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quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Indicados ao Oscar 2015


Confira a lista de indicados às estatuetas da 87ª edição do Oscar.  A cerimônia de premiação acontece em 22 de fevereiro.

Filme
Boyhood: Da Infância à Juventude
Selma
O Jogo da Imitação
A Teoria de Tudo
Birdman
Whiplash
O Grande Hotel Budapeste
Sniper Americano

Diretor
Alejandro Gonzalez Inarritu - Birdman
Richard Linklater - Boyhood
Wes Anderson - O Grande Hotel Budapeste
Morten Tyldum - O Jogo da Imitação
Bennett Miller - Foxcatcher: A História que Chocou o Mundo

Ator
Michael Keaton - Birdman
Eddie Redmayne - A Teoria de Tudo
Benedict Cumberbatch - O Jogo da Imitação
Steve Carell - Foxcatcher: A História que Chocou o Mundo
Bradley Cooper - Sniper Americano

Atriz
Felicity Jones - A Teoria de Tudo
Julianne Moore - Para Sempre Alice
Rosamund Pike - Garota Exemplar
Reese Witherspoon - Livre
Marion Cotillard - Dois Dias, Uma Noite

Ator Coadjuvante
J.K. Simmons - Whiplash
Ethan Hawke - Boyhood
Edward Norton - Birdman
Mark Ruffalo - Foxcatcher
Robert Duvall - O Juiz

Atriz Coadjuvante
Patricia Arquette - Boyhood
Meryl Streep - Caminhos da Floresta
Emma Stone - Birdman
Keira Knightley - O Jogo da Imitação
Laura Dern - Livre
Filme Estrangeiro
Ida - Polônia
Relatos Selvagens - Argentina
Leviatã- Rússia
Tangerines - Estônia
Timbuktu - Mauritânia

Roteiro Original
Birdman
Boyhood: Da Infância à Juventude
O Grande Hotel Budapeste
O Abutre
Foxcatcher: A História que Chocou o Mundo

Roteiro Adaptado
O Jogo da Imitação
A Teoria de Tudo
Whiplash
Sniper Americano
Vício Inerente

Animação
Como Treinar Seu Dragão 2
Os Boxtrolls
Operação Big Hero
O Conto da Princesa Kaguya
Song of the Sea

Documentário em longa-metragem
Citizenfour
Vietnã: Batendo em Retirada
O Sal da Terra
Virunga
A Fotografia Oculta de Vivian Maier

Documentário em curta-metragem
Joanna
Our Curse
White Earth
The Reaper (la Parka)
Crisis Hotline: Veterans Press 1

Fotografia
Birdman
O Grande Hotel Budapeste
Invencível
Mr. Turner
Ida

Edição
Boyhood: Da Infância à Juventude
O Jogo da Imitação
Whiplash
O Grande Hotel Budapeste
Sniper Americano

Trilha Sonora Original
O Jogo da Imitação
A Teoria de Tudo
Interestelar
O Grande Hotel Budapeste
Mr. Turner

Canção Original
Begin Again - Mesmo Se Nada Der Certo
Glory –Selma
Everything is Awesome - Uma Aventura LEGO
Grateful - Além das Luzes
I'm Not Gonna Miss You - Glen Campbell: I'll be Me

Efeitos Visuais
Interestelar
Planeta dos Macacos: O Confronto
Guardiões da Galáxia
X-Men: Dias de um Futuro Esquecido
Capitão América 2: O Soldado Invernal

Edição de Som
Interestelar
O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos
Sniper Americano
Invencível
Birdman

Mixagem de Som
Interestelar
Invencível
Whiplash
Sniper Americano
Birdman

Curta-metragem
Boogaloo And Graham
The Phone Call
Butter Lamp
Aya
Parvaneh

Curta-metragem de Animação
The Bigger Picture
Feast
The Dam Keeper
A Single Life
Me And My Moulton

Figurino
Caminhos da Floresta
Malévola
Mr. Turner
O Grande Hotel Budapeste
Vício Inerente

Design de Produção
Mr. Turner
O Grande Hotel Budapeste
Caminhos da Floresta
O Jogo da Imitação
Interestelar

Maquiagem e Cabelo
Guardiões da Galáxia
Foxcatcher: A História que Chocou o Mundo
O Grande Hotel Budapeste

domingo, 4 de março de 2012

Sétima arte versus terceira dimensão

Por Daniel Couri

Uma semana atrás o Oscar 2012 revelou-se uma grata surpresa, como há muitos anos não acontecia. Em sua 84ª edição, a cerimônia surpreendeu ao quebrar (alguns) paradigmas. Meryl Streep, recordista em indicações ao prêmio  17 no total  finalmente levou a estatueta pela terceira vez, como Melhor Atriz por A Dama de Ferro. Na categoria Melhor Ator Coadjuvante, Christopher Plummer, de 82 anos, recebeu o primeiro Oscar de sua vida por Toda Forma de Amor, após mais de 50 anos dedicados à profissão.


Infelizmente para o Brasil não houve quebra de paradigmas: saímos mais uma vez de mãos abanando. Indicada na categoria de Melhor Canção Original – Real in Rio, de Carlinhos Brown e Sergio Mendes – a animação Rio não levou a estatueta. Novamente os brasileiros se frustraram com o fato de termos chegado tão perto do concorrido prêmio e tê-lo perdido. Uma pena, pois Real in Rio tinha tudo para vencer (até porque é musicalmente muito melhor que sua única concorrente, Man or Muppet, que ganhou).

Decepções à parte, a alma do público ficou lavada com a vitória de O Artista. Nunca antes na história do Oscar um filme de língua não inglesa havia conseguido tanto prestígio. O longa francês de Michel Hazavicius derrubou barreiras e levou cinco prêmios das dez indicações que teve: Melhor Filme, Ator, Direção, Figurino e Trilha sonora. Justiça foi feita e a coragem de Hazavicius foi recompensada pela enorme aceitação e carinho do público, além das premiações, obviamente.

Jean Dujardin e Bérénice Bejo
Há muito tempo as platéias mundiais não eram presenteadas com um filme tão singelo, tão bem feito e ainda assim tão simples. Nesses tempos de 3D, em que o mercado se mostra ávido por empurrar para o público uma tecnologia que promete tornar os filmes mais “reais”, realizar um filme mudo e em preto e branco como O Artista foi uma ousadia mais que bem-vinda.

Os filmes não se tornam mais marcantes ou superiores pela utilização do 3D, mesmo que isso atraia multidões. Pode parecer saudosismo ou até soar como retrocesso, mas continuo achando que o uso desse formato se dá apenas por razões econômicas. Os poucos filmes que assisti em 3D não me marcaram em nada. Um dos últimos que vi, Alice no País das Maravilhas, de Tim Burton, fez um tremendo estardalhaço, mas o fato de ser 3D não acrescentou absolutamente nada ao filme.

Para não dizer que não falei de flores, A Invenção de Hugo Cabret, em 3D, de Martin Scorsese, também levou cinco estatuetas no Oscar deste ano. O número de prêmios foi exatamente o mesmo de O Artista, apesar de serem duas produções bem distintas. Hugo, com visual rebuscado e enredo mais voltado para jovens, levou os prêmios técnicos, enquanto O Artista conquistou três das estatuetas mais cobiçadas da noite (Diretor, Ator e Filme).

O casal protagonista de O Artista: carisma
Isso pode nos levar a uma discussão interminável sobre a importância e a valorização da arte, tão banalizada nos dias de hoje. Nem pretendo entrar nesse mérito, pois ele dá margem a muitas divergências e possibilidades infinitas. Mas até que ponto estamos preparados para receber a arte em sua forma mais simples? Por que, em geral, o grande público dá preferência a filmes em 3D e muitas vezes nem cogita a hipótese de assistir a um filme mudo e em preto e branco?

Tanto O Artista como A Invenção de Hugo Cabret foram os campeões de indicações na cerimônia de 2012. Os dois filmes, de época, voltam nostalgicamente às origens do cinema. Mas na minha opinião, o longa de Michel Hazanavicius foi inegavelmente o grande destaque deste ano. Sem falar no carisma de Bérénice Bejo e Jean Dujardin, o maravilhoso casal de protagonistas que contribuiu muito para o sucesso do filme e provam que atores ainda não se tornaram descartáveis como o avanço tecnológico tem sugerido.

Felizmente O Artista mostrou que apesar de toda as estratégias de tecnologia para lotar cinemas com caríssimos filmes em 3D e aumentar o preço dos ingressos, no fundo o singelo ainda nos toca, é capaz de nos divertir e até mesmo comover. Se nos dermos a chance, filmes como O Artista são capazes de nos cativar e nos encantar. Simples assim, sem complicação, da forma mais poética. Bem que Oscar Wilde já dizia: “Homens complicados encontram no mais singelo a satisfação”.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Um Mito Vivo da Sétima Arte


Por Emerson Felipe

E na 84ª cerimônia de entrega do Oscar, o prêmio máximo do cinema, a atriz norte-americana Meryl Streep fez história: após um jejum de quase 30 anos, ganhou a tão almejada terceira estatueta de melhor atriz  pela elogiado atuação como a ex-primeira ministra britânica Margareth Tatcher no longa "A Dama de Ferro". Conhecida por desempenhos meticulosamente estudados, pela incrível presença e expressão em cena, Meryl Streep é considerada por muitos críticos como a maior atriz em atividade, consagrando-se com interpretações que vão desde a comédia ao mais denso drama, construindo uma respeitável trajetória cinematográfica de 35 anos que atrai fidelíssimos fãs de várias gerações.

Meryl Streep ganha o terceiro Oscar com filme A Dama de Ferro.
A atriz detém o recorde de nomeações ao Oscar, seja de atriz principal, seja de coadjuvante, totalizando 17 indicações compreendidas entre 1978 e 2012. Marca esta superior a de  grandes mitos do cinema como Katharine Hepburn (12 indicações) e Bette Davis (10 indicações). Foi também indicada 26 vezes ao Globo de Ouro, tendo faturado oito prêmios, entre papéis dramáticos e cômicos. Constam ainda do estelar currículo da atriz outros prêmios importantes da indústria do entretenimento, como 02 Emmy, 02 BAFTA, 05 indicações ao Grammy e 01 Tony.

Meryl Streep empunha o Oscar recebido por Kramer vs Kramer.
Após um bem sucedido começo no teatro,  posterior à  graduação na Escola de Drama da Universidade de Yale, Meryl Streep estreou na telona em 1977 com uma ponta no filme "Julia", dirigido por Fred Zinnemann, estrelado por Jane Fonda e Vanessa Redgrave. Em 1978, no drama sobre A Guerra do Vietnã "O Franco Atirador", recebeu sua primeira indicação ao Oscar de melhor atriz coadjuvante. No ano seguinte, recebe a segunda indicação e o primeiro Oscar, de melhor atriz coadjuvante, pelo papel de Joanna Kramer em "Kramer vs Kramer", a esposa que abandona o marido (Dustin Hoffman) e o filho, e posteriormente retorna, exigindo perante a Justiça a guarda da criança.

  Em 1983, com o Oscar recebido por A Escolha de Sofia.
Em 1982 recebe sua primeira indicação para o Oscar de melhor atriz principal pelo filme "A Mulher do Tenente Francês", adaptado do romance de John Fowles, contracenando com Jeremy Irons, tendo perdido para a consagrada Katharine Hepburn em "Num Lago Dourado".

Mas, ainda naquele ano, viria aquela que é considerada a grande atuação da carreira de Meryl Streep e uma das maiores intepretações femininas da história: "A Escolha de Sofia", dirigido por Alan J. Pakulla. Neste intenso e doloroso drama sobre traumas, sentimento de culpa e autodestruição, Meryl faz o papel de Sophie Zawistowski, uma polonesa sobrevivente de um campo de concentração, que tenta reconstruir sua vida nos Estados Unidos da América. Uma interpretação emocionante que lhe rendeu o primeiro Oscar de atriz principal em 1983, e que demandou intenso trabalho de pesquisa e caracterização - a atriz precisou aprender polonês e alemão, bem como emagrecer e cortar os cabelos para realizar as cenas  do campo de concentração. A contundente cena que justifica o título do filme é de um assombro e emoção tremenda por parte de Meryl Streep, que protagonizou uma das momentos mais intensos e dramáticos já vistos no cinema.
Meryl Streep em magnífica interpretação no longa A Escolha de Sofia.
Meryl retornaria ao tapete vermelho do Oscar em outras ocasiões, como em 1984 por "Silkwood"(filme baseado em fatos reais em que a artista intepreta uma funcionária que é perseguida ao denunciar a falta de segurança de uma usina nuclear); em 1986 pela super produção "Entre Dois Amores", de Sidney Pollack (que narra a paixão da escritora Karen Blixen pelo continente africano e pelo piloto do exército britânico Denys Finch Hatton, vivido por Robert Redford); em 1988 pelo drama "Ironweed" (em que vive uma alcóolatra ao lado de Jack Nicholson) e em 1989 por "Gritos no Escuro" (no papel da mãe que tenta provar sua inocência ao ser acusada da morte da filha, sofrendo, ainda, com a pressão sensacionalista da mídia). Não ganhou a estatueta por nenhum desses.

Meryl Streep como Karen Blixen na super produção Entre Dois Amores.
Nos anos 90, a aparição de Meryl Streep na cerimônia do prêmio mais cobiçado do cinema foi bissexta, se comparada às constantes indicações dos anos 80. Destaca-se nesse período a sensível atuação no drama romântico"As Pontes de Madison", de 1995, em que foi dirigida e contracenou com Clint Eastwood, no papel de uma imigrante italiana casada e com filhos que vive um intenso caso extraconjugal com um fotógrafo de Washington. A emocionante atuação de Meryl Streep, no entanto, não foi agraciada com o Oscar, que acabou sendo concedido à também excelente interpretação de Susan Saradon em "Os Últimos Passos de um Homem". Outras indicações ocorreram pelos filmes "Lembranças de Hollywood" e "Um Amor Verdadeiro". 

Meryl Streep contracenando com Clint Eastwood no sensível As Pontes de Madison.
Já no ano 2000, Meryl retorna ao tapete vermelho indicada como atriz principal pelo filme "Música do Coração" (em que teve de aprender a tocar violino), perdendo para Hilary Swank em "Meninos Não Choram". Outras nomeações sem vitória aconteceram por "Adaptação" (2003), "O Diabo Veste Prada" (onde Meryl deu o que falar com a arrogante e autoritária editora de uma conceituada revista de moda, Miranda Priestley, em 2007), "Dúvida" (a atriz brilhou com uma meticulosa interpetação de um conservadora e implacável freira que promove uma campanha contra um padre de quem suspeita ser pedófilo, em 2009) e "Julie & Julia (2011). Finalmente em 2012, após 29 anos de espera, sob uma impressionante maquiagem e reproduzindo perfeitamente os trejeitos de Margareth Tatcher, Meryl Streep ganha o terceiro Oscar da carreira pelo filme "A Dama de Ferro": super emocionada, foi ovacionada de pé pela plateia e no discurso agradeceu a todos os colegas e fãs, encerrando-o dizendo "acho que nunca mais estarei aqui de novo”.

Meryl Streep em impressionante caracterização como Margareth Tatcher em A Dama de Ferro.
As 17 indicações de Meryl Streep, incrível marca que dificilmente será alcançada durante um bom tempo por outra atriz, corroboram a credibilidade e prestígio que a atriz goza como profissional e como pessoa junto à indústria cinematográfica. E os três Oscars recebidos fizeram história: Meryl Streep iguala a sua marca de prêmios à do mito Indrig Bergman (a eterna Ilsa Lund do clássico "Casablanca"), também agraciada com 02 estatuetas de melhor atriz e 01 de atriz coadjuvante, ficando atrás apenas da iconoclástica Katharine Hepburn, detentora de 04 Oscars.

Meryl Streep, a arrogante Miranda Priestly de O Diabo Veste Prada.
Com um carisma inconfundível e um talento descomunal, Meryl Streep se consagra como uma das grandes/ maiores atrizes da história do cinema, arrebatando fãs de todo o mundo. Uma atriz que ilumina a tela e irradia emoção, seja em papéis dramáticos ou românticos, seja em personagens cômicos ou de caráter duvidoso. Meryl Streep é mais que uma atriz de cinema: é um mito, uma lenda viva da sétima arte.
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