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terça-feira, 5 de novembro de 2013

Bate-papo com o roteirista Jhésus Tribuzi Lula

Ele é formado em Arte e mídia pela UFCG (Universidade Federal da Paraíba), trabalha no audiovisual desde 2009 e participou da feitura de vários curtas locais, seja como assistente de direção ou diretor de fotografia. E, mais especificamente, no campo dos roteiros, foi co-roteirista de "Ato institucional" e "O desejo do morto". Recentemente se inscreveu no concurso NETlabTV, e está entre os vencedores do mesmo. O convidei prum bate-papo, ele topou e desde já agradeço pela solicitude. Confira! 

Por Isaac Abda

O que faz o Jhésus?

Jhésus Tribuzi Lula – Eu trabalho com cinema e fotografia, basicamente. O primeiro é prioridade e o segundo ajuda a pagar umas contas. Claro que esse negócio de "trabalhar com cinema" é complicado. Eu sou de Campina Grande, trabalho aqui. É uma situação completamente diferente de quem trabalha com isso em Pernambuco ou em São Paulo, por exemplo. Com cinema eu trabalho mais como diretor de fotografia, quer dizer, passei um tempinho fazendo isso e só de um ano e meio pra cá que comecei a levar a questão do roteiro mais a sério. Se eu pudesse escolher, ficaria só com roteiro, mas, por enquanto, a realidade daqui não permite esse luxo não.

A paixão por Cinema/roteiros é desde sempre?

Jhésus Tribuzi Lula – Ah, sempre. É um troço meio masoquista. Minha mãe vivia me levando pro cinema, então peguei o hábito. Depois você começa a se interessar mais e quer ver mais filmes, pesquisar, estudar, então o caminho foi mais ou menos esse: ver filmes e querer trabalhar na área. Passei por cineclube também, então posso dizer que tive experiência como espectador, "exibidor" e "produtor".

Tua família dá apoio, acredita em teu potencial sem precisar de realizações que comprovem?

Jhésus Tribuzi Lula – No começo foi estranho. Todo mundo da minha família é engenheiro, praticamente. Gente prática, exata (com o perdão do trocadilho). Meu avô trabalhou num banco, então eu era o doido da família, né? Claro que deram apoio, mas demoraram pra entender o que eu fazia exatamente. Como eu te disse, a realidade daqui não é a realidade de São Paulo. E, mesmo que fosse, não é a mesma realidade de Los Angeles, então o povo daqui era meio 8 ou 80, ou achava que eu ia pedir esmola no sinal ou achava que ia ganhar um Oscar (risos).


Mas em algum momento você teve dúvida de estar realmente no caminho certo?

Jhésus Tribuzi Lula – Sim, sim, várias vezes. Tem um peso de mais de 100 anos de cinema nas minhas costas (risos) e vários outros séculos de literatura, narrativa e, cá entre nós, a experiência de fazer um filme é horrível. Só é bonito quando você assiste making of que tá todo mundo rindo e feliz, mas é um labor, de fato. Não estou dizendo que é a pior coisa do mundo, mas envolve muito mais trabalho do que as pessoas acham. Fazer cinema é meio que aprender a lidar com contenção de desastres. Você se planeja para que as coisas deem o menos errado possível, e acho que no começo isso foi horrível pra mim. Ter de lidar com a frustração e, pior, com ego de tudo quanto é tipo de gente. Passei um tempo afastado disso, pra falar a verdade. Antigamente eu terminava um projeto dizendo que nunca mais ia fazer nada. Depois passou e, eu não tenho muitas opções. É o que eu gosto de fazer, o que me interessa, me anima (no sentindo que o Barthes usa e tal), ou seja, às vezes é uma merda, mas é o que eu gosto, então é aguentar e seguir.

Você soma mais frustrações que vitórias?

Jhésus Tribuzi Lula – Não. Veja só, eu comecei em 2009. Não é muito tempo, mas dá pra ver a diferença. Eu e meus amigos começamos como um "bando de doido", e hoje a gente conseguiu se entender e se estabelecer de uma forma que já dá pra pensar em abrir uma produtora e de ter projetos em vista. Os curtas deram certo, em sua maioria, não só porque foram finalizados, mas porque foram vistos, passaram em festivais e, principalmente, porque deram experiência pra todo mundo. Então, tá sempre melhorando. E quando dá merda, a gente se arrepende, mas a experiência fica.


Fale mais dessa trajetória...

Jhésus Tribuzi Lula – Então, eu cursei arte e mídia, na UFCG. Não é um curso de cinema, mas acabou formando muita gente que trabalha com isso, e foi lá que tive meus primeiros contatos com historia da arte, estética, análise visual, fotografia, direção e os primeiros contatos com a desgraça que é trabalhar em equipe (risos) ou lidar com gente no final do curso. Meu tcc foi sobre adaptação cinematográfica de obras da literatura fantástica e acabei dirigindo um filme, e deu tudo tão errado que quase desisti. Felizmente, esse filme se perdeu nas memórias do tempo. Meu primeiro contato com um negócio mais profissional foi com um filme de Helton Paulino chamado "Terra Erma". Fui assistente de direção dele, que é amigo do coração, parceiro e deve ter sido por isso que o ajudei, porque assistência de direção consiste, basicamente, em levar grito e sofrer (mais risos). Daí ajudei outros amigos em curtas também. Tudo sem muita grana, ou com o suficiente pra pagar diária de equipamento e olhe lá. Aprendendo, né? Já que uma coisa é você fazer trabalho de faculdade e outra é ir prum set de verdade, com diária, tempo, enfim, como eu tinha comprado uma filmadora pra mim, acabei ajudando o povo mais ainda, ou a alugando ou indo ser assistente, fotógrafo. Na época a filmadora era top, então todo mundo se interessava. Acho que tive a sorte de pertencer a uma geração de amigos/parceiros que queria fazer as coisas e pronto, na teimosia, então todo mundo se ajudou. Com o tempo, entrei como assistente de fotografia num longa: "Tudo o que Deus criou", de André da Costa Pinto, e aí foi aquele choque. Já que era, de certa forma, o maior set que já tinha pisado, eu só sabia do básico, e tinha muita gente experiente na equipe técnica.


Você acha que se estivesse no eixo Rio/Sampa haveria um caminho mais curto?

Jhésus Tribuzi Lula – Acho que seria mais difícil, tenho quase certeza disso, não por preconceito nem nada. Mas veja só: Campina Grande tem uns 400 mil habitantes, compare isso com São Paulo. O tanto de gente que tem lá querendo fazer cinema é infinitamente maior que aqui, então o mercado é mais complicado e opera de outra forma. Claro que teria a facilidade de ter um contato com as produtoras, com profissionais estabelecidos e tal. Aqui foi um esquema de bandeirante, de desbravar, levar porrada.

Se sente preparado pro mercado?

Jhésus Tribuzi Lula – Cara, posso dizer que me sinto mais preparado hoje em dia que em 2011, por exemplo. Como te disse, a experiência é cumulativa. Depois que ajudei meus amigos com "O hóspede" (Ramon Porto Mota) e "Mais Denso que Sangue" (Lan Abé), as coisas começaram a andar, de fato.

[trecho do curta Mais Denso que Sangue]

O teu estilo é alternativo, foge do comercial?

Jhésus Tribuzi Lula – Vou adaptar uma frase do Zappa “pra mim só existem dois tipos de filmes: filmes bons e filmes ruins”. Comecei indo assistir Batman no cinema. Com a cinefilia você conhece Bergman, Buñuel, os japoneses malucos, o Cassavetes e depois volta pro que você gostava antigamente, ou redescobre cineastas, filmes. Então, pra mim, um John Carpenter, um James Wan (que fez o "Invocação do Mal") tem o mesmo valor de um Tarkovski, e eu gosto muito de filme de gênero... Quanto mais você assiste ou estuda essas coisas, mais você descobre o mundo de possibilidades que elas te dão, e como um filme "comercial" pode ser mais aloprado que muita coisa "artística" (odeio esse termo) que soltam por aí. Claro que se você quiser saber dos cineastas que me animam, a lista vai passar por Tarkovski, Tsukamoto e um monte de gente que nunca passou no cinema daqui. Mas, óbvio que tenho posições ~políticas~ em relação ao cinema. Esses filmes com um bilhão de cortes, por exemplo, e essa tendência de querer explicar tudo são um saco. Cinema é mais que um personagem coadjuvante pegando a mão do espectador e dizendo o que ele tem de ver.

"Nostalgia" [de Andrei Tarkovski]

Você é "concurseiro" nato?

Jhésus Tribuzi Lula – Sou não. Eu e meus amigos (Ian, Ramon, Fabiano) temos que nos virar com editais. Dependemos disso pra tentar botar alguns projetos pra frente. Mas sou péssimo com planilhas, justificativas: Como explicar a contrapartida social de um filme com gente morrendo, sendo despedaçada? (risos)

Como chegou ao NetLab?

Jhésus Tribuzi Lula – Acho que foi o Ramon, um amigo, quem me disse. Provavelmente as palavras dele foram "vamo fazer isso ai!" (risos). Botou pilha e tudo mais.

Você é difícil de se animar prum novo projeto?

Jhésus Tribuzi Lula – Não, não. Sou difícil de achar que a ideia serve pra algo, na verdade. Normalmente acabo achando a ideia legal, mas que não vai dar certo, que é tosca, estranha. Preciso de alguém de fora me dando os toques.

Fala então do Voragem...

Jhésus Tribuzi Lula – Então, Voragem foi culpa de Ramon e Fabiano, meus amigos. Eu tinha essa ideia de um longa, um policial, que envolvesse gente desaparecendo, o diabo, e duas famílias brigando politicamente. Era um negócio meio "O homem de palha" com "memórias de um assassino", mas aí deixei a ideia de lado, porque né... Vai saber quando iria ter dinheiro pra isso? Enfim, Ramon sabia dessa ideia e quando o Netlab apareceu ele comentou e disse que rolava transformar em série e que seria melhor que fazer um longa. Foi o que bastou pra chamar Fabiano e a gente se juntar pra escrever tudo. Várias semanas se reunindo, pensando no argumento, nas possibilidades e tal. Óbvio que a ideia foi crescendo, e a gente nunca tinha feito nada de série. Lembro que o conceito de "logline" era alienígena pra gente.

Saiba mais sobre o resultado do concurso: http://netlabtv.com.br/resultado/vencedores/
E na prática, o que será feito do seu projeto?

Jhésus Tribuzi Lula – Então, vou pra São Paulo agora pra ter reunião, participar dos laboratórios e ter contato com os canais interessados. Creio que a ideia é fazer mais tratamentos do roteiro e discutir sobre o potencial do negócio todo. Daí pra frente estou no insondável (risos)

O desenvolvimento do projeto é de vocês?

Jhésus Tribuzi Lula – Olha, isso a gente só sabe lá. A gente quer desenvolver e acredito que as pessoas querem que a gente desenvolva sim, mas como vai ser isso, como vai se dar o processo todo, eu não sei ainda. Tem de discutir detalhes de produção, ver quem tá interessado (e o quão interessados estão), essas coisas. É um pouco nebuloso pra mim, pois nunca fiz série, nunca participei desse processo então não sei como vão ser os contatos, não posso dizer que vou chegar lá e um cara vai dizer "olá, menino, por acaso você  vai querer 4 milhões de reais para fazer essa série?" Até porque nem em sonho isso aconteceria (risos).

A teledramaturgia ainda é um bom caminho pros roteiristas. Dá visibilidade, boa grana, contratos estáveis... Estaria aberto pra esse mercado?

Jhésus Tribuzi Lula – Como eu te disse, estou bem longe do eixo Rio/Sampa pra saber como as coisas estão por lá, como estão os roteiristas e tal. Mas lembro de ter lido umas matérias que confirmaram isso que tu falou, sobre contratos estáveis, sobre as emissoras de canal aberto respeitarem o roteirista, darem uma rede de segurança. Ao mesmo tempo, li que as TVs fechadas também estão interessadas em dar essa rede de segurança. Não sei se tá funcionando bem. Porém, como roteirista, adoraria trabalhar num local que me desse segurança pra criar, sendo TV fechada ou não. Claro que sempre haverá problemas, adequação de ideias a um determinado orçamento, mas isso são ossos do ofício, né? Agora se tu quer saber se eu daria um bom roteirista de novela... Acho que não. Os caras têm uma disciplina incrível (risos). E é um negócio tão grande, tão cheio de arestas pra serem aparadas, que, bom, não saberia nem por onde começar. De qualquer forma, penso que tanto o mercado de TV fechada quanto o de TV aberta tá se preocupando em melhorar a qualidade dos produtos, em sair da zona de conforto. Acho isso massa, empolgante.

Das séries americanas que têm feito a cabeça do público, qual te instiga mais e a que você passa longe?

Jhésus Tribuzi Lula – The Wire. Corro o risco de queimar a língua, mas The Wire deve ser a grande produção audiovisual dos anos 2000. Se eu tivesse que escolher três séries, ficaria com The Wire, Deadwood e Breaking Bad. As duas primeiras, partem do gênero pra discutir algo maior (Baltimore, os EUA) e Breaking Bad deveria fazer parte das aulas de criação de personagem e de como ser fiel ao personagem, e deve ser uma das poucas séries que só melhoraram. De qualquer forma, The Wire está no meu coração e acho que todos os seres humanos deveriam assistir e repassar para outros seres humanos. Das que passo longe: Comecei a assistir American Horror Story, mas desisti ao fim da primeira temporada. Não sei se resolveram isso, mas fiquei com a sensação de que eles metem muita ideia e não conseguem desenvolver direito ou fecham o arco só pra fechar mesmo e acho isso meio ruim... Olha o tanto de coisa que eles tinham pra usar na primeira temporada e muita coisa foi deixada de lado, ou diluída. Fiquei com a sensação de que o Ryan Murphy estava mais interessado em "chocar" que em fazer um negócio de horror mesmo. Sem contar os setecentos planos por segundo e falta de tato pra construir uma cena de horror com ritmo menos acelerado. Dexter eu desisti depois da terceira temporada. Me disseram que a quarta é muito boa, mas acho que enjoei do personagem. Parece que ficam com medo de fazer um assassino se comportar como assassino e acabam querendo justificar tudo: "código", "só mato gente ruim". Ah, faz um "Henry - Portrait of a Serial Killer". E vejo “Sons of Anarchy” por masoquismo. Eu gosto dos personagens, da forma como eles se relacionam (ou se relacionavam), mas estão enrolando, né? E o Kurt Sutter mandou muito bem em The Shield, mas parece que perdeu um pouco a mão nessas ultimas temporadas.

trecho de The Wire

Aflore seu lado cinéfilo: Cite um filme que de tão bom você gostaria de ter roteirizado...

Jhésus Tribuzi Lula – Só um? Stalker do Tarkovsky, Mother do Bong Joon Ho, e tem Chinatown. É meio lugar comum falar do roteiro de Chinatown, mas não tem como não citá-lo. Gosto de Miami Vice do Michael Mann também porque é um policial onde ninguém perde tempo explicando as coisas bonitinhas. O espectador que se vire pra pegar as coisas.

trailer de Chinatown
E dos nossos?

Jhésus Tribuzi Lula – As pessoas falam das nouvelles vagues francesa, japonesa, falam dos filmes que estavam à margem disso tudo aí, mas acho que tem coisa do cinema brasileiro que é tão ou mais ousado que muito trabalho vindo de fora. Claro que um Shuji Terayama da vida sempre vai ser referência, um Oshima, um Kiju Yoshida. Mas, você pega um filme do Sganzerla, do Bressane, é muita “alopração”, é muita inventividade, e não precisa ficar só nesses exemplos... Você assiste um "Rainha Diaba" (do Plínio Marcos) ou um "Eu Matei Lúcio Flávio" (do Antônio Calmon), que são filmes de gênero e são muito divertidos. Tem o Jece Valadão dando tiro ao som de música disco. Isso é lindo. As pessoas têm um preconceito com o cinema brasileiro, como se ele só trabalhasse dentro de certos extremos (putaria, cabeçudo), mas não é assim. Sempre vai ter um cara mais interessado nessas coisas, mas faz parte. Então você tem gente como o Fauzi Mansur, como o Walter Hugo Khouri, que deveriam ser revisitados. Tem o Mojica, que dá um pau em muito cineasta de horror de hoje em dia, enfim, acho que tem muita coisa boa a ser vista e revista.

"A Rainha Diaba" [de Plínio Marcos]

Cinema nacional, hoje em dia, nem pensar...

Jhésus Tribuzi Lula – Tem coisa boa sim, mas tá no circuito de festival, né? Ou então é sumariamente ignorado. Não sei por quais motivos Reichenbach fez o "Falsa Loura" em 2007. Acho filmão, mas ignorado.

trailer de Falsa Loura
Com quem você almeja trabalhar?

Jhésus Tribuzi Lula – Dos roteiristas, cineastas já colocados no mercado, eu queria trabalhar com o Mojica, fazer umas parcerias com o Dennison Ramalho, Rodrigo Aragão. Adoraria escrever um roteiro pro Rodrigo Aragão, e pro Petter Baiestorf também. Ah! Não posso deixar de citar a Rosanne Mulholland, que está no meu coração, por motivos que não posso explicitar, mas que são sinceros (risos).

Preparado pra lidar com a censura?

Jhésus Tribuzi Lula – Não sei. Tem coisas que você tem de lutar e acaba abrindo mão. Mas tem outras que fazem parte do projeto, que não dá pra abrir mão. É como eu te disse: se eu fosse escrever sobre um assassino, eu preferia que ele fosse mais um "Henry" da vida que um assassino bonzinho e simpático, charmoso. De qualquer forma, não sei como isso vai funcionar, falando especificamente de voragem. Não sei até onde vai ter muita censura, não sei o que não vão querer mostrar, caso queiram produzir.

Esse é o teu melhor momento?

Jhésus Tribuzi Lula – Sim. Não só meu, mas dos meninos também. Tem muita ideia surgindo, o filme mais novo de Ramon tá passando em festivais, o Ian Abé tá terminando mais um, Fabiano tá com umas ideias, e além desse roteiro há outros sendo preparados. Então posso dizer que, sim, é o meu melhor momento.

Que os teus planos não sejam frustrados. Desejo mais e mais sucesso na carreira!

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Horário ingrato? É difícil fazer sucesso na sexta à noite

Luiz Fernando Guimarães e Fernanda Torres
 Por Jonathan Pereira

Desde a série Os Normais, exibida entre 2001 e 2003, a Globo não emplaca um programa que dure três anos seguidos na sexta à noite. A faixa destinada à linha de shows depois do Globo Repórter não teve só fracassos, mas ajudou a enterrar algumas atrações e causou a morte prematura de outras.

Depois que as desventuras de Rui (Luiz Fernando Guimarães) e Vani (Fernanda Torres) saíram do ar, muita coisa foi testada, mas poucas deixaram saudade. Na sequência veio Sexo Frágil, quadro do Fantástico que ganhou vida devido à graça de ver Vladimir Brichta, Wagner Moura, Lázaro Ramos e Lúcio Mauro Filho vestidos de mulher. Vinte episódios divididos em duas temporadas foram o suficiente para deixar a grade e o elenco ser aproveitado  em outras atrações.

Cidade dos Homens, continuação do filme Cidade de Deus, teve uma temporada exibida às terças-feiras, e suas duas últimas ocuparam a sexta a noite, quando chegou ao fim já desfigurada da proposta original e com a missão de mostrar o crescimento de Laranjinha (Darlan Cunha) e Acerola (Douglas Silva) mais que cumprida.

Também adaptada de um filme, Carandiru - Outras Histórias teve 10 episódios exibidos em 2005. Essa não dá para culpar o horário pela não continuidade e sim o esgotamento do tema, já que no roteiro foram utilizadas histórias que estavam no livro Estação Carandiru não desenvolvidas nas telonas. Nessa linha, Antônia ganhou duas temporadas entre 2006 e 2007 depois que o longa levou a Brasilândia, na zona Norte de São Paulo, para o cenário nacional. E Ó Pai Ó, protagonizada por Lázaro Ramos assim como no filme, também resistiu duas temporadas, embora no fim da segunda já apresentasse a mesma semidescaracterização que atingiu Cidade dos Homens.

Outra que começou às terças e viu seu término chegar quando disputou a atenção do público com o início do fim de semana foi Carga Pesada. Embora atraísse um público mais velho que geralmente fica em casa mesmo na sexta, seus episódios foram sofrendo um desgaste natural que, aliado ao pouco apelo para o público jovem, tiraram o fôlego de Pedro e Bino para continuar suas aventuras nas estradas.

O elenco de Os Aspones
Os Aspones, em 2004, foi elogiada pela crítica, mas não passou da primeira temporada, apesar de ser de autoria de Fernanda Young e Alexandre Machado, os mesmos que escreveram Os Normais, e do bom elenco. Selton Mello, Andréa Beltrão, Marisa Orth, Pedro Paulo Rangel e Drica Moraes eram funcionários de um escritório que não tinham o que fazer. A dupla de roteiristas tentaria novamente em 2007 emplacar O Sistema, com Selton e Graziella Moretto, mas o projeto morreu com uma única temporada.

Em mais uma tentativa, eles se uniram com Luiz Fernando Guimarães para criar Minha Nada Mole Vida. Esta conseguiu quebrar o estigma dos roteiristas com as anteriores pós-sucesso, rendendo três levas de episódios em 2 anos. Empolgado, o ator protagonizou Dicas de um sedutor, que penou com a baixa audiência.
Pasquim e Winits em "Guerra e Paz"

O último trabalho de Carlos Lombardi como autor titular na Globo foi com a série Guerra e Paz, na qual Danielle Winits e Marcos Pasquim repetiam o par romântico que já haviam formado em Uga Uga (2000) e Kubanacan (2003). Ele demorou a achar o tom para histórias que começassem e terminassem no mesmo dia e só quando deu continuidade aos episódios é que foi engrenar. Já era tarde. Mais uma que não passou da primeira temporada, infelizmente.

Em 2009 Tudo Novo de Novo e Decamerão - A Comédia do Sexo ocuparam a faixa. Fernanda Young e Alexandre Machado voltariam a acertar com Separação?!, que em 2010 pulou de 12 para 23 semanas no ar, devido à boa audiência das enrascadas que as personagens de Débora Bloch e Vladimir Brichta se metiam. Reis do horário, os roteiristas ainda desenvolveram Macho Man, com Jorge Fernando voltando a atuar entre 2011 e 2012.

Bruno Mazzeo foi um dos responsáveis por Junto e Misturado que, embora tenha trazido um pouco de frescor ao humor, teve a segunda temporada cancelada. Desgastados às terças, a turma do Casseta & Planeta ficou um ano fora do ar e voltou às sextas trocando o Urgente! pelo Vai Fundo. A graça não veio junto e foi tirado do ar ainda em 2012 para não mais voltar.

Marcelo Adnet, o Dentista Mascarado
Outro que não agradou, embora bastante esperado, foi o projeto para Marcelo Adnet em seu retorno à Globo, onde fez pequenas participações em novelas como Pé na Jaca (2006/07) antes de se destacar na finada MTV. O Dentista Mascarado flertava com os quadrinhos e super heróis, mas estava longe do adequado para prender a atenção tanto dos jovens que estão saindo para curtir a noite quanto os de mais idade que estavam vendo o Globo Repórter. Se foi sem deixar saudades.

Os Normais saiu de cena no auge por opção dos roteiristas, que desenvolveram ainda dois longas com o casal. Já se especulou a produção de novos episódios, assim como de A Diarista, o que nunca aconteceu. Com a volta do Sai de Baixo, que teve quatro episódios inéditos produzidos para o canal Viva, pode haver esperança entre os fãs que Rui e Vani voltem a aprontar daqui a algum tempo. E você, sente saudade de qual desses programas?

sábado, 20 de julho de 2013

25 anos de Anos Incríveis.

Por Vanessa Carvalho

Há 25 anos estreava nos Estados Unidos, aquela que seria considerada uma das melhores séries de TV já produzidas: Anos Incríveis. Série do canal ABC retratando o clima social do país no final dos anos 60 início dos 70 sob a perspectiva de Kevin Arnold, um típico estudante do subúrbio americano. Teve seis temporadas (1988 – 1993) onde no Brasil foi exibida a princípio pela TV Cultura no início dos anos 90. Com seu sucesso, foi exibida também em outras emissoras como Bandeirantes e o canal pago Multishow.

O forte peso social da série foi um dos pontos positivos dos produtores. Questões como racismo, guerra, paz, eram retratados na TV através da vida das personagens, mas sem ser exatamente o ponto principal. Tais conflitos serviam de apoio para o que realmente estava sendo mostrado: a vida de um adolescente comum em meio ao caos que estava seu país.

Temas como primeiro amor, primeiro beijo, fidelidade, eram mostrados através dos conflitos que Kevin vivia, em casa ou no colégio. Ele tinha que lidar com professores, estudos, notas, amizade, amor como todo e qualquer adolescente de qualquer época. A insegurança faz parte do mundo dos adolescentes e tal insegurança era mostrada com respeito e delicadeza.


O forte roteiro marcou a vida de muitas pessoas mundo afora quando resolvia falar de temas delicados como, por exemplo, como agir quando seu primeiro amor sofria uma perda grande na família, quando se mudava de bairro e consequentemente de escola, quando seu melhor amigo sofria maus tratos dos estudantes mais velhos, e tantas outras coisas que cercam qualquer pessoa nessa difícil fase da vida.

Mas, acho que o que mais chamava a atenção da série era principalmente a relação familiar que o Kevin tinha com sua família. Todas as cenas familiares eram cheias de emoção e amor. Os conflitos tinham um peso forte na trama e uma das passagens mais fortes foi quando Jack Arnold abraça Kevin consolando-o por seu namoro com o seu grande amor, Winnie acabou.

Aliás, a relação do Kevin com a Wnnie não foi das mais fáceis. Apaixonado pela “girl’s next door”, Kevin lutou muito para poder ter seu grande amor. Idas e vindas foram marcadas recheadas de um forte apelo dramático. Rompimentos e reconciliações entre eles eram constantes, mas tudo isso porque a atriz havia crescido bastante durante algum tempo e a fotografia deles na tela não ficava legal. Então, os produtores tiveram que deixar os personagens uma temporada inteira separados, até que Fred Savage crescesse mais que a Dânica (Ambos Kevin e Winnie respectivamente).


O mais notável na série, é que ao longo de seis temporadas, os dramas e conflitos acompanharam o amadurecimento dos personagens. À medida que eles cresciam e a realidade mudava, mudava-se também o enfoque da série e a dramaticidade era mais profunda. Discutia-se a liberação sexual, o feminismo, drogas, sexo, sempre através da vida do Kevin.

O Kevin não tinha nada de especial. Filho caçula de uma família de classe média, estudava, trabalhava, amava, se divertia com os amigos e tentava entender tudo que acontecia a sua volta. Amava perdidamente sua vizinha, sofreu junto com ela, sofreu por ela. Apoiou seu melhor amigo da melhor forma que fosse e cometeu erros também. 

Ele não era engraçado, não era o melhor aluno, mas era gentil, educado e amoroso. Era... Humano. Aliás como todas as personagens. Lembro que em um determinado episódio, um dos amigos do Kevin estava perdido por não entender o motivo da separação dos pais, ao mesmo tempo em que tinha que lidar com a frustração do pai em casa e questionar suas atitudes. Depois que ele presenciou que sua vida não era assim tão ruim, ao chegar em casa, depois de uma severa bronca de seu pai, ele virou para ele e apenas disse: Eu te amo, pai. Fim de episódio. Quer dizer, difícil encontrar séries assim hoje em dia.

Todos os dramas pareciam maiores quando a trilha sonora começava a tocar. Anos Incríveis foi um ‘prato cheio’ de músicas da época. Escolhidas a dedo, até hoje, a trilha sonora de Anos Incríveis é considerada uma das melhores de todos os tempos. A começar pelo tema principal “With a little help from my friends” brilhantemente interpretada por Joe Cocker. Aliás, a trilha sonora é o principal motivo para não existir DVD da série. Só em direitos autorais, a ABC teria que gastar mais que o dobro do que arrecadou com a série para ter autorização.

Anos incríveis marcou toda a minha adolescência e acho que minha vida adulta também. Ainda atual, é digna de várias reprises sem nunca perder a atualidade. Se você puder conhecê-la, procure. Garanto que você irá se emocionar tanto quanto eu, que mesmo depois de 25 anos, ainda lagrimo quando escrevo sobre ela.


sábado, 30 de março de 2013

A Excelência em José do Egito

                                                                                                                           Por Autran Amorim


A Rede Record é um emissora que tenta, investe, ''dá a cara a bater'', e não é que isso vem dando resultado?! Abro parêntese para as obras bíblicas da emissora que vêm sendo um produto muito bem acabado e de altíssima qualidade. Das três minisséries que já foram ao ar destaco Rei Davi e A História de Ester, ambas de Vivian de Oliveira. Minisséries que não deixaram a desejar e tiveram atuações impecáveis. O grande erro para mim foi a patética Sansão e Dalila. Mas como toda emissora tem seus altos e baixos, o clímax de qualidade da Record aconteceu com José do Egito uma das minisséries mais bem trabalhadas dos últimos tempos. Começo destacando a abertura que é lindíssima e totalmente harmônica com a história que é contada. A produção só precisa melhorar mais uma vez na ordem da aparição dos nomes.



Alexandre Avancini, diretor da trama, mostra que quem é dos seus não degenera (Alexandre é filho do saudoso Walter Avancini) e tem caprichado ao máximo na direção da trama. A forma como os personagens se mostram e agem é totalmente minimalista e discreta , condizente com a época. Ponto para a direção no acerto desse detalhe! A fotografia é uma das mais lindas já produzidas pela emissora, a câmera cinematográfica só corroborou para contar a história do escravo que se torna governador. Temos a impressão de que estamos assistindo a um seriado americano. Os takes feitos no deserto do Atacama só reforçam a verossimilhança, coisa que nos últimos tempos tem faltado na TV. Outros fatores que muito contribuem são o cenário perfeitamente construído, remontando à época do Egito Antigo e Israel, e os figurinos que são muito bem cuidados.

Vivian de Oliveira, autora da maioria das tramas bíblicas, foi esboçando um aperfeiçoamento na construção do seu texto a cada obra que fazia. Apesar de ser um trabalho hercúleo escrever numa época em que não se viveu, o autor tem que ter ainda mais cuidado com o que escreve. Há um pouco de receio com tramas que se passam em épocas outras, porque falam de amor de modo contemporâneo e sabemos que nessas sociedades o amor era sublimado à pura subserviência e obediência ao pai e ao casamento. Porém, Vivian já sabe como trabalhar nessas épocas. Mas sugiro que apare um pouco o didatismo aqui ou ali, obviamente que nada tão preocupante, vide que passe despercebido aos telespectadores menos atentos a esses detalhes.


Li vários sites falando mal do elenco da minissérie, pura falta de hábito de não assistir outra emissora. Pode não ser um elenco estelar, porém também não faz feio. Com toda certeza os maiores destaques, por enquanto, são Celso Frateschi (Jacó) evidenciando a rigidez e o afeto que exigem o seu personagem, e Denise Del Vecchio (Lia), que tem chamado pra si todos os holofotes. Sua Lia é rancorosa, preterida, mas totalmente subserviente, e a atriz tem um gama de facetas que só trazem verdade ao personagem. Sobre o protagonista na primeira fase, Rick Tavares (José) não tenho as melhores impressões. Rick arrasou em Vidas em Jogo, porém ainda não encontrou o tom do jovem sonhador, tem alternado cenas boas e ruins. Tem deixado o personagem com um ar demasiado pueril e um pouco tonto, por mais ingênuo que seja. Mas Ângelo Paes Leme vem aí na segunda fase para resolver a situação, assim espero. No lado egípcio, alguns destaques também: o talento de Bianca Rinaldi (Tany) e a forma ardilosa e levemente afeminada com que Eduardo Lago tem conduzido o Pentepheres.


Outro ponto louvável é como essa obra se encaminha. Mesmo se tratando de uma história bíblica, ao público é mostrada uma trama com todos os bons ingredientes da teledramaturgia convencional. O propósito da minissérie não é catequizar, evangelizar pessoas, mas  apresentar uma bela história, e tem conseguido. Acompanhemos!!!


sábado, 5 de janeiro de 2013

Você votou e aqui estão os melhores de 2012!!!

Por Júnior Bueno e Emerson Felipe



Alô, alô, graças a Deus! 2012 já se foi e o Posso Contar Contigo orgulhosamente apresenta o 2º Melhores e Piores do Ano, onde você escolheu quem foi bem e quem foi mal no ano que passou. A todos vocês nosso muito obrigado, esperamos contar com vocês em 2013 também. Vemos ao resultado?

Homenageada do Ano: Betty Faria. 


Em 2012 tivemos a grata surpresa de ver a maravilhosa Betty Faria de volta ao lugar de onde não deveria ter saído: o horário nobre. E deu vida ao núcleo mais chatinho de Avenida Brasil, o do Cadinho e suas mulheres. No papel de Pilar, a tresloucada e divertida mãe de Aléxia (Carolina Ferraz), Betty nos lembrou o quanto faz diferença em cena e o como uma estrela com seu talento e a sua história precisa ser valorizada. Sem contar que ela também esbanja simpatia e carisma no twitter. Vida longa e mais papéis incríveis pra essa diva da TV.


Melhor novela de 2012: Avenida Brasil


Um sucesso como há muito tempo não se via, Avenida Brasil inovou na narrativa ágil, na fotografia de cinema, e no enfoque, trazendo pro centro da ação o subúrbio do Rio, com suas cores, sons e personagens carismáticos. Em Avenida Brasil ocorreu a junção de todos os fatores que geralmente contribuem para um êxito: texto inteligente, direção precisa e um elenco afiado, onde todos se destacaram. Outro fator que contribuiu para o sucesso da novela foi sua popularização nas redes sociais. Era uma hora de novela e 23 horas de meme. 



Pior novela de 2012: Máscaras

Anunciada como uma superprodução, a novela da Record causou um estranhamento do público com uma estrutura e texto confusos e derrubou a audiência da emissora dos bispos. Quando a equipe se propôs a fazer alterações, a emissora empurrou a novela pro ingrato horário das 00:30. O diretor chegou a ser trocado e o autor, o veterano Lauro César Muniz anunciou sua aposentadoria das novelas. Um trabalho que tinha tudo pra dar certo e deu tudo errado, infelizmente.


Melhor Atriz de 2012: Adriana Esteves (Carminha em Avenida Brasil)


A personagem de TV do ano foi a vilã mais adoravelmente odiosa dos últimos tempos: Carminha, a primeira-dama do Divino. A atriz esbanjou talento com suas caras e bocas, suas frases de efeito e seu jeito dissimulado. E pensar que Adriana não era a primeira opção para a personagem. 



Pior Atriz de 2012: Cláudia Raia (Lívia em Salve Jorge)


Uma vilã da novel das nove é um prato cheio pra qualquer atriz mais experiente, certo? Não pra intérprete da atual malvada do horário nobre. Um tom engessado e uma fala robótica foi tudo que Cláudia Raia conseguiu imprimir à chefe do tráfico de mulheres na trama de Glória Perez. Com um ar apático e duro, a personagem vem perdendo espaço pra Totia Meireles (indicada ao prêmio de atirz coadjuvante). Uma pena, já que Cláudia Raia vinha de excelentes trabalhos em Tititi e A favorita.


Melhor ator de 2012: José de Abreu (Nilo em Avenida Brasil)


Na novela do Oioioi quem brilhou foi o cara do hihihi. Explico: o veterano ator José de Abreu encontrou aquele que certamente foi um dos melhores personagens e a melhor interpretação de sua carreira. O velho asqueroso se tornou num dos preferidos pelo público que foi brindado por uma brilhante atuação. 


Pior ator de 2012: Jesus Luz (Ronaldo em Guerra dos sexos)


Se como DJ, Jesus Luz é um ótimo modelo, como ator ele é um excelente DJ. Apesar de viver um personagem menor, ver o ex-namorado da Madonna "contracenando" com gigantes como Irene Ravache e Tony Ramos é constrangedor. Inexpressivo é pouco.


Melhor atriz coadjuvante de 2012: Laura Cardoso (Doroteia em Gabriela)


Um grande acerto na versão de Walcyr Carrasco pro romance de Jorge Amado foi a inclusão da beata, inexistente no romance e na versão de 1975 da novela. Laura Cardoso brilhou (qual a surpresa?) em cada cena, cada fala, cada palavra do texto. A detestável personagem se tornou a salvação da novela nos momentos em que a trama principal não andava. Escrever sobre o talento da divina Laura Cardoso sem dizer nada do que já foi dito sobre ela é impossível. Só nos resta admirá-la em cena, encantados e  emocionados.

Melhor ator coadjuvante de 2012: Juliano Cazarré (Adauto em Avenida Brasil)


Juliano Cazarré fez do ingênuo Adauto o sonho de consumo das telespectadoras (e alguns telespectadores, diga-se). O personagem puro, apaixonado e meio burrinho acabou por roubar a cena com  suas tiradas e o ótimo ator brasiliense (indicado como ator revelação no ano passado) se destacou. Tanto que foi dele o gol que fez do time do Divino campeão e encerrou a novela. Moral, hein?

Atriz Revelação: Cacau Protásio (Zezé em Avenida Brasil)

"Eu quero ver tu me chamar de amendoim..." Um refrão que vai ficar eternizado é a prova do talento de uma  grande atriz ainda em seus primeiros passos. A empregada da família Tufão chegou de mansinho e aos poucos foi ganhando cada vez mais espaço na trama de João Emanuel Carneiro, a ponto de se tornar uma das preferidas do público. Queremos mais amendoim nas telinhas.


Ator revelaçãode 2012: José Loreto (Darkson em Avenida Brasil)


Um ator grandalhão ou um fofo? Os dois, se for o Jorge Loreto que conquistou corações dentro e fora da novela. O moço que já tinha dado as caras em papéis menores teve sua grande chance de crescer e aparecer como o rei dos bailes charm do Divino. Perdoem o trocadilho, mas charme é o que ele tem de sobra, né?



Melhor ator/atriz infantil de 2012: Mel Maia (Ritinha em Avenida Brasil)


Bastou alguns poucos capítulos no ar pro Brasil se emocionar com a história triste da Ritinha e se apaixonar pela criaturinha fofa por trás da personagem. Carismática e esperta, Mel é daquelas crianças que não parecem estar atuando e sim brincando em frente à câmera, coisa rara na TV de pequenos adultos cheios de poses. Não sei se é precipitado dizer, mas Mel terá um futuro brilhante se continuar atriz, tem tudo pra ser uma Glória Pires das próximas décadas.



Melhor série/seriado de 2012: Louco por elas


2012 foi um ano tão pródigo em minisséries e seriados, a grande maioria superior á média que neste ano não tivemos seriados em quantidade suficiente pra eleger a pior, de modo que em 2012 só teremos a categoria Melhor série. E público elegeu a simpática série de João Falcão que em duas temporadas no mesmo ano mostrou que com um texto ágil e um elenco inspirado (ave Glória Menezes), o seriado rendeu boas risadas em frente à TV. E terá mais temporadas, ainda bem.




Melhor casal de 2012: Ritinha e Batata (Mel Maia e Bernardo Simões) - Avenida Brasil


Um amor de infância é difícil de esquecer, não é mesmo? Que o digam Nina (Débora Falabella) e Jorginho (Cauã Reymond). O casal problemático na vida adulta foi na primeira fase da novela uma dos casais mais lindos da novela e o preferido do público em 2012. Muito puro e cheio de magia o casal mirim deixou pra trás pares românticos tradicionais na eleição deste blog. Uns românticos vocês, hein?



Pior Casal de 2012: Morena e Théo (Nanda Costa e Rodrigo Lombardi) - Salve Jorge

Uma prova de que química é tudo prum casal de novela: em 2011 Rodrigo Lombardi levou, junto com Carolina Ferraz o prêmio de melhor casal (em O astro). Este ano, a história de amor entre soldado e a moça da favela não deu liga. Ao som de Esse cara sou eu, as juras de amor inverossímeis e as cenas mais mexicanas entre os dois não convenceram o público. O casal está atualmente separado e Nanda Costa tem se dado melhor nessa fase da novela, onde é traficada na Turquia. Tomara que não volte pro Théo tão cedo.


Melhor tema musical de 2012: Vida de Empreguete (Isabele Drummond, Leandra Leal e Taís Araújo) - Cheias de Charme

O primeiro sucesso do trio Empreguetes foi uma divertida mistura de realidade e ficção: as atrizes cantavam a música, as personagens produziram e lançaram o vídeo na rede, o público de casa assistiram em primeira mão na internet. E o hit estourou nas rádios - e baladas - do país. A música foi composta por Quito Ribeiro especialmente pra novela foi a sensação do ano.



Melhor cena de 2012: Carminha enterra Nina viva (Avenida Brasil)


A cena que marcou uma virada em Avenida Brasil foi ao ar no capítulo 102 e deixou a audiência de cabelo em pé. Com uma fotografia impecável e atuações perfeitas e o clima sombrio necessário a cena preferida do público em 2012 entrou para o hall das grandes cenas da teledramaturgia brasileira. assista a cena aqui. 


Pior cena de 2012: Théo tenta impedir a viagem de Morena (Salve Jorge)


Uma cena melodramática demais inverossímel demais, com um personagem chato  demais. Na mesma sequência o mocinho da novela impede um assalto num ônibus, rouba uma moto, fura o bloqueio da segurança do aeroporto numa fuga alucinada e não consegue alcançar a mocinha. Muito barulho por nada, confira aqui.


Melhor fala de 2012

Não irei descrever, apenas vejam:




Bom, é isso, pessoal, muito obrigado e até a próxima!!!










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