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terça-feira, 29 de outubro de 2013

Ficção Seriada é tema de debates na USP



Por Guilherme Fernandes

Nos dia 05 e 06 de novembro acontece no Auditório Paulo Emílio da Escola de Comunicação e Arte da Universidade de São Paulo (ECA-USP) o IV Encontro Obitel Brasil. No evento, promovido pelo Centro de Estudos de Telenovela e pelo Globo Universidade, serão apresentados e debatidos as pesquisas publicadas no livro “Estratégias de Transmidiação na Ficção Televisiva Brasileira”. O evento contará ainda com a palestra do professor espanhol Carlos Scolari que abordará a pesquisa em narrativas transmídia.
O Obitel – Observatório Ibero-americano da Ficção Televisiva – foi criado em 2005, na cidade de Bogotá (Colômbia) com o objetivo de realizar a análise anual da produção, audiência e repercussão sociocultural da ficção televisiva na América Latina e Península Ibérica. Coordenado em âmbito internacional pelos professores Maria Immacolata Vassallo de Lopes e Guillermo Orozco Gómez reúne atualmente doze países. Além do Brasil, fazem parte do Obitel: Argentina, Chile, Colômbia, Equador, Espanha, Estados Unidos (hispânico), México, Peru, Portugal, Uruguai e Venezuela. Atualmente é publicado um relatório da ficção seriada em cada um desses países e uma síntese comparativa entre todos os membros. Além dos destaques da programação, anualmente um tema em comum é analisado em conjunto. Este ano, o Obitel Internacional trabalhou com a “Memória Social e Ficção Televisiva em Países Ibero-americanos”. O livro, publicado em português, inglês e espanhol pode ser consultado através do site: http://obitel.net/.
Além do Obitel Internacional, existe também o Obitel Brasil, que reúne pesquisadores seniores de ficção televisiva. No evento a ser realizado na ECA-USP ocorrerá o lançamento do terceiro volume produzido pelo grupo. A partir da pergunta “o que acontece com a ficção televisiva quando esta se transmidializa?” oito equipes pesquisaram, durante dois anos, diversas produções brasileiras.
Gostaria de convidar os leitores do blog para conhecer o Obitel e participar deste evento. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas pelo e-mail globo.universidade@tvglobo.com.br até o dia 04 de novembro. Este blogueiro estará no evento e participou da equipe que pesquisou o pré-lançamento da telenovela Salve Jorge.

domingo, 12 de maio de 2013

“Reino Escondido”: belas imagens e novos personagens para quem gosta de animação

Por Jonathan Pereira

“Reino Escondido” (Epic) chega aos cinemas nesta sexta-feira (17) com belas imagens de floresta em 3D. Embora a história flua e venha com a assinatura dos criadores de grandes sucessos como “A Era do Gelo” e “Rio”, a animação exige certa paciência para o espectador se envolver, já que traz personagens novos.


Na trama, a adolescente Maria Catarina (MC) volta para a casa do pai, o Professor Bomba, um cientista que acredita haver um mundo de pessoas minúsculas habitando a floresta. Ele está certo. Enquanto isso, a Rainha dos Homens-Folha, Dara, escolhe um botão que irá sucedê-la na missão de manter a floresta viva pelos próximos 100 anos. Só que a Rainha é morta pelos Boggans, servos do vilão Mandrake, que destrói todo o verde que encontra pela frente. MC, transportada para aquele Reino, tem que ajudá-los a impedir que o botão floresça nas Trevas, o que colocaria todo o verde do planeta em perigo.


Entre os diferenciais das histórias clássicas, a Rainha, que mora no Refúgio da Lua, não é mosca morta: tem atitude, xaveca Ronin, Homem-Folha que lidera o exército do bem. E é morta. A adolescente MC também não faz a pura e se apaixona, com direito a beijo na boca, por Nod, guerreiro dos Homens-Folha que arruma muita confusão com seu jeito independente. A lesma Mub e o caracol Grub garantem momentos engraçados, assim como o cão Ozzy, um pug de três patas.



Eles utilizam beija-flores como meio de transporte. Segundo Chris Wedge, um dos fundadores da Blue Sky Studios, a inspiração veio em 1998, quando viu uma exposição de arte com quadros de 100 anos que retratavam lugares complexos existentes na floresta. “Os quadros tinham conceitos mágicos de civilizações minúsculas que habitavam as árvores e os arbustos, eu pensei que deveria existir um filme sobre aquilo, mas existem ideias que só funcionam com animação”. Outra base foi o livro infantil “The Leaf Men and the Brave Good Bugs”, de William Joyce, que tinha trabalhado com Wedge no filme “Robôs” (2005).



Quem assistir à versão original ouvirá as vozes de Beyoncé como a Rainha, Amanda Seyfried dublando a adolescente MC, Steven Tyler como a lagarta Nim Galuu, o rapper Pitbull fazendo a voz do sapo Bufo e Colin Farrell a de Ronin, “Sempre me imaginei em um desenho animado, e ver isso acontecer foi muito excitante para mim”, vibrou Beyoncé, após a experiência.

Na dublada, ouvimos Daniel Boaventura dando um tom galante ao herói e Murilo Benício bem à vontade repetindo o jeito de falar de seus três últimos personagens na TV – o Tufão de “Avenida Brasil”, Victor Valentim em "Tititi" e o Arthur de "Pé na Jaca”. É bom também ouvir a voz do ogro Shrek (Mauro Ramos) desta vez na boca do malvado Mandrake.



A história entretém e se resolve bem, é difícil cravar se haverá continuação. Tudo dependerá do sucesso que fará nos cinemas de todo o mundo. Visualmente, não há o que questionar: quem curte animação, vai gostar.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Um dia de Balé


Por Paulo Lannes

Bolshoi, em russo, significa “grande”. E realmente é grande a fama da escola que leva esse nome. Criado no século XVIII, atrai até os dias um público vasto e fiel. Para o orgulho dos brasileiros, ganhamos uma “sucursal” dessa escola em nosso solo verde e amarelo. Nos anos 90, Joinville foi a cidade escolhida para sediar a única academia de Bolshoi fora da Rússia. E isso por quê? Os russos ficaram admirados com a receptividade do público brasileiro que aplaudiam e pediam por mais e mais turnês pelo país.
Então, não era de se admirar que ao trazerem a trupe do Bolshoi brasileiro (dá para acreditar que podemos falar assim?) para Brasília, houvesse uma fila quilométrica em busca de ingressos para a apresentação. Ainda por cima, o espetáculo em cartaz é o Dom Quixote, um dos clássicos da dança (e da literatura). Como isso não bastasse, esse grande evento é de graça! Veio em comemoração aos dez anos de Ministério do Turismo, instituição decisiva no acordo de trazer a academia para o Brasil.


A polícia foi reforçada e os amigos, ao invés de divulgarem o espetáculo aos quatro ventos, guardaram para si, na esperança de que conseguissem ao menos uma entrada. A compra era feita por CPF da pessoa presente, para não abrir espaço para cambistas e trambiqueiros. Porém, o interessante mesmo é prestar atenção em cada uma das pessoas que estavam na fila.
Eram jovens fardados, idosas, cadeirantes, estudantes skatistas e casais apaixonados, bem arrumados ou não. Encontramos também senhores revoltados com a fila preferencial. “Veja esse jovem bonitinho. E essa linda menina. Quais são os problemas deles?”, dizia agressivo. O pessoal da organização calmamente dizia que cada um será avaliado para receber o ingresso preferencial enquanto os próprios da fila mostravam seus problemas (que não eram tão visíveis). Entre eles, retardo mental e deficiência auditiva. Em outro canto, pessoas gritavam contra um garotinho que furou a fila. “Entrei aqui na fila às 9h30 da manhã, poxa!” dizia uma delas. Já era 13h quando isso aconteceu. Todos declarando a vontade de ter a chance de assistir o Bolshoi nacional. No final, percebe-se que balé não é coisa de menininha e muito menos dança para riquinho degustar. Não é a toa que a dança se mantém como um dos maiores espetáculos mundiais.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Ser ou não ser Ator?!

by Sidney Rodrigues


Entra ano e sai ano e as escolas de teatro estão sempre cheias de novos alunos ávidos por se tornarem atores profissionais. Os processos seletivos das escolas de teatro estão cada vez menos pautados no talento e mais pautados na condição do "postulante" a ator em pagar as altas matrículas. Basta olhar o número de reprovações existentes nos cursos de teatro. O número de atores e atrizes que mal sabem ler e interpretar um texto cresce a cada dia. A grande maioria termina os cursos, mas nem sempre chega a exercer a atividade artística.

Muitos estudantes só começam os cursos porque sonham em fazer sucesso na televisão, ou seja, a arte mesmo e o domínio das habilidades necessárias para ser um grande ator ficam em segundo plano. As gravações de TV acabam sendo demoradíssimas porque muitos deles têm "dificuldade" em decorar o texto que precisam falar. Se não entendem a cena, o texto e a sua participação no contexto da cena, o resultado é apenas uma repetição de palavras decoradas.

Claro que em meio a essa nova leva de postulantes a atores e atrizes, existem pessoas repletas de talento, intuição e domínio da palavra, mas ser ator é muito mais do que isso, é preciso saber ler, escrever, interpretar e entender um texto, preparar-se vocal e corporalmente, ou seja, ter artifícios suficientes para exercer de forma correta a profissão e não prostituir a arte brasileira.


Penso que as escolas de formação de atores seriam mais efetivas se as provas seletivas tivessem uma amplitude maior e pudesse escolher entre os candidatos, não apenas aqueles que "gostem" de teatro, mas sim aqueles que saibam ler de forma correta, que não sejam um desastre com a língua portuguesa, tenham raciocínio lógico, bom senso de espaço, afinal não basta decorar um texto e subir ao palco, é preciso conhecer as técnicas, ter domínio de si para saber onde está, conhecer os seus sentimentos e as tantas pessoas que existam dentro de uma só, com as quais irá trabalhar ao longo de uma carreira.


Há um trecho memorável do clássico filme Cantando na Chuva, em que um ator com domínio de espaço, entendimento de cena, habilidades para dançar e cantar lindamente, dá um show. Em resumo, um ator completo. Basta reparar que a cena acima não tem cortes, o diretor conseguiu filmá-la da maneira que provavelmente imaginou. Podia contar com um excelente profissional envolvido no projeto.

Ser ator é bem mais do que ser bonito, decorar e falar um texto, é preciso contracenar, perceber o outro que está em cena com ele, ter noção da técnica e porque está ali. Já vi cenas onde os atores e as atrizes sofriam, choravam e saiam de cena achando que tinham arrasado, quando na verdade a interpretação foi tão rasteira que as palavras mal saiam da boca.

Tem uma coisa que me irrita mais que tudo quando vou ao teatro e este é pequeno, e ainda assim, percebo os atores com microfone em cena. Seria falta de extensão vocal? Não haveria possibilidade de ser ouvido até na última fileira, de forma precisa? Se não tem esse domínio, precisa voltar a estudar. A voz e o corpo são os elementos fundamentais do ator e é preciso que o mesmo tenha consciência disso, caso contrário fará sempre o mesmo personagem ou a representação de si em cada trabalho que fizer.

É comum ver alguns atores criticados de modo bem humorado com a frase "ele/ela estudou na escola CIGANO IGOR de interpretação?!". A explicação para isso é óbvia. O intérprete do personagem Igor, o ator Ricardo Macchi, não estava preparado para o papel. Ele mesmo concorda com isso. Sua participação na novela era pequena, num outro papel, de uma hora para outra o colocaram como protagonista, sem preparação, sem direção efetiva e sem conseguir entender o que era ser ator e o que o papel pedia dele. Claro que o resultado foi uma catástrofe e marcou negativamente a carreira dele, mas o erro não foi dele e sim de quem o escalou para o papel. E isso acontece TODOS os dias no teatro, cinema e TV. Todos os elencos estão sempre às voltas com um ator ou atriz que só foi escalado para o papel porque o produtor, o autor ou o diretor "GOSTA" dele. Nada demais ter simpatia por uma pessoa ou outra, mas achar que só porque ela é bacana pode se dar bem atuando é outra coisa bem diferente.

Tive o prazer de ser aluno da saudosa Célia Helena e ela sempre dizia que nós atores nunca estamos prontos, nunca estamos completos, precisamos aprimorar e estudar sempre, e que sem essa dedicação estaremos sempre fadados ao fracasso ou à interpretações rasas e medianas. O teste para adentrar ao Curso Célia Helena não era dos mais complexos. Antes de me decidir por fazê-lo, eu estudava no Conservatório Carlos Gomes, em Campinas/SP. Neste, o teste durava 5 dias e além do entendimento de 5 peças de teatro clássico, teste vocal, corporal, improviso, era exigido ter noções de história do teatro. 

Se quisermos ver trabalhos com mais qualidade precisamos de atores e atrizes que possam se preparar mais para o exercício da profissão!

Não é todo dia que brota um Tony Ramos, um Antonio Fagundes, uma Walderez de Barros ou uma Adriana Esteves, que aliás, sofreu na pele a inexperiência, mas se esforçou e deu a volta por cima, mostrando dedicação, garra, preparação e talento.

Em Renascer (1993)

Em Avenida Brasil (2012)

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Um pouco mais sobre os escritores e seu trabalho insano!

por José Vitor Rack

Eu (de vermelho) e Carlos Lombardi em Fevereiro de 2012 após a entrevista para o filme.

Escrevi o roteiro de um filme que mostra o cotidiano e a vida de quatro autores de telenovelas. O filme está sendo produzido e não sei dizer quando estará na praça.

Para escrever, entrevistamos estes autores. Tomamos parte de seu convívio por algumas horas e ouvimos muitas histórias.

Dá pra resumir o assunto dizendo que escrever é insano.

 Jorge Amado

E quando digo isso não me refiro ao óbvio senso comum de que isso não costuma dar dinheiro além de lhe tornar automaticamente esquisito aos olhos das pessoas ditas normais. Escrever é insano, pois durante o período em que você está ali, em frente ao computador vomitando aquele monte de coisas sobre o teclado, você deixa temporariamente de ter controle sobre o que está pensando.

Você mergulha num fluxo de ideias que vão surgindo diretamente na tela do monitor sem muito filtro. Quantas vezes não reli o que havia escrito sem reconhecer o autor daquilo? É uma espécie de psicografia do inconsciente. Você liga uma chave interior que o conecta a coisas antes adormecidas e nunca sabe o que vai sair dali.

Para quem gosta de escrever por hobby ou para quem identificou no ato de escrever essa deliciosa doença mental incurável, o que posso dizer é que não se deve desistir jamais.

A insistência sempre rende frutos. Neste momento falo de maneira absolutamente geral. Em amplo espectro. Insista em seu texto até ele ficar bom. Estude, pesquise, estude mais, pesquise mais e mais e, quando achar que escreve bem o suficiente, leia ainda mais e estude o dobro. Insista com produtores, editores, leitores até conseguir o que quer. Insista. Seja um cão fiel, defenda seu próprio trabalho e confie nele mesmo quando ele ainda lhe pareça uma merda.

Li certa vez um manual de roteiro que pregava a simplicidade acima de todas as coisas.

Ele dizia que não há nada mais simples e direto do que Shakespeare ou do que a Bíblia Sagrada. Hoje uma afirmação dessas parece estranha, já que o palavreado do teatro de Shakespeare e os enigmas dos evangelhos nos parecem até inacessíveis. Mas em uma perspectiva histórica, dá pra ver que na época se tratavam de textos absolutamente contemporâneos e diretos.


Seja claro em sua proposta. Humor é humor. Romance é romance. Melodrama é melodrama. Não tem muito mistério. Assuma o que quer fazer e faça da maneira mais simples que puder. Não custa lembrar que simples é diferente de simplório.

Seja claro na sua maneira de colocar as coisas e tenha a audácia de ser você mesmo. Você não é Jorge Amado, não é Fellini, não é Janete Clair, não é Albee nem Ibsen. Você é você e deve permanecer assim. Estude, escreva com tenacidade, seja claro e confie no seu jeito de fazer as coisas.

Paulo Coelho não mora na Suíça e ganha com literatura o que muitos não ganharam com petróleo porque resolveu ser erudito e escrever o que a academia curte. Ele é ele mesmo até quando isso significa ser medíocre.

Isso não garante nada. Mas ajuda muito.

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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Cinquenta tons de Lavoisier

Por Daniel Couri

O químico francês Antoine Lavoisier, considerado o pai da química moderna, tornou mundialmente conhecido no século XVIII o que hoje se chama Lei de Lavoisier: "Na natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma". A tal lei continua atualíssima até hoje.

Lavoisier
Seja na TV, no cinema, na música ou na literatura nada se cria, tudo se transforma. Ou, como dizem os mais radicais, "tudo se copia". Está na moda, gente. Cada vez mais vemos releituras de filmes, peças, shows, canções, novelas... Sem querer desmerecer os talentos da atualidade, muitas vezes ficamos com a impressão de que as coisas antigas eram "melhores". Na verdade elas pareciam melhores porque eram novidade. Ao vermos velhas ideias relidas e repaginadas, ficamos com aquela sensação de dejà vu, como se no passado tivéssemos apreciado algo semelhante, porém melhor. Era o sabor da novidade.

Cinquenta tons de cinza – o fenômeno literário do ano passado – escrito pela britânica E.L. James, vendeu 40 milhões de exemplares rapidamente. Romance erótico com toques de sadomasoquismo, o livro consagrou sua autora como a inventora (?) de um novo gênero que mistura romance açucarado e erotismo pretensamente transgressor.


O mérito literário de E.L. James não vem ao caso. É um caso típico da Lei de Lavoisier somado à memória curta do público. Muito antes desse modismo gerado por Cinqüenta tons de cinza, leitores do mundo todo já tinham seus momentos de "prazer proibido" com os livros do americano Harold Robbins, só para citar um exemplo. Quando começou a ser publicado aqui no Brasil, Robbins era um ilustre desconhecido. Numa jogada esperta para atrair leitores e realçar o teor caliente dos livros, a editora Record usou um artifício mais tarde revelado: o nome de Nelson Rodrigues como tradutor.

Os mais radicais chamam de fraude, outros acham quem a estratégia não passou de uma malandragem inocente, coisa dos distantes anos 60/70. Mas o fato é que Nelson Rodrigues nunca fez muita questão de esconder que não falava nada de inglês (nem de qualquer outra língua além do português).

Na biografia O anjo pornográfico, Ruy Castro conta que a ideia fora de Alfredo Machado (dono da Editora Record na época), para "ajudar Nelson a faturar um dinheirinho fácil. Mas era também muito conveniente para sua editora: ao ler 'Tradução de Nelson Rodrigues' com destaque na capa de livros de Harold Robbins, como Os insaciáveis, Os libertinos e Escândalo na sociedade, o comprador via naquilo uma garantia. Sabia que era literatura 'pesada'. Como poderia imaginar que Nelson era o mais acabado monoglota da língua portuguesa...?"


O filho de Alfredo, Sérgio Machado – à frente do Grupo Editorial Record, o maior da América Latina – contou em uma entrevista, não faz muito tempo, que a tradução dos livros de Harold Robbins era feita por outra pessoa. O nome de Nelson era apenas para atrair o público:

O momento talvez fundamental da nossa história foi quando meu pai perguntou ao meu tio: "Décio, por que a gente não faz livro que vende?" Meu tio disse que era porque não tinha; porque o José Olympio já tinha comprado. Meu pai então falou: "Estou lendo um livro que me deram, Os Insaciáveis, do Harold Robbins. O negócio de conseguir direitos é comigo mesmo." Comprou e publicou pela primeira vez um livro com o objetivo exclusivo de vender para o leitor. Ele tinha aquela coisa de publicitário, de jornalista. Veja o que fez para lançar esse livro, que era bem apimentado: pôs que a tradução era de Nelson Rodrigues. Nelson nunca aprendeu inglês! A cada tiragem, ele ia lá na editora pegar um dinheirinho. 

O negócio deu tão certo que nada menos que catorze livros de Robbins vêm com a tradução falsamente assinada por Nelson Rodrigues. Também foram feitos vários licenciamentos para a Abril Cultural, o Círculo do Livro e a Nova Cultural até a segunda metade dos anos 80, sempre com altíssimas tiragens e várias reedições. As tramas apimentadas, sempre recheadas com sofisticados cenários, mulheres fogosas, homens insaciáveis e muito dinheiro vendiam como água. 

A edição número 1 da revista Veja, de 11/09/1968, dedicou duas páginas a uma matéria sobre o sucesso dos livros de Harold Robbins. Na época, ele era o autor mais vendido do mundo, com 40 milhões de exemplares (exatamente como E. L. James hoje). Um dos trechos diz:

Qualitativamente, Harold Robbins não existe para a crítica americana, que invariavelmente despreza os seus romances. Como seu tradutor brasileiro, Nelson Rodrigues, que diz: "Harold Robbins é um momento da estupidez humana". O autor de "Ninguém é de ninguém" confessa ter "tropeçado por acaso" na literatura quando começou a descrever a elite endinheirada da Europa e América. Mas desde então, como excelente homem de negócios, Robbins percebeu depressa que tinha na máquina de escrever uma galinha que punha ovos de dólares.


Apesar de ser considerado literatura adulta e erótica, Cinquenta tons de cinza, ao contrário dos livros de Harold Robbins, se revela totalmente infantilizado, como se tivesse sido escrito para um público adolescente e bem menos exigente. Mais ou menos como os populares livrinhos de banca das séries Júlia, Sabrina e Bianca. O surpreendente é como E.L. James conseguiu virar o furacão editorial da atualidade usando um fórmula tão batida, sem nenhum requinte literário ou narrativo. A série Cinquenta tons já conta com mais dois livros: Cinquenta tons de liberdade e Cinquenta tons mais escuros, sem falar nos inúmeros pastiches que lotam as vitrines das livrarias mundo afora. Uma prova de que, apesar da internet, o público ainda tem bastante fôlego para consumir enlatados apimentados. Ainda que hoje eles estejam mais para fast food.


sábado, 22 de dezembro de 2012

Um Instigante Sobrenatural!!!


Por Christian Henrique

Sobrenatural (supernatural), um seriado estrelado por Jader Padalecki como Sam winchester e Jensen Ackles como Dean Winchester.

O Sobrenatural narra a história de dois irmãos e seu pai (John), que caçam demônios e outras criaturas sobrenaturais, é meio que baseado em Arquivo X e Rota 666. No começo do seriado (primeira temporada) aparecem Mary e John (pais de Dean e Sam). Dean (irmão mais velho) e Sam (caçula), como uma família normal e feliz. Sam está com aproximadamente dois anos, no berço, quando de repente aparece alguém derramando sangue em sua boca. As luzes começam a piscar, Mary percebe algo de diferente acontecendo e se levanta da cama para ver o que pode ser. Sai correndo para o quarto de Sam e se depara com alguém ao lado do berço de seu filho, pensa que é John quem está lá e nem se preocupa, então ela anda até o corredor e ouve barulhos na sala (andar de baixo), desce para ver o que é, percebe que a televisão está ligada e John dormindo na poltrona, então ela sai correndo gritando por Sam, volta ao quarto dele e começa a gritar, John acorda e corre até o quarto para saber o que houve, pensa que tudo está normal, pois vê o filho no berço, então gotas caem do teto no berço, quando olha para cima, vê sua esposa queimando no teto, ele tira seus filhos da casa pois está tudo pegando fogo.

Passaram alguns anos, em torno de 20 anos, e os garotos estão adultos. Sam está na Universidade Stanford, fazendo curso de Direito, quando de repente aparece Dean (seu irmão mais velho) falando que o pai deles desapareceu durante uma caçada de demônios, Dean pede ajuda a Sam, só que ele se nega, por ainda guardar mágoas do pai, mas depois de pensar um pouco, ele concorda em ajudar, então os irmãos partem em uma viagem, em busca de seu pai. Depois de uma semana e sem encontrar seu pai, Sam volta para sua casa, encontra sua namorada (Jessica) queimando no teto, da mesma forma que sua mãe, então ele se vê culpado por não ter tê-la protegido, e por ter escondido o segredo de que sua família caçava coisas sobrenaturais. Sam desiste da universidade para voltar a caçar demônio e pegar quem matou sua mãe e sua namorada.

Algum tempo depois, os dois irmãos encontram seu pai (John) que fala do paradeiro do demônio que matou sua mãe, e que planeja matá-lo com uma “colt”, que é um revólver capaz de matar qualquer coisa sobrenatural... E a história prossegue por um caminho de mistério, suspense, adrenalina.  


O Sobrenatural (Supernatural) em minha opinião é uns dos melhores seriados de caçada. Numa mistura de romance, ação, comédia, aventura, e coisas sobrenaturais. Eu adoro!

Em cada episódio, algo novo que eles estão fazendo, algo novo que estão explicando, o Dean Winchester (Jensen Ackles) dá o tom da comedia, fazendo as piadas dele, e a cada episódio eles acabam encontrando pessoas novas, acabam se apaixonando, mas o objetivo maior é vingança, então paixões, romances são palavras proibidas para eles.

Este seriado já passou na televisão (Sbt), mas não lhe deram a devida atenção. Acho que a emissora perdeu muito com isso, pois abandonou a série na terceira ou quarta temporada, e a série agora está em sua oitava temporada. Não sei precisar se é a última, mas tomara que não seja, pois é um bom entretenimento. Recomendo!

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

OBITEL – Pesquisa de qualidade sobre a teledramaturgia ibero-americana.


Por Guilherme Fernandes
O Brasil está parando essa semana para assistir às cenas finais de Avenida Brasil. Certamente a teledramaturgia ocupa um lugar de destaque no “Posso contar contigo”. Muitos se perguntam sobre dados do IBOPE, sobre os temas tratados na nossa telinha e também no que acontece em outros países ibero-americanos. Por isso, apresento para vocês o OBITEL – Observatório Ibero Americano de Ficção Televisa. O Obitel surgiu em 2005 na cidade de Bogotá, na Colômbia, e conta atualmente com onze grupos nacionais de pesquisa representando os seguintes países: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Espanha, Estados Unidos (hispânico), México, Portugal, Uruguai e Venezuela.
Desde 2008 é lançado o “Anuário Obitel” com todos os acontecimentos teledramatúrgicos que envolve o país no ano anterior. Em cada anuário, um tema é colocado em destaque e pesquisadores de diversos países debatem esse ponto. O grupo é coordenado pela professora da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), Maria Immacolata Vassallo de Lopes e pelo professor mexicano da Universidade de Guadalajara, Guillermo Orozco Goméz.
Lançado em agosto de 2012, o Anuário “Obitel 2012”, com as produções de 2011, sob o título “Transnacionalização da Ficção Televisiva nos Países Ibero-americanos” encontra-se disponível para download gratuito. Basta clicar na imagem ao lado.
Acredito que o leitor curioso por saber mais sobre a teleficção encontrará um material rico. Se você gostar do material comente e divulgue. No próximo post falarei mais sobre o trabalho da equipe Obitel e também do grupo Obitel-Brasil.

domingo, 23 de setembro de 2012

ARTE!

by Sidney Rodrigues





A peça ARTE em cartaz em São Paulo até dia 07 de Outubro, além de ser uma ótima diversão, garantia de boas risadas, é o tipo de espetáculo que faz o espectador sair de lá pensando e tentando chegar a um consenso sobre o que foi discutido e é incrível o quanto você fica pensando e tentando trazer para sua vida.

O tema da peça é a amizade entre 3 homens, que poderiam ser 3 mulheres ou pessoas de sexos diferentes, o que está em questão na peça é o fato de que nas nossas relações de amizade nem sempre somos transparentes e dizemos aquilo que realmente achamos do outro, às vezes para não magoar, às vezes por receio de parecer ridículo ou até mesmo por não saber o que dizer em certas situações. Muitas vezes deixamos de dizer o que pensamos e isso torna-se uma bomba relógio em nossa mente, que mais cedo ou mais tarde acaba por explodir e nem sempre na melhor hora. Muitas vezes estas explosões de humor acabam detonando amizades que poderiam durar a vida toda, ou aquelas que permanecem vivas por muito tempo.

O fato é que a peça nos faz pensar nas relações de amizade. Quem nunca perdeu um amigo de longa data, por uma frase mal dita, numa hora errada e esta pessoa deletou você de sua vida sem ao menos vir falar com você?

Quem nunca teve uma amizade por longos anos e do nada o outro lado corta o vínculo com  sem ao menos lhe dizer o porque de tal ação?

Vejo apenas que algumas pessoas são suas amigas em certos momentos da vida, mas não se preparam para serem honestas. Sou sempre muito a favor de que ao ser magoado por alguém, eu possa chegar até essa pessoa e expor o que ela fez que me chateou, para que ela possa se desculpar, entender que não foi legal ou até mesmo confirmar que fez porque quis e que era o que sempre quis fazer. Só acho ruim, quando a relação é interrompida sem nunca saber o que você fez de mal ao outro, se é que fez, pois sabemos que muitas vezes não é o que você fez, mas algumas pessoas que invejam seu relacionamento e não conseguem ter o mesmo afeto, que acabam por envenenar seus amigos.

Claro que se a pessoa se diz sua amiga e não lhe procura para aparar as arestas e resolver as pendências, é bem provável que ela NÃO SEJA sua amiga de verdade, e nesses casos é melhor que nunca mais participe de sua vida, afinal, se ela não tem a gentileza de resolver fofocas que alguém disse de você, apesar dos anos de convivência, talvez seja o momento de você perceber quem realmente esta pessoa é.

ARTE é uma peça que fala de amizade, de entender que os amigos são amigos independente do que fazem e das ações que tomam na vida, ser amigo é respeitar a opinião e não tentar vender aquilo que você acha correto.

O verdadeiro amigo dá a sua opinião sobre as coisas mas não força você a ver as coisas apenas pela ótica dele. Respeito ao outro é a maior prova de amizade que alguém pode dar, e quando somos sinceros e verdadeiros, mesmo as grandes polêmicas ou os grandes QUADROS BRANCOS (quem viu ou for ver a peça vai entender) são bem interpretadas (os).

Vladimir Britchta, Marcelo Flores e Claudio Gabriel têm, cada um, grandes momentos na peça, e é impossível que você não torça por um deles em algum momento do espetáculo. Mas sem dúvida a maior das torcidas é a de que a amizade sobressaia a todas as turbulências.

     
     ARTE    

      De Yasmina Reza
        Direção Emílio de Mello
 VLADIMIR BRITCHTA, MARCELO FLORES e CLAUDIO GRABRIEL


Serviço:
                                                                                                                          
ARTE
Teatro Renaissance (462 lugares)
Alameda Santos, 2.233 - Cerqueira César. 
Central de Informações: (11) 3069-2286

Sextas às 21h30, Sábados às 21h e Domingo às 18h.

Ingressos: R$ 80,00
Duração: 90 minutos
Recomendação: 14 anos

Temporada: até 07 de outubro

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Seria a volta do "As Sublimes"?!



Por Isaac Santos

Em maio, o ‘Posso Contar Contigo?’ publicou uma matéria sobre a campanha ‘Volte Sublimes’, falando da história do grupo que marcou uma época, quebrando paradigmas e abrindo espaço para a Black Music com vozes femininas no Brasil.

Na semana passada Isabel Fillardis, Karla Prietto, Lilian Valeska e Flávia Santana (ex-integrante do grupo) se reuniram com o ator Rodrigo Hallvys, presidente do FanClub oficial, para gravar um vídeo de agradecimento aos fãs que fizeram depoimentos e publicaram no youtube, pedindo por sua volta.

-É muito bom sentir que não sou órfão sozinho. A internet tornou-se uma aliada de peso, uma ferramenta que facilitou para encontrar vários fãs. Tanta gente com histórias bacanas passadas em plateia de shows, de lembranças das Sublimes na mídia. É gostoso ver e ouvir isso. Aproveito para agradecer ao ‘Posso Contar Contigo?’, por ter acompanhado a campanha desde o início. – comenta Rodrigo.




Isabel Fillardis fala de como foi ser uma das Sublimes. “Chegou um momento que tive que deixar o grupo porque não conseguia conciliar a agenda dos trabalhos. Foi uma decisão muito difícil para mim. Mas com elas eu aprendi muito. Se hoje em dia faço teatro musical é graças à escola que As Sublimes foram em minha vida. Até hoje pessoas me perguntam se a gente tem vontade de voltar. Quem sabe né? Quem sabe rola um revival? – comenta, a atriz.

-Considero essa campanha de suma elegância. Somos amigas até hoje, mesmo estando com dificuldades de nos encontrar. Mas não tinha como deixarmos de agradecer esse carinho, esse movimento que os fãs estão fazendo. Desejo tudo de bom a essa galera. – frisa, Karla Prietto, atualmente integrando o grupo Revelação.

Lilian Valeska, que é uma das atrizes mais requisitadas para musicais no teatro brasileiro e, está em turnê com ‘Tim Maia – Vale Tudo’, complementa. “Ser uma das Sublimes foi importante para todas nós. Não era só o prazer de trabalhar com o que amamos, que é música e arte. Mas de amigas nos tornamos irmãs. Aprendemos a timbrar juntas. Cantar em trio é muito bom” – ressalta.

Flávia Santana, substituta de Isabel Fillardis no segundo disco do grupo emociona-se ao falar. “Eu só tenho a agradecer. Eu ainda era quase uma adolescente quando entrei para o grupo. Aprendi a ser artista, aprendi a me maquiar, aprendi a ser humana com As Sublimes. Isso tudo é um presente muito importate”, em meio às lágrimas de felicidade por estar atravessando o momento do lançamento de seu primeiro disco solo, que estará nas lojas dentro de quinze dias.

Outra situação que causou alegria tem relação com a novela ‘Cheias de Charme’, há alguns dias a novela expôs a separação das Empreguetes e colocou uma campanha para elas retornarem.
-É uma coincidência muito saudável. A campanha ‘Volte Sublimes’ começou há quase quatro meses. Ver algo acontecendo na ficção de forma similar e da mesma forma que estamos fazendo é satisfatório. Espero poder ainda agradecer aos autores em nome do FanClub. - comenta Rodrigo.

E por falar em fanclub, o site está com mais materiais sobre As Sublimes. Incluindo vídeos de apresentações delas em programas de televisão e o vídeo de agradecimento aos fãs pela campanha (feito no encontro ocorrido).

Quem quiser visitar é só acessar: www.geocities.ws/sublimes

Fotos: Alexander Rodrigues

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Quero ser ator. E agora?


Por Bernardo Dugin


Muita gente me pergunta qual caminho trilhar para ser ator. O que fazer para chegar às telinhas? Como brilhar no teatro? Tem que ter QI (quem indica)? DRT (registro profissional) resolve? Um desespero só...
Antes faço uma pergunta: você quer ser ator ou quer ser famoso?
...

Depois de um longo silêncio e de deixar a pessoa pensando, digo: tem que ESTUDAR! Muito! Quase que "para sempre".

Tem que amar o que faz porque é muito difícil sobreviver da arte. 

Quer fazer televisão?

Saiba que as grandes emissoras que fazem dramaturgia estão no Rio e em São Paulo. Se você não tem oportunidade de se mudar para as capitais, ou quem sabe para fora do país, continue fazendo teatro em sua cidade.

Leia. Leia!

Cuide da aparência, da voz e do corpo. Eles são seu instrumento de trabalho. A TV é cruel com a imagem. Implica com os gordinhos. Ou você é gordo, gordo, gordo ou magro.  Repare: o meio termo é raro. Para um pequeno conforto, existem as exceções em que o talento falou mais alto.

Não se mate para querer ser o mocinho ou a mocinha perfeita da novela.

Não fuja da sua essência. Existe papel pra todo mundo. Ator trabalha até morrer.

Tenha em mente que trabalho chama trabalho. Não fique parado em casa esperando oportunidades surgirem. Crie oportunidades. Escreva projetos, mas na hora de buscar patrocínio, não peça favor, não peça esmola. Ofereça seu produto, ofereça parceria. Por que vale a pena a marca associar o nome dela ao seu espetáculo? As empresas devem encarar como investimento.

Filme curtas, experimente. Erre, acerte. O youtube está aí para isso!
Não fique com vergonha de pagar mico, a maioria dos bons atores da atualidade já fracassou em alguns trabalhos.
Mas, atenção. Bom senso é fundamental.

Guarde todos os materias gráficos com seu nome. Reúna tudo numa pasta. Isso comprovará a sua história nas artes (inclusive o ajudará a tirar o DRT).

Invista em cursos. Mas, cuidado com os charlatões! 

Invista em seu material de trabalho. Tenha fotos de qualidade.
Saiba que ator não é modelo. Fazer poses, achar que é sensual queima o filme.
Foto de ator deve ser natural. Frontal, com sorriso, pouca maquiagem e roupas casuais.

Um videobook é fundamental para certos trabalhos. Ele será um cartão de visita para que os produtores de elenco tenham noção sobre sua atuação, dicção e perfil. Atenção ao texto: não force no drama, nem tente ser engraçado demais.
Vá na sua verdade.

E tenha na cabeça uma certeza: um dia sua hora vai chegar. 
Mas para ficar no mercado, não basta a sorte. Tem que ter talento e surpreender a cada trabalho.

Bons estudos para nós.
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