais que fazem parte do nosso cotidiano. Não que isso justifique jogar alguém no lixão ou executar quem ouse cruzar o seu caminho. No entanto, isso conta pontos na hora de criar empatia ou até mesmo causar identificação com alguns traços de uma personalidade não tão “correta”.

Hoje, é raro as novelas apresentarem um vilão que desperte o ódio e a rejeição do público. Taí a dona Carmem Lúcia, vulgo Carminha, que não me deixa mentir. Contudo, para qualquer autor é um desafio escrever uma trama, com mais de uma centena de capítulos, em que o desfecho seja a vitória do mal sobre bem. Isso, na maioria das vezes, seria inconveniente, principalmente, num país que sofre tanto pelas suas mazelas.


Então, qual seria o melhor tratamento narrativo possível para essas figuras, que, ao longo dos meses, aprendemos a compreender e até a amar? Na minha humilde opinião, como telespectador, a resposta se encontra na redenção desses personagens. E já vimos isso, com muito sucesso, em vários folhetins relativamente recentes.

A própria Carminha, em Avenida Brasil é um exemplo disso. Ela foi capaz de roubar o companheiro, mandar a enteada para o lixão, separar um casal, seduzir o jogador de futebol rico, dar o golpe da barriga grávida de outro, chantagear, desviar dinheiro da caridade, manter um caso com o concunhado, maltratar a filha acima do peso, matar, enfim... No fim, se redimiu pelos seus pecados, pagou sua pena e abdicou de uma vida de luxo para voltar ao lixão, ganhando o respeito, inclusive, da sua maior rival, Nina.


A atual novela “das sete”, Sangue Bom, já esboça a redenção de um de seus principais vilões, o Fabinho, vivido pelo ator Humberto Carrão. Depois de aprontar todas, o bad boy foi parar na rua, passou fome, frio, se feriu e perdeu tudo. Mas a compaixão de sua conhecida de infância, que o levou para casa e passou a cuidar dele, despertaram sentimentos nobres no rapaz que pediu perdão à sua madrasta e prometeu levar uma vida diferente.


Outra vilã que aprendeu que a maldade não compensa foi a caricata Chayene, ou Chay para os íntimos. A “ brabuleta”, no final de Cheias de Charme, fez até show com as Empreguetes, recontratou a Socorro como sua personal colega e, ainda, fez um turnê infantil com o seu affair midiático, Fabian. O sucesso foi tanto que as personagens até fizeram uma participação no especial Roberto Carlos, que você pode conferir logo abaixo:


Em Passione, Mariana Ximenes, fez jus à fama de ser uma das melhores atrizes de sua geração. Além de roubar a cena, mostrou o que o amor por um ente querido é capaz de fazer. A vilã enganou o ingênuo do Totó, casou com ele por interesse, ajudou o seu comparsa em diversos crimes, mentiu, enganou, seduziu, matou. Fez e aconteceu. Mas foi capaz de rever suas atitudes e tentou se tornar uma pessoa melhor para cuidar de sua irmã caçula, Kelly, conquistando, inclusive, a torcida do público para que ela tivesse um final feliz.


Juvenaldo foi um dos vilões que pagou caro por ter Duas Caras. Em pleno horário nobre, pudemos acompanhar a trajetória do homem que fingindo ser Adalberto Rangel, seduz e tira tudo da rica e órfã Maria Paula. Depois de se tornar milionário, assume a identidade de Marconi Ferraço, sem saber que a sua vítima tinha ficado grávida de seu único filho. A descoberta desse filho modifica os rumos do personagem que vai se regenerando e reconquistando o amor de Maria Paula durante a drama.


Esses são apenas alguns dos vilões que se tornaram exemplo pela sua redenção. Particularmente, acredito que esse tipo de desfecho representa um olhar esperançoso sobre o ser humano. Afinal, todos já passamos por momentos de transformação na busca da melhoria do nosso estilo de vida, personalidade, caráter e da percepção que as outras pessoas têm de nós. Acreditar na evolução e no amadurecimento de cada indivíduo é também projetar um mundo mais sensível, compreensivo e amável.

E você, acredita que um vilão pode, definitivamente, mudar?

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Aos que lutam na batalha do dia-a-dia

Por Breno Ribeiro

O mês de maio já começa como muitos de nós amamos: Com um feriado nacional. Nesse, em especial, homenageamos a nós mesmos, os trabalhadores.

Tanto na telinha, como na vida real, é muito comum que as profissões expressem muito sobre a personalidade, o estilo e até mesmo o modo de pensar dos personagens. Então, para homenagear, mostraremos alguns dos mais marcantes da dramaturgia que não seriam os mesmos se não fossem suas profissões e afazeres.

Mestre no que se refere à linguagem popular brasileira, Aguinaldo Silva nos presenteou em 2011 com sua lutadora Griselda. A marido de aluguel vivida por Lilia Cabral em ‘Fina Estampa’ era o grande exemplo de honestidade na trama que tinha como principal enredo as diferenças cruciais entre o caráter e a aparência. Griselda sustentava a casa e os mimos do filho mais novo, que a rejeitava por conta de sua simplicidade. O povo se identificou e não deu outra: Mais um grande sucesso do mestre das nove.


Voltando um pouco mais no tempo, temos Nice de ‘Anjo Mau’. Na primeira ocasião, vivida por Susana Vieira e na segunda, reescrita por Maria Adelaide Amaral, estrelada por Glória Pires. A personagem tinha o objetivo de se infiltrar na mansão de uma família rica como babá e daí em diante, tentar dar o golpe de sua vida. Afinal de contas, quem colocaria em pauta o caráter de um ser angelical como uma babá?


Prestes a ganhar um remake, produzido pela Record, outra personagem que não poderia faltar nesse rol é ‘Dona Xepa’. O enredo, mais batido impossível, era parecido com o último folhetim de Aguinaldo Silva, comentado lá em cima. Uma pobre feirante (Yara Cortes e Ângela Leal) que trabalha sol a sol para dar o melhor aos filhos que no futuro, a rejeitam. Um clássico.


Duca Rachid e Thelma Guedes também ousaram e colocaram uma empregada doméstica como protagonista de ‘Cama de gato’. Rose, de Camila Pitanga, exalava simplicidade e era honesta ao extremo. A moça, como não poderia deixar de ser, se apaixona pelo patrão que vivia um dilema complicado depois de uma armadilha montada por sua esposa, Verônica.


Mais recentemente, dois fenômenos tinham mais empregadas domesticas em destaque: ‘Cheias de charme’ e ‘Avenida Brasil’. Na primeira, as empreguetes virariam grandes estrelas da música e na segunda, Nina era a cozinheira da família Tufão, mas só estava ali pra se vingar da madrasta Carminha.


Enfim, por um motivo ou por outro, o brasileiro se viu representado nesses e em outros folhetins da nossa dramaturgia. A televisão e seus autores e diretores prestam nesses personagens, uma homenagem aos que lutam na batalha do dia-a-dia.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Twitterspectadores

Por Daniel Couri

Um novo jeito de assistir TV se popularizou nos últimos dois ou três anos. Confesso que – pelo menos para pessoas como eu, que ainda engatinham nesse mundo de tecnologias galopantes – a nova forma de ver televisão requer certo malabarismo. Refiro-me ao twitter, a rede social que une telespectadores do país (e do mundo) todo.

Atualmente é bem comum comentar as novelas em tempo real. Falo das novelas porque é quando a maioria dos tuiteiros 'comentaristas' convergem para o mesmo programa. Novela ainda é uma paixão nacional, por mais que o gênero passe por altos e baixos. Seja para aplaudir ou atirar pedras, o Brasil está sempre de olho nela.


Não sou tuiteiro muito assíduo, mas tenho notado cada vez mais claramente um lado positivo e outro negativo nessa história. O bom é que assistir a um programa que você curte e poder comentá-lo com outras pessoas que também curtam é muito divertido. É como reunir um grupo de amigos em casa para ver um filme que todos gostam, ou o último capítulo de uma novela. No caso do twitter, são amigos virtuais, claro, mas acabam muitas vezes sendo mais assíduos do que amigos 'reais'.


O lado ruim é que os tuiteiros mais beligerantes costumam assumir uma atitude arrogante e até agressiva com quem não compartilha do mesmo ponto de vista deles. Uma simples divergência de opiniões a respeito do personagem de uma novela, de uma celebridade ou de uma música torna-se motivo para bate-bocas intermináveis e bobos. O twitter nos deixou mais melindrosos e presunçosos. Todos se julgam experts e críticos imbatíveis e isso acaba gerando um mal-estar.

O grande prazer de hoje não está simplesmente em se sentar na frente da TV e acompanhar a novela passivamente. O público do twitter elogia, ataca, compartilha, repassa, defende, dá pitaco. A novela quase fica em segundo plano, já que o foco é comentar freneticamente. Vira uma espécie de competição para ver quem vai dar a tuitada mais engraçada ou inteligente primeiro. Ou quem vai fazer a piada mais rapidamente. Com Avenida Brasil, no ano passado, era pura catarse coletiva: todos vibravam, brincavam, elogiavam, sentiam-se parte da novela. Com Salve Jorge é o contrário: repudiada pela maioria dos tuiteiros noveleiros, a novela virou o tema favorito de piadas, deboches e troca de farpas.


Ainda não cheguei a uma conclusão sobre o saldo disso tudo. Se por um lado o público (por meio do twitter) está muito próximo de quem faz a novela (emissoras, autores, artistas) e tem a chance de expressar sua euforia pelas tramas, por outro parece que muita gente está mais preocupada em achar falhas e defeitos nas novelas do que em mergulhar nas histórias. É válida a 'vigilância' dos telespectadores. O público não precisa engolir tudo só porque a novela “é uma obra de ficção”. Aceitar furos grosseiros numa trama, por exemplo, é subestimar a capacidade intelectual do público. Porém me pergunto: até que ponto esses furos não ficaram gigantescos aos olhos do público justamente por causa dos vigilantes que não deixam passar absolutamente nada? Pelo visto, daqui pra frente os autores de novelas vão precisar de muito mais cuidado, até mesmo nos mínimos detalhes. Os twitterspectadores não perdoam. 

terça-feira, 26 de março de 2013

O país estacionado às margens da Avenida Brasil





 E. Felipe

O Brasil é, por excelência, o país da telenovelas: durante meses um folhetim repercute e vira o assunto do dia, até que o próximo estreie e reinicie o ciclo. Há, porém, novelas que ultrapassam a condição de entretenimento descartável e se transformam em fenômeno paradigmático: Irmãos Coragem, Selva de Pedra, Dancin' Days, Roque Santeiro, Vale Tudo e A Próxima Vítima são alguns exemplos clássicos. A recente e aclamada Avenida Brasil, grandioso sucesso de João Emanuel Carneiro, apresenta potenciais requisitos para que, futuramente, integre esse seleto time.

Após relevantes sucessos no horário das 7 (Da Cor do Pecado e Cobras e Lagartos), em 2008 fez sucesso no horário nobre com a sombria e psicológica A Favorita. E há exatamente um ano, com sua segunda incursão na faixa, João Emanuel Carneiro novamente subverteu o gênero ao unir elementos de telenovela, seriado e cinema em um contexto socioeconômico representativo do Brasil atual.


Avenida Brasil apresentou como trama central o clássico tema da vingança: a implacável Nina (Débora Falabella) retorna para fazer justiça, vingando-se da inescrupulosa Carminha (Adriana Esteves) que, além de provocar a ruína do seu pai, a abandonou num lixão quando criança. Com um texto repleto de reviravoltas e ganchos de tirar o fôlego, João Emanuel Carneiro injetou sangue novo a um tema já exaustivamente narrado. Todos os capítulos apresentavam um conflito-chave que logo se solucionava e encadeava outro, num ritmo ágil típico das séries de TV, aguçando diariamente a curiosidade do telespectador.

A criativa direção - sob comando de Ricardo Waddington, Amora Mautner e José Luiz Villamarin - foi atração à parte em Avenida Brasil, ao lhe conferir uma convidativa estética cinematográfica. Se, nos anos 90, Luiz Fernando Carvalho já manipulava linguagem de cinema em Renascer, em Avenida Brasil esta tendência se consolidou: da fotografia à edição, passando por acurados controles de foco, de profundidade de campo e adequadas trilhas incidentais. Incríveis sequências, como Carminha enterrando Nina viva ao descobrir sua verdadeira identidade (em alusão ao filme Kill Bill) e a violenta morte de Max (Marcello Novaes), digna de filme de terror, já ficaram gravadas na memória coletiva.



Outro diferencial foi a inserção da trama no atual contexto de ascensão da nova classe média. O fictício Divino, bairro do subúrbio carioca, foi o palco dos grandes acontecimentos de Avenida Brasil, enquanto à nobre zona sul atribuiu-se a função de núcleo periférico. Sem falar no importante núcleo do lixão, onde residiam os segredos-chave da trama. O discurso acerca da mobilidade social foi bem roteirizado, indo da crítica irônica de costumes à retratação realista deste fenômeno. De um lado, o preconceito da decadente elite, destilado nas pérolas da dondoca Verônica (Débora Bloch) - "A classe C ascendeu à minha cobertura", "Essa gente que mistura caviar com ovo". De outro, o orgulho das origens humildes estampado nos discursos dos personagens do Divino - basta lembrar do desdém de Carminha pelos pratos sofisticados de Nina.

A quebra de paradigmas do perfil de mocinha e de vilã foi outro acerto: não houve maniqueísmo, mas personagens humanizadas. O ódio, a dissimulação e o receio mútuo entre as arqui-inimigas Nina e Carminha renderam momentos tensos e impactantes. Débora Falabella interpretou com garra a obsessiva e sombria Nina, mocinha com ares de vilã capaz de enganar, manipular, torturar e até de abrir mão do seu amor de infância em prol de vingança. Adriana Esteves, com uma interpretação riquíssima, eternizou Carminha no imaginário popular, com carisma, maldade e tragédia. Mais que uma vilã, Carminha foi uma complexa personagem, dotada dos mais variados sentimentos: ódio, crueldade, interesse, dissimulação e arrogância, mas também de um genuíno amor, que sentia pelo filho Jorginho (Cauã Reymond). 



Apesar do abusiva vigilância por parte do politicamente correto, Avenida Brasil conseguiu alfinetar certas convenções sociais e exibir polêmicos maneirismos. Novos modelos de família e relacionamentos foram exibidos: Cadinho (Alexandre Borges) e suas três mulheres; o maduro casal Leleco (Marcos Caruso) e Muricy (Eliane Giardini), que se separam para viver com parceiros bem mais jovens - Tessália (Débora Nascimento) e Adauto (Juliano Cazarré), respectivamente; e a periguete Suellen (Ísis Valverde), sexualmente livre, que se casa com dois homens.

Avenida Brasil significou, ainda, o amadurecimento da dramaturgia de João Emanuel Carneiro. Se em A Favorita a ação cingiu-se ao embate entre as protagonistas Flora e Donatela (ignorando quase que por completo os núcleo secundários), em Avenida Brasil se visualizou um conjunto mais harmônico e uma melhor interação entre a trama central e as histórias paralelas. Todos tiveram seu momento de destaque, experientes (Marcello Novaes, José de Abreu e Vera Holtz) e novatos (Mel Maia, a intérprete de Nina na primeira fase; e Cacau Protásio, intérprete de Zezé, a empregada e fiel escudeira de Carminha).




Ainda que marcada pelo sucesso, gritantes furos no roteiro e situações inverossímeis não passaram despercebidos aos olhos do público. O núcleo de Cadinho, por vezes, mais irritou do que divertiu. O fato de Nina não ter salvado em meio digital fotos comprometedoras de Carminha virou motivo de piada e descrédito nas redes sociais. Ademais, a hesitação da vingadora em entregar tais fotos a Tufão para desmascarar a rival soou incoerente e forçado. Se o plano dela de retaliação foi mais forte que o amor por Jorginho, pela lógica, não poderia ser minimizado pelo carinho que sentia por Tufão. 




Mesmo assim, o conjunto de Avenida Brasil se apresentou robusto e atraente, fisgando um público que seguiu fiel até os últimos quilômetros de sua trajetória. Causou frisson e seu derradeiro capítulo parou o País como há muito tempo não se via. Além das rodas de conversa, Avenida Brasil foi uma febre nas redes sociais, a ponto de ganhar vida própria no ciberespaço: diariamente entrava nos trending topics do twitter (com contagem dos capítulos, do #OiOiOi100 ao #OiOiOi179), avatares imitavam o efeito de final de capítulo ("congelar no cinza") e os mais criativos memes proliferavam na rede. Frases de efeito como "Me serve vadia!" e "É tudo culpa da Rita!" caíram na boca do povo. A audiência chegou a preocupar o sistema elétrico nacional (que teve de ser reforçado para evitar queda de luz, em razão do enorme número de aparelhos ligados) e a repercussão da novela chegou a adiar compromissos políticos de grandes autoridades (como a presidente Dilma Rousseff) . Avenida Brasil também cruzou fronteiras: a comoção em torno dos capítulos finais virou notícia internacional (Forbes e BBC) e a novela se tornou a obra mais vendida para o exterior.


Avenida Brasil, clássico em potencial, gerou uma verdadeira catarse coletiva digna das grandes novelas do passado. Um feito louvável numa época em que a audiência da TV aberta encontra-se pulverizada e outras formas de entretenimento estão mais acessíveis: é a prova do poder das novelas enquanto aspecto cultural do povo brasileiro. Entre erros imperdoáveis e grandes acertos, furos de amador e catarses de gênio, Avenida Brasil é um grande exemplo da magia e do fascínio que a telenovela ainda é capaz de exercer sobre a coletividade. 

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Retrospectivizando!!!


Por Eduardo Vieira

Ao longo do ano foi falado aqui no blog “Posso Contar Contigo?”, principalmente, minhas impressões sobre a teledramaturgia de várias épocas. Entretanto a televisão aberta e fechada nos trouxeram programas de bastante qualidade no ano de 2012. Fazer listas é uma mania mundial institucionalizada pelo livro Alta Fidelidade de Nick Hornby em que o personagem fazia listas de tudo, desde filmes com gangsteres até restaurantes que ele curtia mais. Pois vamos à lista do que curti mais na TV:

10. Em Busca do Pai - Canal GNT

Belo e emocionante, o programa trazia duas histórias paralelas de buscas por pais ou filhos perdidos na vida, mostrando por vezes a dúvida dos pais em assumir um filho feito involuntariamente e ainda repetindo a própria história, já que muitas vezes esses pais também sofreram a perda prematura da figura paterna. Os depoimentos eram bastante humanos e sinceros e o programa era permeado de músicas de muitíssima qualidade e muito bem escolhidas, como é de praxe na programação do canal.


9. Globo de Ouro - Canal Viva

Reprise do espetáculo mensal/semanal do programa que trazia o que rolava nas paradas de sucesso. Nem sempre comprometido com a boa música brasileira, o especial mostra que havia boa música pop numa época pré música sertaneja e pagode que imperaram no mercado musical. O programa tornou-se cult nas redes sociais pelos tipos que aparecem e sobretudo pelo visual dos artistas com roupas e cabelos dos anos 80, que os envelheciam por vezes uns 10 anos. Lembrando que a reprise foi apenas da década de 80, apresentado na maioria das vezes por Isabela Garcia e César Filho.


8. Grimm - Canal Universal

Criativo seriado em que é contada a história de um detetive pertencente a uma família de caçadores de monstros que têm relação com os arquétipos dos vilões dos contos de fadas, por isso a denominação Grimm dada a esses caçadores. Tais monstros de maior ou menor periculosidade são conhecidos por diferentes nomes como Wesens, que se transfiguram em animais como ursos, ratos, dinossauros. Um personagem dos mais carismáticos é um desses monstros que é do bem e ajuda o herói a elucidar os casos, feito pelo ator Silas Weir Green.

7. Amor e Sexo - Rede Globo

O programa tem sempre se mantido na grade pela sua mutação e a naturalidade com que se fala de afeto e sexualidade, independente das orientações. A ótima apresentação de Fernanda Lima junto ao entrosamento com os convidados e jurados também fazem a diferença.

6. A Fazenda - Rede Record

Claro que esse é pra quem gosta de realities e eu gosto. Essa última edição deu de dez nas últimas edições do Big Brother Brasil, por exemplo, pela ótima escolha do elenco de subcelebridades, com destaque ao inusitado humor de Nicole Bahls, antes só conhecida como assistente de palco do programa Pânico na TV. Também a rabugice da cantora(?) Gretchen deu o que falar, causando bastante confusão dentro da casa. Ainda, a dinâmica mudada do programa com chaves que davam poderes aos candidatos de mudança das regras animava o reality que deu de dez nas edições do já cansado Big Brother.

5. Sessão de Terapia - Canal GNT

Confesso que como Regina Duarte, fiquei com medo, pois já havia assistido a versão americana e os problemas sobre os quais versavam as histórias eram bem introspectivas, característica não própria do brasileiro que de tudo adorar tirar uma “alegria”. Mas Selton Mello dirigiu e muito bem essa versão trazendo com propriedade as chagas desses personagens pro habitat brasileiro, com algumas ligeiras mudanças, todas muito bem adequadas. Elenco muito bom, homogêneo, fez ver que o nosso país pode tratar de assuntos sérios sem sermos Manecos ou Glórias Perez.


4) Homeland - Canal FX

Uma ótima ideia. Uma investigadora da Cia que por meio de uma informação obtida passa a achar que um prisioneiro americano de guerra pela Al-qaeda passou para o lado inimigo e representa um risco para a segurança dos Estados Unidos. O lado bom do seriado é que essa investigadora que é a heroína da trama mostra-se uma pessoa bastante instável e que toma remédios pra esquizofrenia, o que nos dá uma visão por vezes distorcida das coisas. Excelentes interpretações da dupla feita por Claire Danes e Damian Lewis, principalmente da atriz de quem sou fã desde Minha Vida de Cão, um dos primeiros seriados a que assisti adulto.


3. Cheias de Charme - Rede Globo

Devo confessar que suspeitei dessa novela no início e cheguei a não gostar do tom exagerado no seu início e da atriz Claudia Abreu.
Mas fui catapultado aos poucos pela histórias das meninas que se tornaram estrelas meio sem querer e pelo andamento da trama, com o mote da procura pela justiça e dignidade humana. Também fui ficando viciado em Chayenne (e em sua Curica Mor, Socorro) e em seu modo de falar. Também aponto as atrizes Malu Galli e como contrapontos sérios à trama de humor. A novela também trouxe novidades como o ótimo uso da internet na trama fazendo com que o público interagisse com a obra.

2. American Horror Story - Canal Fox

Quem diria que o diretor de um seriado como Glee iria fazer de forma perfeita um seriado de terror e pudesse inovar no gênero? É o que acontece com as duas temporadas de “American Horror Story”, em que todas as ideias relacionadas ao horror e ao terror são utilizadas em uma história aparentemente simples. O seriado trouxe um clima e uma pegada de mistério durante todos os episódios e interpretações maravilhosas, destacando Jessica Lange que foi praticamente redescoberta num papel de total entrega o qual não vemos nenhuma outra atriz fazendo.


1. Avenida Brasil - Rede Globo

A novela que segundo dizem virou clássico. Se se tornou mesmo só o tempo irá dizer, mas é inegável dizer que a trama de João Emanuel Carneiro mexeu com as estruturas do gênero e os autores devem pensar mais no quesito história central e representação da realidade a qual querem ilustrar. Novela muito elogiada e também com muitos detratores, porém acho que ela sustenta-se pelo jogo de gato e rato que nos é proporcionado pelos principais personagens femininos, assim, como em A Favorita, do mesmo autor. As histórias de amor não interessavam muito mesmo, mas sim a trama de vingança a qual termina num anticlímax num final tão irreal que tornou até a história mais crível, pois coisas impossíveis acontecem mesmo é na nossa realidade. Destaque para essas duas maiores atrizes: Débora Fallabella, que fez a sua Nina de várias maneiras, a submissa, a revoltada, a esnobe, a bondosa e Carminha, um personagem embutido em outro personagem, de mulher da sociedade numa interpretação visceral de Adriana Esteves que soube tornar real essa caricatura de mulher.


sábado, 5 de janeiro de 2013

Você votou e aqui estão os melhores de 2012!!!

Por Júnior Bueno e Emerson Felipe



Alô, alô, graças a Deus! 2012 já se foi e o Posso Contar Contigo orgulhosamente apresenta o Melhores e Piores do Ano, onde você escolheu quem foi bem e quem foi mal no ano que passou. A todos vocês nosso muito obrigado, esperamos contar com vocês em 2013 também. Vemos ao resultado?

Homenageada do Ano: Betty Faria


Em 2012 tivemos a grata surpresa de ver a maravilhosa Betty Faria de volta ao lugar de onde não deveria ter saído: o horário nobre. E deu vida ao núcleo mais chatinho de Avenida Brasil, o do Cadinho e suas mulheres. No papel de Pilar, a tresloucada e divertida mãe de Aléxia (Carolina Ferraz), Betty nos lembrou o quanto faz diferença em cena e o como uma estrela com seu talento e a sua história precisa ser valorizada. Sem contar que ela também esbanja simpatia e carisma no twitter. Vida longa e mais papéis incríveis pra essa diva da TV.


Melhor novela de 2012: Avenida Brasil


Um sucesso como há muito tempo não se via, Avenida Brasil inovou na narrativa ágil, na fotografia de cinema, e no enfoque, trazendo pro centro da ação o subúrbio do Rio, com suas cores, sons e personagens carismáticos. Em Avenida Brasil ocorreu a junção de todos os fatores que geralmente contribuem para um êxito: texto inteligente, direção precisa e um elenco afiado, onde todos se destacaram. Outro fator que contribuiu para o sucesso da novela foi sua popularização nas redes sociais. Era uma hora de novela e 23 horas de meme. 



Pior novela de 2012: Máscaras

Anunciada como uma superprodução, a novela da Record causou um estranhamento do público com uma estrutura e texto confusos e derrubou a audiência da emissora dos bispos. Quando a equipe se propôs a fazer alterações, a emissora empurrou a novela pro ingrato horário das 00:30. O diretor chegou a ser trocado e o autor, o veterano Lauro César Muniz anunciou sua aposentadoria das novelas. Um trabalho que tinha tudo pra dar certo e deu tudo errado, infelizmente.


Melhor Atriz de 2012: Adriana Esteves (Carminha em Avenida Brasil)


A personagem de TV do ano foi a vilã mais adoravelmente odiosa dos últimos tempos: Carminha, a primeira-dama do Divino. A atriz esbanjou talento com suas caras e bocas, suas frases de efeito e seu jeito dissimulado. E pensar que Adriana não era a primeira opção para a personagem. 



Pior Atriz de 2012: Cláudia Raia (Lívia em Salve Jorge)


Uma vilã da novel das nove é um prato cheio pra qualquer atriz mais experiente, certo? Não pra intérprete da atual malvada do horário nobre. Um tom engessado e uma fala robótica foi tudo que Cláudia Raia conseguiu imprimir à chefe do tráfico de mulheres na trama de Glória Perez. Com um ar apático e duro, a personagem vem perdendo espaço pra Totia Meireles (indicada ao prêmio de atirz coadjuvante). Uma pena, já que Cláudia Raia vinha de excelentes trabalhos em Tititi e A favorita.


Melhor ator de 2012: José de Abreu (Nilo em Avenida Brasil)


Na novela do Oioioi quem brilhou foi o cara do hihihi. Explico: o veterano ator José de Abreu encontrou aquele que certamente foi um dos melhores personagens e a melhor interpretação de sua carreira. O velho asqueroso se tornou num dos preferidos pelo público que foi brindado por uma brilhante atuação. 


Pior ator de 2012: Jesus Luz (Ronaldo em Guerra dos sexos)


Se como DJ, Jesus Luz é um ótimo modelo, como ator ele é um excelente DJ. Apesar de viver um personagem menor, ver o ex-namorado da Madonna "contracenando" com gigantes como Irene Ravache e Tony Ramos é constrangedor. Inexpressivo é pouco.


Melhor atriz coadjuvante de 2012: Laura Cardoso (Doroteia em Gabriela)


Um grande acerto na versão de Walcyr Carrasco pro romance de Jorge Amado foi a inclusão da beata, inexistente no romance e na versão de 1975 da novela. Laura Cardoso brilhou (qual a surpresa?) em cada cena, cada fala, cada palavra do texto. A detestável personagem se tornou a salvação da novela nos momentos em que a trama principal não andava. Escrever sobre o talento da divina Laura Cardoso sem dizer nada do que já foi dito sobre ela é impossível. Só nos resta admirá-la em cena, encantados e  emocionados.

Melhor ator coadjuvante de 2012: Juliano Cazarré (Adauto em Avenida Brasil)


Juliano Cazarré fez do ingênuo Adauto o sonho de consumo das telespectadoras (e alguns telespectadores, diga-se). O personagem puro, apaixonado e meio burrinho acabou por roubar a cena com  suas tiradas e o ótimo ator brasiliense (indicado como ator revelação no ano passado) se destacou. Tanto que foi dele o gol que fez do time do Divino campeão e encerrou a novela. Moral, hein?

Atriz Revelação: Cacau Protásio (Zezé em Avenida Brasil)

"Eu quero ver tu me chamar de amendoim..." Um refrão que vai ficar eternizado é a prova do talento de uma  grande atriz ainda em seus primeiros passos. A empregada da família Tufão chegou de mansinho e aos poucos foi ganhando cada vez mais espaço na trama de João Emanuel Carneiro, a ponto de se tornar uma das preferidas do público. Queremos mais amendoim nas telinhas.


Ator revelaçãode 2012: José Loreto (Darkson em Avenida Brasil)


Um ator grandalhão ou um fofo? Os dois, se for o Jorge Loreto que conquistou corações dentro e fora da novela. O moço que já tinha dado as caras em papéis menores teve sua grande chance de crescer e aparecer como o rei dos bailes charm do Divino. Perdoem o trocadilho, mas charme é o que ele tem de sobra, né?



Melhor ator/atriz infantil de 2012: Mel Maia (Ritinha em Avenida Brasil)


Bastou alguns poucos capítulos no ar pro Brasil se emocionar com a história triste da Ritinha e se apaixonar pela criaturinha fofa por trás da personagem. Carismática e esperta, Mel é daquelas crianças que não parecem estar atuando e sim brincando em frente à câmera, coisa rara na TV de pequenos adultos cheios de poses. Não sei se é precipitado dizer, mas Mel terá um futuro brilhante se continuar atriz, tem tudo pra ser uma Glória Pires das próximas décadas.



Melhor série/seriado de 2012: Louco por elas


2012 foi um ano tão pródigo em minisséries e seriados, a grande maioria superior á média que neste ano não tivemos seriados em quantidade suficiente pra eleger a pior, de modo que em 2012 só teremos a categoria Melhor série. E público elegeu a simpática série de João Falcão que em duas temporadas no mesmo ano mostrou que com um texto ágil e um elenco inspirado (ave Glória Menezes), o seriado rendeu boas risadas em frente à TV. E terá mais temporadas, ainda bem.




Melhor casal de 2012: Ritinha e Batata (Mel Maia e Bernardo Simões) - Avenida Brasil


Um amor de infância é difícil de esquecer, não é mesmo? Que o digam Nina (Débora Falabella) e Jorginho (Cauã Reymond). O casal problemático na vida adulta foi na primeira fase da novela uma dos casais mais lindos da novela e o preferido do público em 2012. Muito puro e cheio de magia o casal mirim deixou pra trás pares românticos tradicionais na eleição deste blog. Uns românticos vocês, hein?



Pior Casal de 2012: Morena e Théo (Nanda Costa e Rodrigo Lombardi) - Salve Jorge

Uma prova de que química é tudo prum casal de novela: em 2011 Rodrigo Lombardi levou, junto com Carolina Ferraz o prêmio de melhor casal (em O astro). Este ano, a história de amor entre soldado e a moça da favela não deu liga. Ao som de Esse cara sou eu, as juras de amor inverossímeis e as cenas mais mexicanas entre os dois não convenceram o público. O casal está atualmente separado e Nanda Costa tem se dado melhor nessa fase da novela, onde é traficada na Turquia. Tomara que não volte pro Théo tão cedo.


Melhor tema musical de 2012: Vida de Empreguete (Isabele Drummond, Leandra Leal e Taís Araújo) - Cheias de Charme

O primeiro sucesso do trio Empreguetes foi uma divertida mistura de realidade e ficção: as atrizes cantavam a música, as personagens produziram e lançaram o vídeo na rede, o público de casa assistiram em primeira mão na internet. E o hit estourou nas rádios - e baladas - do país. A música foi composta por Quito Ribeiro especialmente pra novela foi a sensação do ano.



Melhor cena de 2012: Carminha enterra Nina viva (Avenida Brasil)


A cena que marcou uma virada em Avenida Brasil foi ao ar no capítulo 102 e deixou a audiência de cabelo em pé. Com uma fotografia impecável e atuações perfeitas e o clima sombrio necessário a cena preferida do público em 2012 entrou para o hall das grandes cenas da teledramaturgia brasileira. assista a cena aqui


Pior cena de 2012: Théo tenta impedir a viagem de Morena (Salve Jorge)


Uma cena melodramática demais inverossímel demais, com um personagem chato  demais. Na mesma sequência o mocinho da novela impede um assalto num ônibus, rouba uma moto, fura o bloqueio da segurança do aeroporto numa fuga alucinada e não consegue alcançar a mocinha. Muito barulho por nada, confira aqui.


Melhor fala de 2012

Não irei descrever, apenas vejam:




Bom, é isso, pessoal, muito obrigado e até a próxima!!!










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