Mostrando postagens com marcador LIVROS. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador LIVROS. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Entrevista com o jornalista Raphael Scire

Por Isaac Santos

Prestes a completar 25 anos, Raphael Scire, formado em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero, dramaturgo, roteirista, é um dos escritores mais prestigiados nas últimas semanas. Ele acaba de lançar o livro “Crimes no Horário Nobre – Um Passeio pela Obra de Silvio de Abreu”. Competente, talentoso, mostra-se mesurado ao falar da carreira. Eu o convidei para uma entrevista, ele gentilmente aceitou. Desde já o agradeço. Confiram!     

Jornalista jovem, iniciando a carreira de modo tão bem sucedido. Você teve que fazer abdicações?
Raphael Scire – Não, de modo algum. Acho que a única abdicação que eu fiz foi ter deixado de lado o jornalismo propriamente dito, aquele de redação, de escrever reportagens factuais. Mas isso foi uma escolha deliberada, um direcionamento de carreira.

Não considerando o seu recente trabalho sobre o autor Silvo de Abreu. Contente com a profissão escolhida?
Raphael Scire – Sim, apesar de não exercer o jornalismo. Eu trabalho com produção audiovisual, para cinema e televisão, na criação e formatação de projetos, algo já bem direcionado para o futuro da minha carreira de roteirista.

Jornalista com pretensões na área de dramaturgia ou já desenvolvendo atividades nesse sentido?
Raphael Scire – Além do que eu respondi na pergunta anterior, eu também escrevo dramaturgia. Tenho uma peça que foi selecionada pelo concurso ‘Dramaturgias Urgentes’, do CCBB, no ano passado, chamada “Sucesso com C”, sobre a nova classe média brasileira. Também tenho algumas histórias iniciadas, mas nada ainda foi produzido. Vontade não me falta.


“Crimes no Horário Nobre – Um Passeio pela Obra de Silvio de Abreu” não é necessariamente um registro biográfico. Sua intenção era desde o princípio destacar a obra do novelista ou optou-se por um distanciamento do que já havia sido publicado sobre a vida dele?
Raphael Scire – Sim, desde o início eu quis abordar a obra do Silvio, que tem uma vida interessante justamente pelo profissional que é. É claro que abordo questões privadas dele, como o casamento, o nascimento da única filha e o falecimento do irmão, mas são questões que estão inseridas dentro do contexto da obra dele. Eu brinco que o livro não é uma revista de fofocas. E também o Silvio já tinha uma biografia publicada, escrita pelo jornalista Vilmar Ledesma, e que me serviu de base para esse livro. Eu considero “Crimes no horário nobre” uma ‘biografia memorialista sobre a obra do autor’.


Como se deu o processo de elaboração, desenvolvimento, lançamento do livro?
Raphael Scire – O livro, na verdade, foi minha tese de conclusão do curso de jornalismo, da Faculdade Cásper Líbero. Durante o último ano da faculdade, eu fui atrás dos atores, diretores, autores, além do próprio Silvio. A primeira parte foi a seleção de material já publicado sobre ele. O que foi bastante complicado, porque novela no Brasil é muito comentada, mas pouco documentada. Depois, segui para as entrevistas. Aí veio a parte mais legal, que foi escrever, selecionar os trechos das entrevistas, costurar tudo. Foi uma delícia. Depois que a tese estava escrita, enviei um exemplar para o Silvio, que adorou. Ele me disponibilizou o arquivo pessoal para que eu pudesse complementar minha pesquisa. Foi então que eu conheci o Alex Giostri, da Giostri Editora, que tem um olhar muito voltado para a preservação da dramaturgia brasileira, publicando grandes nomes do nosso teatro, como Maria Adelaide Amaral, Alcides Nogueira, Lauro Cesar Muniz, além de autores mais novos, como Célia Forte e Mario Viana. Ele leu, gostou e decidiu publicar. ‘Crimes’ é o primeiro livro voltado para a preservação da memória da teledramaturgia brasileira publicado pela Giostri.


Da fase de realização de entrevistas que serviram de base para a escrita do livro, houve alguém que decepcionasse por evidenciar uma postura destoante?
Raphael Scire – Não, de modo algum. Todos foram receptivos e solícitos. O mais complicado foi a produção para conciliar com a agenda de alguns entrevistados, mas nada que me tirasse o sono.

Certamente está sendo vendido em todas as livrarias do país. Mas onde adquiri-lo virtualmente?
Raphael Scire – Em qualquer rede de livrarias esse serviço é possível. É comprar e receber em casa!

Identificação com o biografado é critério imprescindível para o sucesso de uma obra como a sua?
Raphael Scire – Sem dúvidas. Se eu não apreciasse o trabalho do Silvio seria incapaz de escrever sobre ele. Não existe nada pior do que escrever sobre algo de que não gostamos.

Sabendo de sua admiração pela Malu Mader, imagino que o nome da atriz possa despertar seu interesse num projeto futuro. É exeqüível?
Raphael Scire – Exequível é, mas depende dela também. Na verdade, nunca cogitei essa possibilidade, para falar a verdade. Malu é uma atriz com múltiplos talentos, além de uma reservada vida privada. Acredito que, se eu um dia vier a escrever sobre ela, será algo no estilo que fiz com o Silvio, sobre a carreira, não sobre a vida.

Tititi, versão de Maria Adelaide Amaral [ela também está entre os seus prediletos] e Vincent Villari, é um dos recentes sucessos da Rede Globo. A dupla está mais uma vez no ar no horário das sete. Quais as suas impressões sobre Sangue Bom?
Raphael Scire – Sou muito grato aos dois. Vincent escreveu a orelha do livro, além de ter participado da banca da minha tese, sem nem ao menos me conhecer pessoalmente. Quanto a “Sangue Bom”, eu gosto da novela, me identifico com a linguagem ácida que eles criticam a indústria midiática. Adoro a personagem da Marisa Orth, pra mim uma prima da tresloucada Jaqueline (Claudia Raia) de “Tititi”. Também está sendo uma ótima surpresa o trabalho do Joaquim Lopes, o Lucindo, um tipo que eu constantemente vejo nas ruas aqui em São Paulo. Isabelle Drummond tem um presente em mãos, Giane está sendo um processo de amadurecimento na carreira dessa atriz que em breve veremos protagonista no horário nobre. Fora que não é sempre que vemos Malu Mader na telinha e a transformação pela qual a personagem atualmente passa está sendo deliciosa de acompanhar.

De modo mais abrangente, qual a sua observação sobre o cenário da teledramaturgia atual?
Raphael Scire – Acho que o espaço dado a novos autores é muito bom. Essa renovação é necessária e o próprio Silvio faz um trabalho interessante ao revelar novos talentos. Gilberto Braga é outro que faz. O João Ximenes Braga, que escreveu ‘Lado a Lado’ logo logo assinará uma novela das nove junto com Gilberto e Ricardo Linhares. Estou ansioso para ver o Lombardi na Record. E essa retomada do SBT em investir em novela, ainda que com temáticas infantis, é muito boa para o mercado.

Uma enquete pertinente foi lançada pelo Canal Viva. O público tomou conhecimento do resultado há algumas horas, mas aproveito para “reproduzi-la” aqui e obter um pouco mais de sua opinião. Eis a pergunta: Água Viva, O Dono do Mundo, Fera Ferida ou A Indomada. Qual novela você escolheria como substituta para Rainha da Sucata na faixa da meia noite?
Raphael Scire – Interessante, mas meu voto é [seria] para ‘O dono do mundo’, não só pela Malu Mader, mas gostaria de ver uma novela que foi tão rechaçada na época que foi exibida. E eu não guardo lembrança alguma de “O dono do mundo”, tinha apenas quatro anos na época.

Já abriu espaço para algum novo projeto?
Raphael Scire – Sempre, mas o que eu preciso agora é de férias.

Obrigado pela solicitude. Desejo realizações plenas. Felicidades! 
Raphael Scire – Eu que agradeço a oportunidade. Sucesso!

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Da televisão à literatura: as novelas que deram origem a livros


Por FÁBIO COSTA

É muito comum que o universo da literatura, especialmente a brasileira clássica, origine adaptações de grande sucesso na televisão e no cinema. Atualmente podemos atestar a validade da afirmação de terça a sexta-feira às onze da noite, com mais uma versão de Gabriela, Cravo e Canela, de Jorge Amado, adaptado agora por Walcyr Carrasco. A Escrava Isaura, romance de Bernardo Guimarães, deu origem a duas telenovelas de sucesso, sendo a primeira delas (1976/77) um fenômeno de exportações para sempre presente no imaginário do público. O horário das 18h da Rede Globo foi dedicado durante quase dez anos apenas a adaptações. E exemplos são muitos.
No entanto, não é com a mesma frequência que surgem obras no caminho inverso: livros surgidos de telenovelas. Talvez seja porque não se acredita que o leitor quererá ter nas mãos uma história da qual já conhece o desenrolar e o desfecho após tê-la assistido na televisão. Além, é claro, do desafio que é adaptar um número de páginas que chega aos milhares para uma versão muito menor e sem a possibilidade de tantos detalhes e diálogos, narrando os acontecimentos. Por outro lado, ainda que hoje em dia existam os DVDs, os blu-rays, a internet, a história da novela contada em livro é uma maneira a mais de perpetuá-la e, por que não, de torná-la respeitável a uma parcela da intelectualidade que ainda hoje, passados doze anos do século XXI, renega suas qualidades e sua importância no panorama cultural brasileiro.

Capa da adaptação de Ídolo de Pano, de Teixeira Filho.
Ainda na década de 1960 temos notícia de uma novela que devido ao sucesso é adaptada para o formato de romance literário: A Deusa Vencida (1965), de Ivani Ribeiro, originou um livro de grande vendagem publicado pelas Edições O Cruzeiro. No início da década de 1970 a Editora Bruguera, do Rio de Janeiro, publicou algumas novelas em romances cujos fascículos eram vendidos periodicamente nas bancas de jornal, dentre as quais Irmãos Coragem (1970/71) e O Homem que Deve Morrer (1971/72), ambas de Janete Clair. Nos anos 70, algumas novelas da Rede Tupi também deram origem a livros, como foi o caso de Ídolo de Pano (Abril), em adaptação do próprio autor Teixeira Filho, e A Viagem (Bels), de Ivani Ribeiro. Em 1980 Leonor Bassères escreveu o livro baseado nos scripts de Gilberto Braga e Manoel Carlos para Água Viva, que se tornou best seller.

Quarta capa de um dos volumes de As Grandes Telenovelas, trazendo a coleção completa.
Em 1985 ocorreu uma das iniciativas mais bem-sucedidas nesse campo, senão a mais. Junto ao sabão em pó Omo, foi lançada pela Editora Globo (através do selo Rio Gráfica e Editora) a coleção As Grandes Telenovelas, que contava com doze livros que adaptavam para o formato de romance novelas de sucesso da Rede Globo exibidas entre 1970 e 1983, a saber: Irmãos Coragem, Pecado Capital e Pai Herói, de Janete Clair; Anjo Mau, Locomotivas e Marron Glacé, de Cassiano Gabus Mendes; Dancin’ Days, Água Viva e Louco Amor, de Gilberto Braga; Carinhoso e Escalada, de Lauro César Muniz; e O Bem-amado, de Dias Gomes. Os livros vinham embalados junto às caixas de sabão, e era possível escolher os que interessavam para completar a coleção.
Capa de uma versão de Água Viva em livro.
Entre 1987 e 1988 a Editora Globo lançou uma série de proposta semelhante nas bancas: Campeões de Audiência – Telenovelas, que relançou alguns títulos e substituiu outros, contando também com doze livros. Irmãos Coragem, Pecado Capital, Pai Herói, Anjo Mau, Locomotivas, Dancin’ Days, Água Viva e Escalada foram mantidos, enquanto Bandeira 2, Roque Santeiro, Guerra dos Sexos e Roda de Fogo substituíram O Bem-amado, Marron Glacé, Louco Amor e Carinhoso. Junto com o primeiro volume (Roque Santeiro) foi distribuído aos leitores um marcador de página que trazia a novela a ser lançada em seguida (Roda de Fogo) e os títulos de outras dezoito telenovelas que comporiam a série, no total de vinte títulos. Até hoje não foram lançados os oito livros restantes, dentre os quais prometiam-se O Espigão, Saramandaia e até Selva de Pedra numa “versão não censurada” (em alusão à censura sofrida por Janete Clair, que não pôde desenvolver a história como gostaria).
Quase todos os livros foram escritos pelo jornalista Eduardo Borsato, que adaptava as tramas das novelas a partir dos scripts originais dos capítulos cedidos pelos autores. Compartilhando uma experiência pessoal, posso dizer que gosto muito de todas as adaptações que pude ler e sem dúvida o trabalho de Borsato (e de outros adaptadores como Maria Helena Muniz de Carvalho e Lafayette Galvão) me ajudou a saber mais sobre o desenvolvimento das histórias das novelas e admirá-las ainda mais, com maior “conhecimento de causa”, por assim dizer, embora não tenha ainda podido (e quem sabe nem mesmo venha a poder) assisti-las.
Vale Tudo também teve lançada uma versão literária em 1989, logo após o término de sua exibição. O livro, mais uma adaptação feita por Eduardo Borsato, trazia além da revelação de Leila como assassina de Odete Roitman desfechos para o mistério que mobilizou o Brasil. Num dos finais, é Maria de Fátima quem mata Odete; noutro, o assassino é César. Já em 1992 foi a vez de um projeto que não vingou: o Globo Novela, com o qual a Editora Globo lançou um livro com a história de Pedra Sobre Pedra e que veio acompanhado de uma revista com os bastidores da novela. A coleção ficou apenas nesse título e durante mais de dez anos não se lançou nada semelhante.


Capa do livro com a versão de Selva de Pedra feita por Mauro Alencar para a coleção Grandes Novelas.
Até que em 2007 chegou às livrarias o primeiro volume da coleção Grandes Novelas, da mesma Editora Globo: Selva de Pedra, a clássica história de amor de Cristiano e Simone em meio aos desafios da vida na cidade grande, foi adaptada por Mauro Alencar a partir do original de Janete Clair. Posteriormente foram lançados outros quatro títulos, também escritos por Mauro: O Bem-amado, Pecado Capital, Roque Santeiro e Vale Tudo. Os livros da coleção Grandes Novelas têm formato de bolso e preço acessível (em média quinze reais cada), e podem ser encontrados. Ótima chance para conhecer essas novelas, apesar de duas terem sido recentemente reprisadas pelo Viva, ou para relembrá-las, numa plataforma diferente da TV, mas que conserva a atemporalidade dos personagens e entrechos dramáticos que prendem a atenção e nos fazem ansiar por finais felizes aos mocinhos e punições aos vilões. E que sejam lançados mais livros baseados em telenovelas. Boas histórias a contar (ou recontar) não faltam e certamente há público para tal empreitada.

Capa do livro com a versão de Roque Santeiro feita por Mauro Alencar para a coleção Grandes Novelas.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

LIVROS E TV, MINHAS DUAS PAIXÕES

Por Júnior Bueno 


         Uma das minhas grandes paixões é a leitura. Outra, a televisão. De modo que eu gosto muito quando um grande romance é adaptado pra TV, como em Os Maias, de Eça de Queiróz ou Ciranda de Pedra, de Lygia Fagundes Telles. A curiosidade em torno da obra aumenta, a vendagem dos livros sobe, novos leitores se formam e todos ganham com isso, telespectadores e leitores.

        Mas eu gosto ainda mais quando descubro um livro interessante sobre a TV. Bastidores, curiosidades, listas (eu já disse aqui que gosto de listas né?), sobre produções antológicas e seus criadores. Sou capaz de devorar livros assim. No post de hoje eu vou listar alguns dos meus preferidos e indicar um que ainda não li, mas já tá no topo da minha wish list de fim de ano. Aos livros!

             ALMANAQUE DA TELENOVELA BRASILEIRA – Nilson Xavier (Panda Books)


            Você se lembra de quem eram os coronéis do Cacau em Gabriela? Você sabe por que exatamente porque a primeira versão de Roque Santeiro foi censurada? E você já se deu ao trabalho de pesquisar todos os “quem matou” da dramaturgia nacional? O Nilson sabe, o Nilsom lembra, o Nilson já! Não à toa, o seu site, http://www.teledramaturgia.com.br é o oráculo da memória televisiva.  E neste livro ele reúne parte de sua memorabília novelística e condensa num delicioso almanaque. Pra conhecer, relembrar e se divertir por horas a fio. O meu exemplar foi autografado pelo moço, de quem eu sou, todos sabem, muito fã.

            ALMANAQUE DA TV – Bia Braune e Rixa (Ediouro)


           
            A história da TV, desde o seu lançamento no Brasil, passando pelo pioneirismo da “tv à lenha” ao vivo, os anos de censura até os dias de hoje. O livro passeia pelas novelas, programas de auditório, reality shows, relembra os grandes apresentadores, as musas e musos da telinha... Se você acha que já viu o nome dos autores em algum lugar, provavelmente foi nos créditos de abertura do Video Show, onde a história dos autores se confunde com a própria história do programa. Diversão garantida, o livro vai render momentos pra lá de divertidos.


            COLEÇÃO APLAUSO – Vários autores (Editora Imprensa Oficial)


             Simplesmente louvável o trabalho de resgate dos grandes nomes da dramaturgia nacional (tem TV, mas tem cinema e teatro também). São livros simples, mas feitos através de um grande trabalho de pesquisa. Da imensa obra disponível em catálogo, eu destaco as biografias Dina Sfat – Retratos de uma guerreira (Antônio Gilberto), Betty Faria – Rebelde por natureza (Tania Carvalho), Braulio Pedroso – Audácia inovadora (Renato Sérgio) e Maria Adelaide Amaral - A emoção libertária (Tuna Dwek).  São livros ótimos com um número razoável de páginas. E pra quem acha que comprar livros é um problemão, a boa notícia é que o site da coleção (http://aplauso.imprensaoficial.com.br) disponibiliza os livros em PDF gratuitamente. Tá esperando o quê? Corre lá!






E agora o livro que eu quero ganhar de presente de Natal:

O LIVRO DO BONI – José Bonifácio de Oliveira Sobrinho (Editora Casa da Palavra)


O homem, o mito. A TV brasileira como a conhecemos hoje só existe graças ao gênio criativo de Boni, responsável pela modernização da TV tanto criativamente quanto como um negócio.  Pelas entrevistas de divulgação e pelas críticas que saíram a respeito do livro, não há revelações bombásticas, apenas um grande apanhados de casos históricos sobra a TV e sobre Boni. Mas tudo indica que virá mais um grande almanaque. Eu já falei aqui que adoro um almanaque?


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...