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terça-feira, 25 de outubro de 2011

Especial O Astro (Parte I) - Entrevista com Alcides Nogueira e Vitor de Oliveira: "Os Senhores das Onze!"

Comemorando em grande estilo os 60 Anos da Telenovela Brasileira, Sob as bençãos da "Nossa Senhora das Oito", a saudosa Janete Clair, a Globo não poderia ter sido mais feliz na escolha dos responsáveis por atualizar a trama de O Astro. Coube aos autores Alcides Nogueira, Geraldo Carneiro, com a colaboração dos talentosos Vitor de Oliveira e Tarcísio Lara Puiati tal incumbência. A novela das onze chega a reta final. E lógico, os convidamos, e eles nos deram a honra dessa grata entrevista. Confira a 1ª parte com os queridos Alcides Nogueira e Vitor de Oliveira:


 Por Isaac Abda
Ao Alcides Nogueira:

Logo de início você teria rejeitado o título de novela para o projeto de O Astro, preferindo defini-lo como série. No entanto, o público parece ter se apaixonado pela “novela das onze”, e a Rede Globo, sabiamente oportunista, já prepara o lançamento de Gabriela para o mesmo horário. Óbvio, que você tinha em mãos uma excelente proposta da emissora, mas, considerando o horário e o produto, num formato inovador, havia um temor de que pudesse não ser bem sucedido?
Alcides Nogueira - Sempre há esse temor, porque a telinha tem seus mistérios. Mas o desafio é instigante! Geraldo Carneiro e eu tínhamos uma ótima história nas mãos... mas, ao mesmo tempo, sabíamos que não seria fácil revisitar a obra de Janete Clair, a menos que “descobríssemos” uma chave para isso. Optamos pelo despudor, procurando trazer as tramas para os nossos dias, mas com uma pegada “vintage”, que desse ao espectador a sensação de estar assistindo a uma novela do final dos anos 70.


Você acompanha a novela no exato momento em que vai ao ar? Se sim, consegue fazê-lo como um, de milhões que assistem por prazer, ou é tão autocrítico que não abandona o olhar profissional nem por um instante? Permite-se ser influenciado pela audiência minuto a minuto, ao ponto de uma personagem/trama rumar para algo totalmente involuntário?
Alcides Nogueira - Assisto no momento em que vai ao ar. Tenho reações de surpresa, de espanto, e também de curiosidade, como os milhões de telespectadores. É muito bom isso! Mas é claro que existe a autocrítica. Percebo quando uma trama pegou um caminho esquisito. E, sempre depois da exibição do capítulo, converso com Geraldo Carneiro e com os colaboradores Tarcísio Lara Puiati e Vitor de Oliveira, para trocar figurinhas com eles.

Alguma personagem em especial que você lamenta não ter podido, ao longo da história, dar o “merecido”, porém inviável, destaque?
Alcides Nogueira - A mudança de formato (dos 180 capítulos do original ficamos com 64) fez com que várias tramas fossem deixadas de lado... ou não fossem tão coloridas. Uma pena...

O Astro é incontestavelmente um sucesso de crítica e de audiência. Elenco afinadíssimo, belas imagens, agradável trilha sonora, direção em harmonia com a equipe de autores. Mas houve quem estranhasse e até mesmo rejeitasse o ritmo ágil dado à trama. Um autor experiente como você o é, sabe facilmente prevê esse tipo de reação “contrária”.  Em algum momento, com a novela já em exibição, você pensou em amenizar essa característica? Você teve total apoio da emissora para fazer dessa nova versão, “O Astro como você nunca viu!”?
Alcides Nogueira - Realmente o ritmo foi muito ágil. Propositadamente. Geraldo e eu já tínhamos definido isso, quando começamos a escrever a série. A Globo nos deu total liberdade de criação. Além disso, tínhamos o suporte de Roberto Talma, que é genial, e do Mauro Mendonça Filho. Os dois entenderam, desde o início, a nossa proposta. E compraram a nossa ousadia.

Time que está vencendo é preservado. Você pretende ratificar essa afirmativa em seus próximos trabalhos? Obrigado pela atenção ao Blog!
Alcides Nogueira - Tarcísio e Vitor são dois jovens autores muito talentosos e profissionais. Foi uma tranqüilidade trabalhar com eles. Geraldo e eu sempre contamos com os dois. Sem dúvida eu quero que eles estejam comigo em trabalhos futuros. Mas, ao mesmo tempo, torço para que, logo, possam exercitar a criatividade em suas próprias histórias. Eles merecem. Quanto à parceria com Geraldo Carneiro (que foi a segunda – já tínhamos escrito “JK”, com Maria Adelaide Amaral), é sempre uma alegria. Geraldo é maravilhoso! Conseguimos formar um dream team.


Ao Vitor de Oliveira:

Como surgiu o convite para colaborar em O Astro?
Vitor de Oliveira - Depois de passar por todo o processo da oficina de teledramaturgia, fiquei à disposição da emissora para os trabalhos que ela designar. O convite surgiu da própria CGDA (Central Globo de Desenvolvimento Artístico), mas lógico que, assim que soube do projeto fiquei torcendo para ser escalado, afinal seria uma sorte imensa estrear em uma obra de Janete Clair sob a batuta do Tide, que além de ser um grande mestre, é uma pessoa a quem admiro imensamente como profissional e amigo e com quem tenho uma enorme afinidade. Quando soube que meu colega de oficina Tarcísio também estava no projeto, vibrei mais ainda. E Geraldo, além do talento conhecidíssimo, é outro gentleman.  Em suma, acho que a emissora leva muito em conta esses critérios e, principalmente nossa aptidão para determinado tipo de produto. Como durante a oficina, demonstrei muito gosto pelo novelão, acho que juntou a fome com a vontade de comer.

Ser escolhido dentre tantos, desperta também, sentimentos como inveja/despeito? Como você lida com isso?
Vitor de Oliveira - Acredito que sim, mas, sinceramente, não percebo muito isso. Não sou de ficar dando importância a esse tipo de coisa. Acredito que cada um tem sua própria história pra construir e quem fica muito preocupado com o  jardim do vizinho acaba não cuidando bem do seu próprio jardim. O fato é que ter sido escolhido não foi um golpe de sorte, mas sim fruto de muito trabalho e muita seriedade. Não caí de paraquedas: estudei, fiz inúmeros cursos e sou apaixonado por telenovelas desde que me conheço por gente. Portanto, se há alguma inveja, ela nem me afeta, pois nem chego a perceber.

Como colaborador de O Astro, existem personagens/núcleos específicos, sob a sua responsabilidade?
Vitor de Oliveira - Todo mundo acaba escrevendo para todos os núcleos, mas claro que há aqueles em que escrevemos mais. O Tarcísio, por exemplo, escreve com maestria a maioria dos impagáveis diálogos de Pablo e Cleiton e as armações de Neco e Ubiraci. Me dão muitas cenas de amor pra escrever. Eu escrevi muitas cenas de Márcio e Lili, de Márcio e Jôse, algumas de Herculano e Amanda e quase todas de motel Será que pensam que sou tarado? (Risos). Mas tem um núcleo que escrevo bastante e que tenho um carinho todo especial que é do triângulo amoroso Sílvia / Amin / Jamile. O trio de atores é inteligentíssimo e atinge com maestria o objetivo da cena. Também escrevi muitas cenas hilárias de Youssef e Nádia e muitas das conspirações de Samir com os irmãos no escritório. Nos últimos capítulos, tenho escrito muito Assunção também. Tide e Geraldo são generosíssimos e me deram ótimas cenas pra escrever desde o início, sempre com muita liberdade pra criar. Um presentão que me deram foi ter escrito o churrasco de Lili na Mansão Hayalla. Me diverti muito.


Essa cena do churrasco foi muito comentada, inclusive no twitter, onde está concentrado o maior número de críticos “especializados” em teledramaturgia, que se possa imaginar. Houve nela a intenção de homenagear o Alcides Nogueira, em referência à uma cena clássica de Rainha da Sucata, novela também escrita por ele?
Vitor de Oliveira - Claro! Não só uma homenagem ao próprio Alcides, como também à Regina Duarte que em “Rainha da Sucata” oferecia uma linguiça para Laurinha (Gloria Menezes). Desta vez, na pele de Clô, Regina viveu o outro lado quando Cleiton (Frank Menezes) lhe ofereceu a linguiça. Fiquei muito feliz em saber que Regina se divertiu muito com a cena e também adorei toda a repercussão que esse churrasco teve. Esse tipo de referência metalinguística é deliciosa pra quem reconhece e acompanha telenovela. O cinema já faz isso há anos e está mais do que na hora da telenovela reverenciar a si mesma, como fez em “Ti Ti Ti”. Isso só valoriza o próprio gênero.

A interpretação da Regina Duarte foi bastante criticada. Mas, de modo geral, como você lida com as críticas a essa versão de O Astro?
Vitor de Oliveira - Tem um texto que escrevi no melão chamado “O dia em que conheci Clô Hayalla” (leia, aqui) que resume toda a minha admiração por Regina Duarte. Acho que a interpretação dela sempre gera controvérsias porque Regina não é uma atriz que trabalha em sua zona de conforto. Ela não tem medo do risco, sempre procura ir além e, por isso mesmo, nunca passa despercebida. Sua Clô Hayalla é um verdadeiro carrossel de emoções. Clô é exagerada e intensa por natureza e Regina soube traduzir a alma dessa mulher de maneira simplesmente genial. Não consigo imaginar essa versão de “O astro” sem a Clô de Regina Duarte: essa mulher é um gênio e soube imprimir sua Clô de maneira indelével. E ao lado de Rosamaria Murtinho, Regina protagonizou cenas memoráveis. Sou fã absoluto. Quanto às demais críticas, lido com bastante naturalidade, pois sabemos que tudo não vai ser perfeito o tempo todo, mas as qualidades são infinitamente superiores aos defeitos. Acho que Tide e Geraldo sabem muito bem separar aquilo que é construtivo do que tem somente a intenção de ser corrosivo e maldoso. Felizmente, as críticas positivas são a maioria esmagadora.


São meses à frente do computador, criando histórias/diálogos. Como tem sido a sua rotina?
Vitor de Oliveira - Apesar de muito trabalho, é o emprego que sempre sonhei. Tenho um prazo para a entrega das cenas, mas sou eu mesmo quem faço meu horário e adoro escrever de madrugada. Como é um trabalho sistemático, nem sempre a criatividade está a mil, mas é preciso sempre escrever da melhor maneira possível e cumprir o objetivo que é atender a encomenda. Minha rotina consiste em ler atentamente e pensar muito nas cenas antes de escrevê-las. Faço muito isso durante o dia e escrevo de noite. Claro que a vida social diminui drasticamente, mas o prazer de escrever compensa tudo. Sendo muito sincero, é tão bom que nem parece trabalho. Os personagens invadem seu cotidiano completamente e até acho que eles ganham vida própria, ou seja, muitos diálogos pedem para ser escritos. Não vou mentir, é uma delícia.


O que vai fazer após O Astro?
Vitor de Oliveira - Tirar férias (risos). Ir para um lugar bem tranquilo e recarregar as baterias para o próximo trabalho, afinal estou nessa maratona física e emocional desde os tempos da oficina no ano passado.

Projetos à vista? Você mantém contrato com a Rede Globo? Obrigado pela gentileza!
Vitor de Oliveira - Sim, meu contrato não é por obra, portanto estarei à disposição para um próximo trabalho. Ainda não tenho projetos à vista na televisão, mas tem novidades vindo por aí em outras áreas. Assim que se concretizarem, prometo contar tudo (risos). 

Fotos: Globo.com
            Blog Prefiro Melão
            Revista Época
Vídeo: You Tube

quarta-feira, 20 de julho de 2011

O Astro - Um acerto da Globo!!!

Por Isaac Santos

Os primeiros capítulos de O Astro têm sido assunto obrigatório em todas as Colunas de Televisão, e o mesmo ocorre na maioria dos blogs. Em suma, a opinião compartilhada por todos é de que a versão em 60 capítulos, exibida pela TV Globo, tem todos os elementos para marcar a história da teledramaturgia brasileira, como um sucesso, embora alguns observem pontos a serem corrigidos. 
Quem assistiu a 1ª versão da saudosa autora Janete Clair e esperava que a atual fosse uma mera cópia, tem a opção de usar o controle remoto. Mas sem dúvida a melhor escolha é feita por aqueles que se deixam envolver pela magia de O Astro, agora contada por Alcides Nogueira, Geraldo Carneiro, Vitor Oliveira e Tarcisio Lara Puaiti. Profissionais talentosos e que só acrescentam à trama, sob um olhar mais atual, sem contudo perder o foco da base "janetiana".
É importante ressaltar que a postura depreciativa por parte de alguns resistentes ao "novo", é absolutamente previsível, e a tendência é que até mesmo estes, sejam conquistados ao longo novela. Falam de uma Regina Duarte caricata, exagerada, pois eu sou tão fã da veterana atriz, que mesmo em trabalhos seus, não tão felizes, sinto-me incapaz de desmerecê-la, prefiro omitir opinião. Mas nem preciso fazê-lo agora. O que vejo é uma grande atriz em cena, num papel de merecido destaque, como há muito se reclamava. Se a composição está acima do ideal, a ela dou o direito de se corrigir ou de compor a sua personagem de acordo a sua experiência incontestável. A Clô Hayalla da Dona Regina, certamente ainda nos surpreenderá a todos.



Faltou conflito entre Salomão e o seu filho, Márcio Hayalla, nos primeiros capítulos? Está "correta" a pronúncia "Raiala"? Há um abuso nas cenas de nudez? Não surtiu o efeito "desejado" a cena em que o Márcio se despiu na frente dos convidados de uma festa?! O ritmo das cenas iniciais foi muito alucinante, poderiam ter explorado melhor algumas tramas?! São alguns dos questionamentos pertinentes aos que assistem como um exercício de análise de roteiros, enfim, nada que influencie negativamente no desempenho da trama junto ao público. Mas que os seus autores certamente, respeitam e não ignoram. Outros assistem pelo simples prazer de estarem diante de um belíssimo produto da teledramaturgia nacional, numa postura menos rigorosa.



O meu protesto é para que a Globo reveja a sua programação das quartas-feiras, pois é péssimo para quem não se interessa por futebol, ter que esperar por quase duas horas de transmissão esportiva, se quiser assistir a um capítulo curtíssimo.
Os teasers de O Astro diziam #Será? pois bem, passados os primeiros capítulos, uma resposta vem a calhar: O ASTRO, a novela foi em 1977 e está sendo novamente UM SUCESSO! Meus parabéns em especial ao amigo Vitor Oliveira... Sugiro que guardem bem esse nome!!! 


Vitor Oliveira, Roteirista Colaborador 

quinta-feira, 23 de junho de 2011

O ASTRO #Será um Sucesso!!!

Rodrigo Lombardi é Herculano Quintanilha "O ASTRO"
Por Isaac Santos

Sabe aquela novela que ainda nem começou e já desperta, somado à expectativa pela estréia, uma sensação antecipada, de perda? Pois é, O Astro faz jus a isso. As chamadas cumprem bem a sua função, despertando o interesse dos telespectadores pela mesma.
Quem assistiu a primeira versão da saudosa Janete Clair, quer também, vê-la sob os cuidados dos autores Alcides Nogueira e Geraldo Carneiro e seus colaboradores, Vitor de Oliveira (um querido) e Tarcísio Lara Puiati, mas para muitos "telenoveleiros" não nascidos à época desse grande sucesso da Rede Globo nos anos 70, esta é a oportunidade de conhecer melhor as tramas de personagens marcantes, e por se tratar de uma novela originalmente exibida em 185 capítulos, agora com apenas 60, fica a certeza de que a equipe responsável não lançará mão da famosa "barriga", tão usual nas novelas.

Veja uma palinha do que vem por aí em O Astro (extraído do You Tube):


Em comemoração aos 60 anos da telenovela brasileira a Rede Globo presenteia o público com a história de Herculano Quintanilha (Rodrigo Lombardi), que após aplicar um golpe na paróquia da fictícia cidade Bom Jesus do Rio Claro, é descoberto, mas traído pelo seu companheiro de trapaças, Neco (Humberto Martins), é pego pelas autoridades e cumpre, sozinho, oito anos de prisão pelos crimes de ambos. Mas é na prisão que ele conhece Ferragus (Francisco Cuoco), um homem com poderes paranormais que lhe revela todo o seu conhecimento. Passados os anos, Herculano se utiliza dessas habilidades "artísticas", se apresentando como ilusionista na casa noturna Kosmus, e numa dessas coincidências novelísticas da vida, vê na platéia de um dos seus shows, o Neco, dando início a uma busca por vingança. Nessa nova fase, Herculano conhece e se apaixona pela bela Amanda (Carolina Ferraz) e também se torna amigo e conselheiro de Márcio Hayala (Thiago Fragoso), um jovem rico, mas indiferente à fortuna de sua família e que vive em conflito com o seu pai, Salomão Hayala (Daniel Filho), pois o poderoso empresário deseja que o jovem se prepare para assumir o seu lugar nos negócios, contrariando os seus irmãos, Samir (Marco Ricca), Youssef (Zé Rubens Chachá) e Amim (Tatu Gabus Mendes). Para lidar com essa realidade, Márcio contará com o apoio de Herculano, na diretoria da empresa. Salomão Hayala é assassinado morre e todo o enfrentamento daí em diante, se baseia numa batalha pela garantia do comando do Império Hayala. Dentro os suspeitos pelo possível assassinato, nem mesmo a viúva, a fútil Clô (Regina Duarte) que mantém um relacionamento "amoroso" às escondidas com o atraente, porém toxicômano, Felipe (Henri Castelli), é excluída.  

Abaixo uma simulação da abertura de O Astro "2011" (extraído do You Tube):


E se depender da torcida e incentivo dos noveleiros de plantão, O Astro vai novamente marcar a história da Telenovela Brasileira. Confira os depoimentos de alguns destes (extraídos da Comunidade Teledramaturgia, no Orkut): 

JOÃO – também torço muito pelo sucesso desse trabalho, sempre ouvi desde pequeno meus pais rasgando elogios à novela o astro, e através desse remake terei a oportunidade de ter pelo menos uma noção de como era tudo aquilo, ainda que numa versão diferenciada.


THIAGO – As chamadas estão EXCELENTES!!! Nós merecemos um bom produto e um grande sucesso, no meio de tanta coisa duvidosa. Estou torcendo muito por "O ASTRO"!

CELO – Pela proposta da emissora, elenco escalado e chamadas que estão indo ao ar, vale a pena arriscar. Estou ansioso.

DAN PEPE – Natural ter expectativa grande e boa vontade quando um dos realizadores é um amigo, como o Vitor, mas também pela história original que sempre tive vontade de assistir.

GLAUCE – Gostei muito do clip da novela.  Ansiosa demais e eufórica ao ver! Regina e Daniel estão ótimos.

IVAN GOMES- Demais as cenas, pura emoção... mais que nunca, ansioso pela estréia! novelão (apesar do nome macrossérie).

THIAGO HENRICK – Além do amigo Vitor, que faz sua merecida estréia em alto nível, também por ser de um autor gabaritado e competente como Alcides Nogueira, já valem a expectativa e curiosidade.

FELIPE – Estou com muito boas expectativas em relação a O Astro!

DUH SECCO - O Astro é realmente uma ótima iniciativa da Globo, de abrir um novo horário com remakes de grandes sucessos. Claro que não sabemos se a intenção é essa mesma, mas enfim... Que venha O Astro e que venha com sucesso! 

QUE VENHA O ASTRO!

sexta-feira, 18 de março de 2011

Eu também adooooooooooro Melão!

     É uma honra poder contar com o Vitor de Oliveira como o 1º entrevistado deste espaço.    Ele é um Professor, Pesquisador, Autor Roteirista da Rede Globo, e se descreve como um noveleiro apaixonado desde criança. O seu blog Eu Prefiro Melão é um sucesso de crítica e de audiência. Sobre isto e mais um pouco você lê a seguir:


Quem é Vitor Santos de Oliveira?

Vitor – É uma pergunta que a gente nunca sabe responder direito, pois somos tantos e com tantas contradições... mas de um modo geral, sou uma pessoa que sonha, persiste e procura atingir seus objetivos.



O seu blog euprefiromelao.blogspot.com é um dos poucos capazes de manter um público fiel. Como surgiu e qual a dica pra quem tá começando a blogar?

Vitor – A ideia surgiu quando eu possuía um blog de cinema e outro de assuntos gerais e me dei conta de que não tinha um espaço para falar de meu assunto favorito: teledramaturgia. Começou de maneira despretensiosa e hoje obtém reconhecimento por parte de gente que gosta e entende do assunto. O segredo pra manter o público fiel é também ser fiel a ele, mantendo sempre o conteúdo atualizado e buscando sempre novidades.



Deixando o blogueiro de lado. Desde quando, a vontade de ser roteirista?

Vitor – Sou noveleiro desde sempre e escrevia minhas “novelinhas” desde pequeno. Mas esse desejo foi se esvaindo com o tempo. Anos mais tarde, quando fiz meu primeiro curso de roteiro de uma maneira bastante despretensiosa, com Maria Carmem Barbosa, vislumbrei a possibilidade de fazer disso uma carreira, já que tanto o magistério quanto a carreira acadêmica, não me traziam tanta satisfação. Investi em mais cursos e hoje posso dizer que sou roteirista profissional em início de carreira.

O que falavam as pessoas mais próximas, sobre este desejo?

Vitor – Muitas pessoas viam esse meu desejo como algo inatingível, quase impossível de ser alcançado. Quando começaram a ver que o negócio era sério, passaram a me dar um pouco mais de crédito (risos). Brincadeiras à parte, o fato é que eu jamais teria conseguido sem o apoio delas.



Provavelmente você tenha encontrado dificuldades no início de tudo. Pode nos contar sobre isso?

Vitor – A grande dificuldade no início foi conciliar a vida profissional e acadêmica com os cursos que eu pretendia fazer. Tive que abrir mão de um Mestrado quase em conclusão pra isso. Mas hoje vejo que essa “loucura” foi a melhor coisa que fiz na vida. Outra dificuldade foi a financeira, já que os cursos não são baratos. Também há a dificuldade de se destacar em meio a centenas de pessoas que querem o mesmo sonho que você. Não conhecia quase ninguém do meio (e continuo não conhecendo tanta gente assim), e nessa profissão, é fundamental ter uma rede de contatos.

Recentemente você foi contratado pela Globo. O que podemos esperar do Vitor, agora no seleto grupo de roteiristas desta emissora?

Vitor – Inicialmente, um colaborador que vai procurar contar, da melhor maneira possível, uma estória criada por outra pessoa. Espero construir uma carreira sólida para que, em breve, possa começar a contar minhas próprias estórias. Seja como for, podem esperar um trabalho com muito profissionalismo e, principalmente, com grande paixão.

Vitor e Alcides Nogueira


Há por parte de uma maioria de autores da Globo, uma discriminação velada com o que é produzido fora dela, principalmente com a Rede Record. O que pensa sobre isso?

Vitor – Sinceramente, nunca percebi isso por parte dos autores, pelo menos da esmagadora maioria com quem tive a oportunidade de conversar. Há dois anos, faço parte da AR- Associação dos Roteiristas, cujo presidente é Marcílio Moraes, que já foi meu professor e atualmente trabalha na Rede Record. Posso dizer que entre os profissionais da escrita, a produção teledramatúrgica produzida por outras emissoras é vista com muito bons olhos, pois amplia o mercado de trabalho e gera oportunidade para muitos talentos que não teriam o devido espaço se a produção de roteiros de TV ficasse restrita a apenas uma emissora. Lógico que a Globo possui um know-how construído por mais de 45 anos de produção ininterrupta e ainda é a grande geradora de empregos na área. Mas quanto mais se investir em teledramaturgia por parte das outras emissoras, mais gera crescimento para a própria profissão.

As novelas do horário nobre passam por uma crise de audiência e de crítica especializada também. Como você observa este quadro?

Vitor – Penso que estamos passando por um período de transição e que novos caminhos estão sendo buscados. Vejo a Rede Globo bastante interessada em produzir conteúdo transmídia e investir na formação do profissional no que diz respeito a esse conteúdo. A audiência também se fragmenta porque o poder aquisitivo do brasileiro aumentou e as possibilidades de lazer também. Mas se você perceber, a audiência da TV aberta caiu como um todo e a telenovela continua sendo o produto mais assistido do país. No que diz respeito ao conteúdo propriamente dito, acho que falta um pouco de ousadia. O público é ávido por novidade. Tanto que, quando surge uma “A favorita”, o gênero ganha um novo fôlego. Com relação á crítica, ela não acompanha o nível do que se produz, nem em qualidade, nem em conhecimento. Tenho dúzias de amigos, apaixonados por novela, que fariam muito melhor e com muito mais competência. Basta pesquisar alguns blogs por aí, como por exemplo, o recém-criado “Agora é que são eles”. Acho que os críticos dos grandes jornais deveriam se inspirar nos blogueiros pra aprender como se faz.

Vitor e Gilberto Braga

A teledramaturgia tem se repetido demais. Com relação ao elenco, dá pra fazer uma análise sobre a postura de alguns autores/diretores que reservam os seus preferidos, muitos destes emendando um trabalho no outro, enquanto tantos bons atores continuam desempregados? 

Vitor – Não sei responder ao certo por que isso acontece. Mas desconfio de que a produção de uma novela nem sempre conta com um grande tempo e, por isso, talvez eles prefiram trabalhar com pessoas com as quais já estejam habituados. Mas concordo com você: como telespectador, gostaria de ver muita gente talentosa e competente de volta ao lugar de onde nunca deveriam ter saído.

O que pensar sobre a supremacia do culto à beleza, da sobreposição da “vitrine comercial” em detrimento do talento?

Vitor – Penso que isso é um reflexo da própria preferência do público. Desde pequeno ouço comentários do tipo “nossa, como fulana está velha”, “como cicrano engordou”. Infelizmente, isso é uma mentalidade geral em nossa sociedade. Mas só beleza e juventude não garantem o sucesso. Há sempre profissionais experientes e talentosos em todas as produções. Sem eles, não há boa história que sobreviva.

Você pode elencar as suas preferências?


  •       Ator/atriz – Betty Faria e Tony Ramos.
  •       Cantor/cantora – Maria Bethânia e Ney Matogrosso.
  •      Autor/autora – Gilberto Braga, Alcides Nogueira, Aguinaldo Silva e dúzias de outros.
  •       Diretor/diretora – Denis Carvalho, Denise Saraceni, Roberto Talma.
  •       Novela da Globo, das 18:00/novela das 19:00/novela das 21:00 (desde os anos 70) – Bambolê, Guerra dos Sexos e Tieta.
  •       01 novela da Record (de todos os tempos) – Essas Mulheres
  •       01 novela da Manchete (de todos os tempos) – Xica Da Silva
  •       01 novela da Band (de todos os tempos) – A idade da Loba
  •       01 novela do SBT (de todos os tempos) – Éramos Seis
  •      Site especializado em teledramaturgia – www.teledramaturgia.com.br, de Nilson Xavier.
  •       Romance dentre os de Jorge Amado – Tieta do Agreste.
  •     Filme dentre os concorrentes ao Oscar 2011 – dos que assisti, Cisne Negro.

O Posso Contar Contigo? agradece a atenção e te deseja boa sorte em tudo o que virá por aí!

Vitor – Eu é que agradeço a oportunidade e sucesso com o blog!


No vídeo abaixo a cena curiosa da novela Meu Bem Meu Mal, que serviu de inspiração para o Vitor:  "O nome é uma homenagem ao Cassiano Gabus Mendes. Faço uma alusão à famosa fala de Dom Lázaro Venturini (Lima Duarte) em “Meu bem meu mal”, que após sofrer um derrame e ficar meses sem falar, ao ser perguntado pela enfermeira se preferia mamão ou melão dá essa resposta para surpresa dela e do público. Acho que muita gente que viu essa cena já imitou o Dom Lázaro com boca torta e tudo dizendo “eu prefiro melão”... rs!"
fonte:  trecho de entrevista concedida ao blog Eu Prefiro Melão 


veja a entrevista cedida pelo Vitor ao "Super Cult" clicando aqui
para acessar a mais recente, click aqui e veja no "Entulho Musical"
ou aqui, para ver a entrevista postada no "Eu Prefiro Melão"

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