domingo, 26 de agosto de 2012

"Lado a Lado" vem aí... Sucesso à vista?!



Por Isaac Santos

Fim de ano repleto de boas expectativas relacionadas à teledramaturgia. A Globo lançará Lado a Lado, dentre outras, a Record, Balacobaco [não curti o título, mas depois de Morde e Assopra... falarei sobre a da Record num próximo post]. Ambas, em substituição a algumas produções infelizes.

O horário das seis da TV Globo já foi considerado a vitrine das novelas de época. Hoje essas tramas já não são apresentadas ao público em constância, mas vez que outra, quando a emissora decide por apostar nelas, o público corresponde positivamente. Óbvio, que desconsiderando uma ou outra flopada.

Não me perguntem nada sobre a atual produção das seis, pois não comprei a idéia de Amor Eterno Amor [se isso não bastasse, corro pras colinas só de imaginar as perucas protagonistas da Elizabeth Jhim], o que contribui para a minha torcida por uma Lado a Lado que me prenda do início ao fim. Ah! Falo assim como se os autores estivessem escrevendo uma carta pra mim. Ora, ora, Isaac, menos, né?! Mas, pensando bem, há novelas que de tão bem desenvolvidas, estabelecem uma relação com o público, que mais parecem um diálogo entre personagens e telespectador. A gente vê um capítulo e fica paralisado, imaginando: “porra, mas parece que esse personagem é real... olha isso, isso acontece mesmo... e essa fala, e esse posicionamento, e essa intenção... essa novela é booooooooouuuua”.

Continuando a louvável fase de revelação de excelentes autores, a maioria com uma carreira construída por colaboração em obras de novelistas já consagrados, a Globo tem se dado muito bem, e é justo que se diga, a emissora está de parabéns por abrir esse espaço, mas não faz nenhum favor aos profissionais em questão, pois são estes o futuro da teledramaturgia brasileira.

João Ximenes Braga, Denis Carvalho, Gilberto Braga e Cláudia Lage
Walter Carvalho
Jayme Arôxa
Beth Filipeck
Cláudia Lage e João Ximenes Braga são os responsáveis por Lado a Lado. Ele integrou a equipe de Gilberto Braga em Insensato Coração e Paraíso Tropical. Ela colaborou com Manoel Carlos em Viver a Vida. E essa dupla está muitíssimo bem amparada. A fotografia da novela, sob os cuidados do respeitado diretor Walter Carvalho, que na telinha desempenhou a mesma função em O Rei do Gado e em Renascer, no Cinema, dentre outros, no Filme Central do Brasil.
Vinícius Coimbra
Vinícius Coimbra, o diretor geral, tem sido tão cuidadoso com todos os detalhes, que convidou também um bom profissional de dança para recriar um clima que nos remeta à época do surgimento do samba. Ninguém menos que o Jayme Arôxa, presença certa no júri das edições do “Dança dos Famosos” e muito gabaritado no meio artístico. E, Beth Filipeck como figurinista, pra levar as mulheres à loucura, diante do que verão na telinha. Tudo com a devida benção do Dennis Carvalho, diretor de núcleo, e do Gilberto Braga, supervisor da trama.

E o elenco? Dispensa apresentação detalhada, vide a maioria dos nomes de peso: Patrícia Pillar, Isabela Garcia, Milton Gonçalves, Débora Duarte, Lázaro Ramos, Camila Pitanga, Marjorie Estiano, Cássio Gabus Mendes, Beatriz Segall, Bia Seidl, Caio Blat, Maria Padilha, Paulo Betti, Tuca Andrada, Guilherme Piva, Maria Clara Gueiros, André Arteche, Werner Schünemann, Thiago Fragoso, Rafael Cardoso, Daniel Dalcin, Klebber Toledo, entre outros.


Um pouco mais de Lado a Lado: Rio de Janeiro, 1903. A cidade vive mergulhada no sonho de ser uma Paris nos trópicos, como capital da jovem república que o Brasil era. A Lei do Ventre Livre estava em vigor há apenas 32 anos, e a Abolição da Escravatura completava 15 anos. A primeira geração de negros livres do país e os ex-escravos egressos do campo criam espaços de convivência nos grandes centros urbanos. Celebram as raízes africanas, criando uma cultura própria. De cada um desses mundos vêm as duas heroínas de Lado a Lado: Laura (Marjorie Estiano) e Isabel (Camila Pitanga), prontas para construir uma ponte entre esses universos, feita de confiança, respeito e amizade.
Caprichoso, o destino faz com que as duas se conheçam no dia dos seus casamentos, em plena igreja, vestidas de véu e grinalda. Laura está noiva de Edgar (Thiago Fragoso), filho do poderoso senador Bonifácio (Cássio Gabus Mendes). Essa união é a última esperança de sua mãe, a ex-baronesa Constância, reconquistar o status social perdido com o fim da monarquia. Mas Laura não tem mais certeza do amor por Edgar... Ela sonha em trabalhar como professora e escrever – o que era praticamente proibido para as mulheres de elite como ela.

Já Isabel está realizando um sonho: casar com Zé Maria (Lázaro Ramos), o seu grande amor. Nascida livre, Isabel trabalha desde os 14 anos, na casa da Mme. Besançon (Beatriz Segall), com quem aprendeu a falar francês. Elegante e musical, ela encanta quem a vê dançando nos cordões de carnaval. Mesmo morando em um cortiço e ganhando pouco, ela e Zé sonham em vencer na vida, em serem respeitados em uma sociedade muito preconceituosa.
Mesmo com origens tão contrastantes, Laura e Isabel vêem nascer uma grande amizade nesse momento tão especial. Suas histórias de vida após esse dia serão muito diferentes do que elas estão imaginando – mas estarão sempre ligadas. Muitos desafios vão testar a coragem e a força dessas mulheres à frente do seu tempo.


Adoro novelas que retratam a nossa história, sem didatismo, sem perder as características do bom e velho folhetim. Dúvidas que será uma novela bem sucedida? Nenhuma! Só espero que a audiência corresponda... e que eu possa chegar do trabalho em tempo hábil de assistir aos capítulos no exato momento de exibição. Quero ser um dos #TeamLadoALado, como se denomina os fãs no twitter (risos). Sorte aos envolvidos no projeto!
Fotos: Globo.com
Vídeo: You Tube

11 comentários:

  1. confesso que estou muito feliz com o resultado e com tentativas de novos autores tanto aqui qto na record..as do sbt eu não vejo, não consigo.
    Essa novela é bem gilbertiana, diria eu, elenco fera...a Patricia Pillar ainda não me desceu muito e é uma trama de época....acho corajoso alguém fazer tipo de novela assim, nessa lei do populacho, das periguetes e dos vilões cômicos...tb acho que será boa,só estou tentando adivinhar do que o povo , inclusive o noveleiro vai reclamar dessa novela.

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  2. rs, tomara mesmo que não haja nenhum motivo pra reclamações pelos telespectadores, né Edu?

    Valeu pela leitura, comentário, queridão.

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  3. Estou aguardando. Minha medida para as teledramaturgias é assistir aos primeiros 10 capítulos. Quando digo medida, obviamente não me refiro a nenhuma forma de crítica, pois não sou o mais especializado nesse terreno. A minha crítica é dizer se gosto ou não gosto do trabalho. Pura opinião. Nem analiso nada tecnicamente, mas do ponto de vista se me agrada ou não, se vale a pena perder uma hora na frente da televisão, ou se é preferível gastar meus valiosos minutos com meu próprio trabalho, que não é pouco. Se nos 10 primeiros capítulo, a trama me agradar, os núcleos me convencerem, os persongens me conquistarem, daí sim apostarei nos outros 150 ou 200 capítulos que sejam. Abraço, Isaac
    www.novelaparaler.blogspot.com

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    1. Também tenho alguns critérios pra sentir se continuarei ou não a ver uma novela, mas não estabeleço quantidade de capítulos, gosto de passar daquela fase de apresentação dos personagens.

      Sempre bom tê-lo por aqui, querido!

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  4. Tem tudo para ser um baita novelão! As chamadas estão lindas e convidativas, troço por isso!

    http://brincdeescrever.blogspot.com.br

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    1. Estamos todos nessa mesma torcida, meu caro... abraço!

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  5. Sucesso?
    Só se for de crítica, porque audiência, vai ser difícil.

    Vai ser uma FORÇA DE UM DESEJO! Excelente qualidade, mas audiência baixa!

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    1. rs, eu já tenho uma impressão diferente, acredito que além da crítica, a novela terá uma audiência superior ao esperado.

      Valeu pela leitura e comentário, brother!

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  6. DIGO isso pois enfrentará horário político em plena estreia e depois horário de verão!
    :)

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  7. Super ansioso: bela retratação de época e abordagem de assuntos de cunho histórico bem interessantes - a favelização do centro do Rio de Janeiro no começo do século XX, o começo do samba e da figura do malandro carioca, a vida dos ex-escravos...

    Torcendo para que tenha o reconhecimento do público. Se bem que em tempos de nivelamento por baixo da teledramaturgia em prol do que chamam de classe C não me surpreendo se não for bem aceita. Mas acho louvável uma trama mais contida e de época na atual conjuntura.

    Pode ser também que se mostre, em vez de uma nova Força de um Desejo, uma nova A Vida da Gente: um pouco abaixo da meta de audiência, mas que gerou bastante repercussão.

    No aguardo!

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  8. Muito bem falado, Lip... torçamos todos. Ah! Sempre bom te ver por aqui.

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