É realmente surpreendente a facilidade com
que se pode baixar músicas e filmes pela internet hoje em dia. Seja por meios
legais ou pirataria, o fato é que os jovens e adolescentes mal sabem o que é
CD. Já vieram ao mundo com tudo ao alcance de um clique. O negócio é fazer download. Também não querem saber de
DVD. Assistem no próprio computador.
Até mesmo quem não é adolescente resolveu
aderir à moda de baixar tudo ou simplesmente ouvir/assistir online. Falo isso
porque sou motivo de piada com frequência. Toda vez que digo que estava ouvindo
um CD ou que comento o fato de querer ir a uma loja de CDs, alguns de meus
amigos dão risada. Quando falo que vou comprar um DVD então... sai de baixo! Só
falta me crucificarem. “Ninguém compra DVD! Pra que, se você pode baixar?”
Falando assim muita gente pode pensar que é o
fim dos CDs e DVDs, mas o que se observa é um nicho de mercado que vem
crescendo e ganhando cada vez mais espaço: o dos colecionadores inveterados.
Eles sempre existirão, por mais que toda a tecnologia do mundo esteja ao
alcance de suas mãos e por mais que pareça antiquado sair para comprar um CD ou
um DVD.
Nada substitui o prazer de passear por uma
loja de discos ou filmes, escolher entre os gêneros e títulos, descobrir
raridades ou até reencontrar algo marcante. E para quem gosta de ter o CD ou
DVD, nada mais gostoso do que a sensação de vê-los na estante do seu quarto.
Esse prazer vai muito além de possuir o produto em si. É como se você
mantivesse ai, ao alcance de suas mãos, vários momentos de diversão,
descontração, alegria e emoção. Vários “pequenos sonhos”.
E não são poucas as pessoas que curtem esse
hobby. Prova disso é que até os discos de vinil – condenados há mais de uma
década – voltaram com força total. Nas megastores é possível encontrar
reedições importadas de clássicos do pop e do rock em vinil, a preço de ouro.
Artistas nacionais não ficam de fora e também têm seus álbuns relançados em LP,
a preços bem salgados, o que mostra que público para comprá-los não falta.
No ano passado houve crescimento tanto nas
vendas de CDs como de DVDs musicais. De acordo com a ABPD – Associação
Brasileira dos Produtores de Discos – as vendas físicas (CDs + DVDs + Blu-Rays)
registraram crescimento de 7,6%, com a movimentação de R$ 312,3 milhões. O
número de lojas de discos (incluindo CDs e LPs) pode ter diminuído
consideravelmente, mas isso não significa que as pessoas tenham deixado de comprá-los.
A diferença é que hoje eles se concentram nas grandes lojas do ramo ou nas
virtuais.
Parece coisa do passado, mas comprar discos está mais "in" do que nunca
Reconheço a praticidade e a facilidade de
baixar filmes ou músicas. Afinal, é preciso se readaptar à nova realidade. Mas
continuo achando que colecioná-los é um dos passatempos mais prazerosos que
existem. E por mais que profetizem a extinção dos CDs e DVDs, acredito que eles
ainda terão vida longa pela frente. Sempre existirão os aficionados por
coleções e por todo o universo que as envolve, como ir à loja, passar horas se
deliciando entre os títulos, voltar para casa ansioso para ouvir ou ver o
produto adquirido. Não há tecnologia que acabe com esse ritual.
Esse é o país das cantoras. Muitas pessoas das artes vivem falando isso. Torneio do Melhores do Ano do programa popular de televisão do Faustão: Melhores Cantoras: Ana Carolina, Ivete Sangalo, Paula Fernandes. A melhor foi Paula Fernandes. Indubitavelmente, é a cantora do ano, pois se encaixa perfeitamente no médio gosto do ouvinte mínimo de música brasileira de hoje. Letras pseudo-poéticas do melhor dicionário de clichês da língua portuguesa. O Brasil ou boa parte dele, o que aparece na televisão, é sertanejo, no sentido mais pejorativo da palavra.
E a música mesmo? Pois bem, em terra de letras como “xa xa xu xu” ou “tche tche re tche”, qualquer letra que apresente uma oração soará como uma obra prima. Pontos para dona Paula e sua boa extensão vocal. O Brasil também é o país das cantoras de voz grave: Alcione, Ana Carolina, Ivete Sangalo, Claudia Leite e agora Paula Fernandes. Os únicos agudos permitidos são de Marisa Monte, que é mesmo um fenômeno até hoje, pois é pop e consegue ser popular fazendo ainda música de alta qualidade, até em um disco mais fraco, o retrô “O que você quer saber de verdade”, em que se apóia em melodias Robertianas. A cantora amadureceu, mas de certo modo estagnou, porém como é uma estrela, é algo desculpável pra uma criadora de melodias que grudam na nossa cabeça a cada disco. Aliás, uma dela casou com os personagens principais de Avenida Brasil, parece que os personagens foram criados a partir da música que fala de um término de uma relação apaixonada, a canção “Depois”, letra simples, melodia nem tanto e uma voz inconfundível que pode não ser a mais extensa, mas sobra no quesito personalidade.
As novelas têm sido ainda até hoje um bom canal equalizador de novos talentos, entre cantoras mais populares, como as mencionadas, que batem cartão nas tramas e algumas com carreiras mais desconhecidas, cada uma com uma característica única, mas todas com algo em comum: o fato de não tocarem nas rádios não especializadas em Música (Popular?) Brasileira.
Nomes como Roberta Sá, Thaís Gulin, Monique Kelssous estão sempre constando nos CDs nacionais das novelas, mas mesmo assim são pouco conhecidas, em frente a uma Maria Rita ou uma Maria Gadu que conseguiram sucesso por diferentesrazões, porém também com inegável talento como intérpretes ou compositoras.
Roberta ilustrou as paisagens de páginas da vida com a linda “Pra Mais Ninguém” (música de Noreno Veloso) em Páginas da Vida e deu o tom de Clara (Mariana Ximenes) na música “Fogo e Gasolina” em Passione. A cantora acabou de gravar seu quarto disco, Segunda Pele sempre reinventando algo da nossa música carnavalesca de outras décadas: no anterior, “Alô Fevereiro”, clássico na voz de Dóris Monteiro, canção do sempre ótimo Sidnei Miller, mais famoso pela composição da abertura da telenovela À Sombra dos Laranjais, “O Circo”, aquela do Vai, vai, vai começar a brincadeira... Nesse novo, Roberta regravou o raivoso frevo de Caetano imortalizado no disco legal, de Gal Costa, chamado “Deixa Sangrar”. A cantora também é do time das agudas, mas mostra mais afinação que a colega de mais sucesso, Marisa.
Thaís Gulin, com seu disco de nome sui generis “oooooooô” mostrou-se uma compositora de mão cheia com a faixa título, uma desconstrução do eu lírico masculino perpetuado por Chico Buarque e Benito de Paula que esperavam a cabrocha em vão no carnaval, mas por alguma desilusão esta não comparecia. Na faixa, ela é a tal e ameaça acabar com o carnaval do amado, num ataque delicioso de fúria. Também se mostra muito competente na escolha de repertório, como na deliciosa “Cinema Americano”, de Rodrigo Bittencourt, cineasta que compôs imagens de um homem nem sempre ideal, mas tão humano que cativa essa mulher que o decanta com frases geniais como “Prefiro o poeta pálido anti-homem que ri e chora”. Em novela ela veio com a romântica "Paixão”, bonito tema de Rodrigo Lombardi em Passione, música de Ivan Lins, mas um pouco mais convencional perto de sua criativa obra.
Já a doce, mas menos conhecida cantora e compositora, Monique Kessous, nos brindou com suas lindas melodias em “Ciranda de Pedra”, com o arranjo lindo que reproduzia o toque de realejo em “Essa Cor” e o tema do personagem de Nathália Dill em Cordel Encantado, “Coração”.
Outro novo talento que já está em seu terceiro trabalho é a cantora Céu, que lançou agora o lindo “Caravana Sereia Bloom”. A cantora que parece ter todas as melodias possíveis dentro dela como uma caixinha de música sempreconsegue uma musicalidade marcante em cada trabalho seu, como se pode comprovar com a linda “Retrovisor”, que em sua letra, trata de uma desilusão amorosa, com um arranjo que lembra o brega misturado com um bolero, com dois andamentos distintos, o primeiro mais agitado e depois mais lento, mais rocker. A cantora vem reacender o adjetivo moderno de modo nada pejorativo, é brasileiro sem ser regionalista, é contemporâneo e nada pretensioso. Ela teve seu trabalho conhecido pela atriz Fernanda Lima que fez questão que seu tema em Pé na Jaca fosse a molinha “Lenda”, bem condizente com seu papel de uma top model um tanto desencanada, Maria Bo.
Por último, uma espécie de Otto de saias, a cantora Karina Buhr, com sua ótima e irônica “Copo de Veneno” em que ela canta um simbólico suicídio, no seu cd “Longe de Onde” ou um rock parente das composições de Arnaldo Antunes, intitulado Cara Palavra, em que ela brinca com os significantes, com os “vazios” das palavras. A cantora também teve uma música na trilha (excelente, por sinal) da novela Cordel Encantado - Tum tum tum.
Há muitas outras cantoras únicas as quais por meio de suas diferentes musicalidades, umas mais pops, outras mais clássicas, compõem o painel da nova música brasileira. Porém, infelizmente, se não tivéssemos canais fechados como o Brasil ou as novelas que ainda apresentam certo esmero em suas trilhas, tais cantoras não teriam suas composições ou interpretações conhecidas.
Pra você, quais outras cantoras justificariam o texto acima?
As músicas com toda certeza são grandes responsáveis pela popularização das novelas e vice e versa. Muitas vezes ao ouvirmos determinados acordes já nos surge em mente a lembrança deste ou daquele personagem. Alguns temas viram clássicos, perdurando a lembrança da novela por anos e anos. Muitas músicas são compostas especialmente para as tramas outras são escolhidas já prontas e fazem o maior sucesso. Na lista a seguir, os meus temas musicais favoritos. Os que estão no meu mp3 e não me abandonam jamais!
ME CHAMA QUE EU VOU – SIDNEY MAGAL (RAINHA DA SUCATA)
Temas de Rainha da Sucata, impossível eu não me balançar escutando essa pérola da sensualidade (#not) de Sidney Magal. E a abertura é muito divertida.
AGUENTA CORAÇÃO – JOSÉ AUGUSTO (BARRIGA DE ALUGUEL)
De volta a tv no Canal Viva, Barriga de Aluguel foi um grande sucesso de Glória Pérez que trazia essa balada na abertura e que casa perfeitamente com a história da novela, embora não tenha sido composta especialmente para a trama.
NOITE PRETA – VANGE LEONEL (VAMP)
Umas das aberturas mais legais e divertidas dos anos 90, essa música é bem a cara da novela de Antônio Calmon que divertiu crianças e adultos na década passada.
O AMOR E O PODER – ROSANA (MANDALA)
Toda bicha que se preze já dublou (ou se imaginou dublando) essa pérola trash da Rosana. Tema da Deusa Vera Fischer (Jocasta).
PEDRAS QUE CANTAM – FAGNER (PEDRA SOBRE PEDRA)
“Quem é rico mora na praia, mas quem trabalha nem tem onde morar...” Fagner sabe das coisas, e a prova disso é essa filosófica frase que abre o tema de abertura de Pedra Sobre Pedra, de Aguinaldo Silva.
SONHO MEU – JOSÉ AUGUSTO E XUXA (SONHO MEU)
Assumo que bate uma nostalgia dessa época quando escuto Sonho Meu. Rainha Xuxa (sua linda!) e José Augusto (de novo!) embalando a trama que conta a história de Laleska (Carolina Pavanelli).
LINGER – THE CRANBERRIES (A VIAGEM)
Vou contar um segredo e não me trollem: quando eu era criança, na época em que passava A VIAGEM, eu morria de medo da dona Guiomar (Laura Cardoso) e, não riam, eu achava que quem cantava a música Linger era ela!! Hahahahaha. Delírios infantis. Anos depois me decepcionei ao descobrir que era o The Cranberries e não Laura Cardoso que cantava essa pérola dos anos 90.
PICADINHO DE MACHO – SANDRA DE SÁ (QUATRO POR QUATRO)
Foi a primeira novela da Globo que me pegou. A minha favorita de Carlos Lombardi. Eu adorava Babalu (Letícia Spiller) e a abertura, que trazia Sandra de Sá mandando ver.
IBIZA DANCE – ROUPA NOVA (EXPLODE CORAÇÃO)
“ÔOOOOOOOOO, Ibiza Dance!!!!” Minha abertura favorita de todas, Explode Coração, trazia Roupa Nova embalando o remelexo de Ana Furtado (sim, a querida-simpática-natural-expressiva apresentadora do Vídeo Show, #not).
REI DO GADO – ORQUESTRA DA TERRA (O REI DO GADO)
Acho que essa música representa muito bem a novela do Bené (sim, somos íntimos. Ok, isso foi estranho...)
UNICAMENTE – DEBORA BLANDO (A INDOMADA)
Prefiro a abertura do Vale A Pena Ver De Novo com essa música do que a versão original com Maracatudo. ProntoFaleiTôLeve!
ESPERANÇA – LAURA PAUSINE (ESPERANÇA)
Acho que esperança era uma história legal que Benedito deixou muito chata. Mas quando vejo o clipe não deixo de amar aquelas imagens lindas da Itália ao som de Laura Pausine.
DIVANO – ERA (UM ANJO CAIU DO CÉU)
Levei anos para descobrir o nome dessa música. Divano é um canto gregoriano lindo que eu uso para aulas de teatro e etc. E pasmem, mesmo não sabendo o nome todo mundo que ouve associa à novela Um Anjo Caiu Do Céu.
ALÔ ALÔ BRASIL – EDUARDO DUSSEK (AS FILHAS DA MÃE)
Gostei muito dessa novela de Sílvio de Abreu e a abertura super criativa era um luxo.
A MIRAGEM – MARCUS VIANA (O CLONE)
“Someeeeeeeente por amooooooooorrrrr...” –Lucas!! –Jade!! –Jade!! –Lucas!! E assim passaram-se capítulos e mais capítulos até que o casal interpretado por Murilo Benício e Giovanna Antonelli tivessem seu final feliz. Até lá foram muitas cenas embaladas por Marcus Viana. “Someeeeeeeente por amoooooooorrrr”.
VIVIR SIN AIRE – MANÁ (MULHERES APAIXONADAS)
Hora de reviver nosso casa lésbico favorito, Clara (Alinne Moraes) e Rafaela (Paula Picarelli). Como não amar essa música tão legal?? Essa balada integra o cd que tem uma das melhores trilhas de todas, Mulheres Apaixonadas. Na minha opinião, claro.
SE QUISER – TÂNIA MARA (PÁGINAS DA VIDA)
Enquanto Isabel (Viviane Pasmanter) não decidia se queria ou não ter um tche tchere re tche tche com Renato (Caco Ciocler), Tânia Mara se esgoelava cantando essa música que tocou 2006 por diante... É brega, mas eu gosto.
SINHÁ MOÇA – LEONARDO (SINHÁ MOÇA)
Além da imagem de cinema, que deixava as cenas belíssimas, a única coisa dessa novela que eu gostava era a abertura com essa música, cantada por Leonardo, de quem não sou fã, que fique claro. Passei a gostar mais da novela quando passou no Vale A pena Ver De Novo...
REDESCOBRIR – ELIS REGINA (CIRANDA DE PEDRA)
“Como se for a brincadeira de rodaaaaa....” Amei essa novela linda de Alcides Nogueira, baseado no romance de Lígia Fagundes Telles. Muito linda, adorava, e a abertura embalada por Elis deixava minhas tardes ainda mais românticas... “Jogo do trabalho na dança das mãos...”
ORAÇÃO AO TEMPO – MARIA GADÚ (A VIDA DA GENTE)
Encerro meu post com a música de A Vida Da Gente. “Tempo, tempo, tempo, tempo...” Essa belíssima canção de Caetano Veloso teve uma releitura produzida para a novela de Lícia Manzo e tem tudo a ver com a história das irmãs Ana (Fernanda Vasconcellos) e Manuela (Marjorie Estiano). E a novela já ta acabando... Onde vou achar doses de angústia meu Deus???
“… I have nothing, nothing, nothing… If i don't have you…”
Por incontáveis vezes cantei esses versos. Ou melhor, por infinitas vezes cantamos esse lindo verso dessa igualmente linda canção e ouvimos com alma aflorada e sentimento profundo a sublime voz de Whitney Houston. Não, essa voz não se calou e Miss Whitney não morreu. Uma vez ouvi dizer que um artista não morre nunca, pois sua obra o perpetua ao longo dos tempos. E eu sei que durante muito tempo em minha vida ela vai viver. Que não seja imortal posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure.
À Whitney, com carinho.
“Estranho mas eu já me sinto como velho amigo seu. Faz parte de meu show tê-la em minhas sensíveis lembranças auditivas. O primeiro filme que me lembro ter visto na TV e que realmente capturou a minha atenção. Aquela voz, meu Deus e que voz! Aquele romance com um cara durão que tentava a todo o custo enquadrá-la em seus parâmetros... Uma de minhas sinopses prediletas. É complicado imaginar que tudo isso acabou. Para mim não acabou e jamais acabará. Eu vou renovar essa magia a cada dia dentro de mim. Esse encanto não irá se quebrar!
És um ser de luz com supremo dom de, através de sua consagrada voz, iluminar a todos que podem lhe ouvir. É algo que transcende limites e razões. Basta fechar os olhos e mergulhar na melodia, vivenciar todo o sentimento emprestado à canção e tão logo surgem os sinais: transbordam pelos cantos dos meus olhos diamantes líquidos caídos sobre maçã do rosto. São as lágrimas, a mais congruente expressão da nossa alma se fazendo perceber. E descendo, vai fazendo curvas em meu pescoço, se envolvendo ainda mais em meu corpo para chegar ao peito e nele se infiltrar. Atravessa artérias, circunda as células e invade o coração. O meu coração é o grande palco da paixão, é onde aperta a saudade e pulsa forte emoção. Meu pensamento viaja e vai buscar um bem-querer. Fundamental é mesmo o amor: é impossível ser feliz sozinho... A música parou de tocar e eu não escuto mais a sua voz. É hora de despertar, mas não sem antes lhe dizer:
As estrelas brilham sem saber, mas cada vez melhor.
Pois foi só você aparecer, todas desceram pra ver você brilhar de cor.
O que mais chamou minha atenção: sua expressão sutil.
Isso eu já não posso esquecer porque não foi só visão.
O coração sentiu.”
Ao longo dos 27 anos de uma brilhante carreira, iniciada profissionalmente em 1985, Whitney recebeu 415 prêmios, tornando-se a artista mais premiada de todos os tempos no cenário musical internacional. São 2 Emmy Awards, 6 Grammy Awards, 30 Billboard Music Awards e 22 American Music Awards.
Detém junto com Michael Jackson, a marca de 8 American Music Awards vencidos numa única noite. Também recebeu onze Billboard Music Awards além de ser a maior vencedora de WMA’s numa única edição, com cinco prêmios no World Music Awards de 1994.
Tais índices ainda inalcançáveis só comprovam o que todos sabemos: não és mais uma na multidão cantante do mundinho pop.
“O que o estilo de Whitney fez foi vender a melodia, mas vender para valer, e vender a sua voz com ela, mostrando que tinha a habilidade de levar consigo todo um coral, em direção à lua. Whitney tinha esse poder com ela, enquanto várias outras cantoras não conseguiam isso e viviam pagando mico, tentando chegar lá” - J. D. Considine, crítico musical do The Globe and Mail.
“Quando eu comecei minha carreira, queria ser como ela” - Celine Dion, cantora
“As suas notas alcançaram os lugares aos quais a maioria dos cantores gostaria de conquistar. Incrível influência sobre a música como um todo” - Toni Braxton, cantora.
“O primeiro CD que comprei na minha vida foi de Whitney Houston” - cantora de country LeAnn Rimes.
“Uma das maiores vozes do nosso tempo” - Jennifer Lopez, atriz e cantora.
“Sem palavras. Apenas lágrimas”. – Rihanna, cantora pop.
Como estrela que sempre foi Whitney Houston embarcou rumo ao ponto mais alto do céu e de lá, sob a luz dos holofotes, cantará sem cessar no coração de todos nós que mantivermos sua arte viva.
E penso que os anjos vão cantar pra ela, preocupadíssimos em acertar as notas. Thank you, Miss Houston.
Geralmente nas comunidades ou blogues sobre teledramaturgia há uma tendência de se reverenciar mais o passado, o que não se viu. Tentamos suprir isso por meio da memória e pesquisa de cada um dos aficcionados pelo gênero telenovela. Um dos elementos sempre citados, para o bem e para o mal, são as trilhas sonoras que acompanham essas novelas, hoje em dia, cada vez mais feitas de retalhos musicais de outras histórias já conhecidas, o que dói no coração de quem as assiste há mais tempo.
Contudo, algumas vezes, temos excelentes surpresas que nos fazem ter esperança quanto ao cuidado com tão importante componente, como a trilha da novela Cordel Encantado, muito bem escolhida, com os temas bem próximos das descrições das personagens.
Pensando nesses temas que nos acompanham, veio-me a ideia de fazer uma espécie de linha de tempo de temas musicais. Porém como seria possível enumerar de modo geral temas e personagens? Resolvi optar por afunilá-los, ressaltando um tipo muito adorado entre os amantes do gênero, as vilãs das telenovelas.
Nota-se que hoje em dia, grandes personagens muitas vezes não têm temas específicos. Grandes nomes como Nazaré, Laura, Maria Altiva e atualmente Tereza Cristina, por exemplo, para citar a bola da vez, pois há controvérsias quanto à notoriedade de uma ou de outra, exibem apenas temas incidentais ou temas sem relação à verdadeira característica dessas personas.
Refiro-me a temas nacionais, aqueles que por meio da nossa música e língua expressam características desses personagens, tão comuns nas histórias, mas que exibem sempre um diferencial entre si, seja na interpretação do ator que o faz ou por que não dizer, na música que os acompanha.
Na trilha da novela citada, de Duca Rachid e Thelma Guedes, a qual teve como vilã uma condessa, uma espécie de "Morgana" que vem parar no agreste (Débora Bloch), não se pode deixar de ressaltar a letra do cantor singular e compositor estreante Filipe Catto, a metalingüística e soberba "Saga", que exibe uma letra intrincada, contando a história de um ser bem mais afeito à maldade, que não sabe lidar com um sentimento tão puro como o amor, traduzido em versos da canção que diz "Enquanto andava maldizendo a poesia, eu contei história minha pr’uma noite que rompeu" ou no refrão "...E nessa saga venho com pedras e brasas", o que ajuda bastante a moldar essa diabólica e dúbia mulher.
Do mesmo modo, ao assistir a um capítulo da reprise da novela Mulheres de Areia, observei o tema das personagens das gêmeas, tão distintos quanto elas, a linda canção "Figura", acertado tema feito por Orlando Moraes, e a outra canção, " Ai, ai, ai, ai , ai ", a mais perfeita tradução de Raquel, a gêmea má, feita por Ivan Lins, uma composição inspiradíssima que diz na letra... "nosso amor é uma vereda"... e finalmente o refrão que resume a personagem "É as vezes tudo é lindo às vezes tudo engana... mas basta um beijo teu e eu, ai ai ai ai ai ai", o que sintetiza o canto de sereia e o caráter sinuoso dessa mulher.
Como já se faz bastante tempo desse excelente folhetim de Ivani Ribeiro, passou-me pela cabeça tentar lembrar-me da primeira personagem com aspectos vilanescos a que assisti e me veio à cabeça a figura de Fernanda, Dina Sfat, criação de Janete Clair no clássico Selva de Pedra, e curiosamente descobri que seu tema nacional tem o irônico título de "Corpo sano em mente sã", uma composição de Marcos Valle, que fala de uma mulher que pratica esportes e "joga tênis de manhã ", mas por outro lado, joga igualmente com a vida das pessoas, o que nos permite ter uma dica do que pode vir a ser esse personagem.
Já, no remake, em 1986, o mesmo personagem, agora feito por Christiane Torlone, recebeu um tema bem mais direto que mostrava mais claramente o caráter sedutor e caprichoso da personagem, a bela "Perigo", de Nico Resende, imortalizada por Zizi Possi, que dizia "Perigo é ter você perto dos olhos, mas longe do coração", ressaltando a possessividade dessa personagem marcante.
Também algumas vezes esses temas foram mais associados ao romantismo ou até ao lado mais carnal, pois de modo um tanto clichê, associou-se muitas vezes o sexo à vilania, como é o caso do tema de Catucha Karany (Débora Duarte), em Coração Alado, mulher rejeitada, mas líder da relação que vai caçar o ser amado "na cama sem segredos", como diz a música "Momentos" de Joanna e Sara Benchimol, cantada pela primeira.
Falando ainda em personagens rejeitados temos ainda em Alma gêmea a inesquecível "Diz nos meus olhos" (Inclemência), que combina muito com a personagem sempre enjeitada Cristina feita perfeitamente por Flávia Alessandra. Um verso demonstra a que vem a ser a personagem "devolve meus dias, minha alegria, diz nos meus olhos, verdades ruins..." cantado sofregamente por uma cândida Zélia Duncan .Outra canção relacionada à sensualidade desse tipo de personagem é a versão de Nelson Motta de um compositor italiano, que serviu de tema à charmosa vilã feita pela ótima atriz Dora Pellegrino, em Livre pra voar, a sibilante "Veneno", cantada de forma um tanto lasciva pela voz igualmente sensualizada e moderna de Marina Lima.
Quando se fala em vilãs não se pode deixar de mencionar uma que é a amoralidade em pessoa, Maria de Fátima Acciolly (Vale Tudo), outra vez Glória Pires, com seu tema, "Pense e dance", do grupo Barão Vermelho, rock pop que representava em seu andamento a velocidade com que a personagem agia no inicio da história para atingir seus escusos objetivos.
Entretanto há vezes uma certa falta de imaginação; isso pode ser dito pelo fato da música "Erva Venenosa", do grupo Erva Doce, ter sido usada pelo menos duas vezes: há pouco como tema das vilãs cômicas de Escrito nas estrelas, Sofia e Beatriz (Zezé Polessa e Débora Fallabella) e antes em 2001, tema absoluto da vilã Laila, de Um anjo caiu do céu, outra criação de Christiane Torlone, dessa vez mais cômica que a ensandecida Fernanda.
Por falar em comicidade, é curioso recordar o tema da vilãníssima Andrea Souza e Silva, vivida magistralmente por Natália do Valle em Cambalacho, de Silvio de Abreu. Era o rock "Perigosa", da obscura banda Syndicatto. A música virou uma grande brincadeira, como uma espécie de prefixo musical toda vez que a personagem agia de modo cruel, com seu refrão "Perigoooosa" .
Tivemos ainda bolas furadas como em A Favorita. A música de Lenine, "É o que me interessa", uma canção triste e delicada de certo modo esvaziou-se quando se soube que a dona do tema era na verdade uma psicopata. Talvez nesse caso uma música instrumental neutra fosse melhor.
Já, um ano depois, vemos do mesmo Lenine, a excelente "Martelo Bigorna", que casa perfeitamente à personagem da ambiciosa Ivone (Letícia Sabatella), em Caminho das índias. Curioso é que se pode afirmar até que a música nesse caso ajudou muito a melhorar a personagem, com seus volteios de arranjo marcado por violinos, o que combinava com as idas e vindas da misteriosa e cínica vilã de fala doce.
Já, voltando um pouco no tempo, muito mais direto é o tema da vilã absoluta do sucesso de Silvio de Abreu, Guerra dos Sexos, Carolina, vivida excepcionalmente por Lucélia Santos. Temos um autor/ cantor bissexto em novelas, Raul Seixas, cujo eu lírico descreve a amada com desígnios "românticos" como " megera do amor", "vil caipora" e "jiboia do amor" em sua linda música "Lua Cheia"... que cai como uma luva para a amoral personagem que brinca com o amor do homem vivido por José Mayer, o heroico lutador Ulisses. Também outro tema marcante da mesma atriz é o de sua primeira vilã, Fernanda, de "Locomotivas", o soul "Coleção", cantado por Cassiano, que diz "sei que você gosta de brincar de amor" e "um dia você vai sentir por alguém o que hoje eu senti", o que denota a inconsequência da personagem , uma menina mimada, vilã de uma novela mais leve, mas um personagem muito bem escrito pelo saudoso Cassiano Gabus Mendes.
Porém ainda, além da já citada "Saga", tivemos dois bons exemplares de temas muito bem aproveitados nos folhetins. A cruel e amarga "Além do paraíso", tema de Judite em Caras e Bocas (Débora Evelyn) a qual diz em seus "puros versos" "perversa serpente do mal, mentirosa e traidora"... vestida nas vestes mais lindas, quem vê diz que é boa pessoa " e por aí vai destrinchando todas as qualidades dessa vilã , ora tipo, ora humanizada pelo desprezo sofrido, em uma letra quilométrica de Totonho Villeroy e cantada pela excelente Jussara Silveira.
E, por "fim", ao o tema daquela vilã que mereceu uma cena final apenas para ela na trama de Sílvio de Abreu, "Passione", a vilã/mocinha/ Clara com a ótima Fogo e Gasolina, composição de Pedro Luis e do letrista Carlos Rennó, que continha versos como "Você é um avião, eu sou um edíficio, eu sou um abrigo, você é um míssil" que denota a perfeita combinação entre a vilã e seu parceiro. Porém, também dessa vez a composição foi mais adequada do que o casal em si, que naufragou devido a uma composição inadequada do ator.
Claro que muitas outras canções poderiam ser citadas, das vilãs que amamos odiar, por isso convido vocês que lerem esse post a enumerar as que vocês gostam, juntamente com o tema, seja ele passional, sensual , amargo etc.
A vilania apresenta muitas faces, por isso sempre queremos expiar nossas pequenas maldades e atos nem tão corretos por meio da ficção.
Começou na Banda Eva, conquistou o público, se destacou e partiu pra uma bem sucedida carreira solo. Já são mais de 12 milhões de discos vendidos. Respeitada, admirada e polêmica, ela se tornou um dos ícones da música brasileira. Desde já agradecemos a Ivete Sangalo por ter topado bater um papo conosco. Confiram!
Isaac Abda - Você se define uma “workaholic”? Como faz para conciliar com a vida pessoal?
Ivete Sangalo - Eu sou apaixonada pelo que faço, e por isso trabalhar para mim é um prazer. Trabalho muito, mas com amor.
Isaac Abda - Quais as lembranças mais latentes do início de carreira? Em algum momento pensou em parar?
Ivete Sangalo - São tantas... Os primeiros shows, a primeira vez que uma música minha tocou na rádio.... Parar, nunca! Cantar pra mim é realização, é aonde eu me encontro!
Thiago Henrick - Quem te inspira? Quais são seus ídolos. "Nossos ídolos ainda são os mesmos?"
Ivete Sangalo - Os meus são! (risos) Amo Stevie Wonder, é o meu maior ídolo. Amo as grandes cantoras nacionais... Bethânia, Gal, Marisa, Nana...
Thiago Henrick - Eu já ouvi várias interpretações excepcionais suas para grandes compositores como Gonzaguinha (Tá Na Cara), Adoniran Barbosa (Trem das Onze), Caetano Veloso (Menino do Rio), Gilberto Gil (Assimétrico). Todas com um refinamento muito assoviável. Já pensou em mudar radicalmente seu estilo musical? Acha que isso comprometeria seu já acostumado grande público?
Ivete Sangalo - Eu sou uma cantora de axé. Sou apaixonada por música, e é sempre maravilhoso poder regravar músicas que você gosta, de compositores que você gosta... Mas mudar de estilo não.
Isaac Abda - Você tem a exata noção da influência que exerce sobre os seus fãs? Você mesma atualiza o seu perfil no twitter (aqui), que já conta com mais de quatro milhões de seguidores?
Ivete Sangalo - Tenho sim, e é por isso que eu procuro estar sempre com eles, conversando, trocando ideias... É uma das melhores coisas que um artista pode ter. E eu uso o twitter por isso, posso ter esse contato em tempo real com eles.
Isaac Abda - Dona de uma beleza tipicamente brasileira e de despertar inveja em muitas mulheres. Como faz para mantê-la?
Ivete Sangalo - Bondade sua! (risos) Mas tento estar sempre bonita para os meus fãs, malhando, com uma alimentação saudável e balanceada...
Junior Bueno - Durante o Carnaval da Bahia você passa horas se apresentando em cima do trio. “O que é que a baiana tem”, capaz de cantar e dançar sem perder o ritmo, especificamente, nessas apresentações carnavalescas de longas durações?
Ivete Sangalo - Muito dendê no sangue! (risos) A gente se prepara muito para aguentar o pique, porque tem que dar o melhor, né? Aquele povo todo vendo a gente...
Isaac Abda - No último Rock in Rio você foi prestigiada e o seu show foi bem recebido por todos ou pela maioria dos presentes. Mesmo sendo tão querida, essa reação positiva generalizada, te surpreendeu?
Ivete Sangalo - Não... Eu sabia que o público iria me respeitar, independente de qual tenha sido o artista que ele tenha ido ver. Foi uma festa da música, e as pessoas entenderam isso.
Junior Bueno - Você está num crescente rumo a uma carreira internacional e indiscutivelmente este é o seu melhor momento. Ao mesmo tempo você passa a imagem de alguém extremamente simples e é sempre solícita aos seus fãs. Qual é o seu segredo pra ter os pés no chão e não ter se tornado uma artista esnobe?
Ivete Sangalo - Não vejo lógica em ser o contrário. Se cheguei aonde cheguei, foi graças aos meus fãs que sempre estiveram presentes, me apoiando, indo aos shows. Eles são parte fundamental de todas as minhas conquistas, e é a eles que eu devo cada vitória.
Isaac Abda - Algum dia você cogitou seguir carreira artística na TV?
Ivete Sangalo - Nãooo! Minha praia é cantar! (risos) Adoro atuar, fazer essas participações. Sempre que pintar o convite, quero ir. Mas meu negócio é música! (risos)
Isaac Abda - O que pode nos contar sobre a sua personagem em “As Brasileiras” que será exibida no próximo ano na Rede Globo?
Ivete Sangalo - Foi muito bacana de fazer... A personagem é massa, e foi uma experiência que me engrandeceu enquanto artista. Toda a equipe é muito competente, e me tratou com muito carinho.
O “Posso Contar Contigo?” agradece a gentileza e deseja ainda mais sucesso!
Ivete Sangalo - Eu é que agradeço o carinho de vocês! Podem contar comigo. (risos)