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domingo, 29 de setembro de 2013

Palmas à dublagem brasileira.



“Versão brasileira... Herbert Richards” se você foi criança alguma vez na sua vida, provavelmente já escutou essa frase nos vários filmes que passam na sessão da tarde (Quando a mesma era um dos programas imperdíveis), e como ninguém nasce sabendo ler, provavelmente também, você se acostumou a escutar certas vozes na programação da sua TV. A dublagem brasileira, apesar de várias controvérsias é considerada uma das melhores do mundo, servindo, inclusive de escola para vários outros países.

Existe, sem motivo nenhum, um preconceito muito grande quando o assunto é abordado, e sinceramente, não entendo por qual razão. Assim como em todas as profissões, existem bons e maus profissionais, e claro, na dublagem não é diferente.

Primeiramente, diferente do que se pensa, não é somente ter uma voz bonita, aliás, a voz “bonita” é a última coisa que se leva em consideração. Para ser dublador, não é apenas chegar num estúdio e começar a falar sem parar, é necessários técnicas de voz, técnicas de atuação (ATUAÇÃO SIM, já que antes de ser dublador, é necessário ser ator e ter registro no sindicato dos atores), além de cursos de línguas como inglês e espanhol, principalmente.


No universo infantil então isso toma proporções maiores, pois crianças aprendendo a ler não tem a mesma facilidade para ler as legendas, e convenhamos quem, no país consegue escutar a voz do Scooby doo legendada? Desculpa, mas isso é algo impossível. Ou mesmo os filmes da sessão da tarde como Os Goonies ou Curtindo a vida adoidado?


Claro, sempre viram aquelas pessoas que vão citar um ou outro trabalho onde a voz parece estar flutuando nos personagens, mas isso não é culpa da dublagem, e sim de empresas que teimam em chamar pessoas famosas que não estão familiarizados com este universo para dar mais charme e glamour ao seu trabalho.

Quando isso acontece, claro que existem suas exceções, aliás, grandes nomes brasileiros como Francisco Milani (Ou a voz do Magnum), Chico Anisyo, Selton e Danton Melo, Daniel de Oliveira já se aventuraram (E muito bem, por sinal) no mundo da dublagem dando conta do recado, aliás, nomes consagrados hoje como Lima Duarte começou sua carreira sendo dublador do personagem Dum dum do desenho “Coelho Ricochete” (Infelizmente a geração y e z não sabem do quão divertido eram esses desenhos).


E se você está na casa dos 30 (Ou mais) com certeza lembra as vozes do MacGver, Lion (Thundercats) e He-man, não lembra? Vocês por acaso gostariam de ver esses programas legendados? Pode até ser que sim, mas com certeza, vai achar que algo está faltando sem as vozes do Newton da Mata e do Garcia Jr.


Aliás, Newton da Mata (Falecido no início dos anos 2000) deixou Bruce Willis com um charme a mais até Sin City, último filme em que nosso querido Newton emprestou a voz ao ator. A dublagem do Newton foi tão icônica que o próprio Bruce, certa vez divulgando um dos vários filmes dele aqui no Brasil, fez questão de conhecê-lo pessoalmente.

Para dar mais veracidade ao que eu estou falando, alguém imagina o Ogro Shrek com outra voz que não seja a do saudoso Bussunda? Um era praticamente o alter ego do outro, e quando Bussunda faleceu, o Ogro perdeu metade do seu charme e carisma.

Recentemente, saiu a notícia que 85% dos pagantes de TV a cabo tem preferência para os programas dublados, e isso se refletiu na indústria cinematográfica, onde várias distribuidoras notaram que suas sessões dubladas tinha mais vendas que as suas cópias legendadas.


Agora, o fato de a dublagem brasileira ser uma das melhores do mundo, não dá o direito para empresas de grande importância, como a Disney, mandar e desmandar no mercado nacional. Por ser uma das melhores do mundo é que a dublagem deve ser respeitada. Devemos dar mais valor a dubladores como Guilherme Briggs e Alexandre Moreno, dubladores de grande parte dos personagens mais adorados atualmente, o astronauta Buzz e o leão Alex de Toy Story e Madagascar respectivamente. O Briggs, aliás, vem colecionando personagens maravilhosos na sua carreira, além de ser um ser humano ímpar.


Valorizar a dublagem brasileira não é mostrar que você é preguiçoso ou que não gosta de ler (Sim, escutei isso várias vezes), mas que você é pura e simplesmente apaixonado por vozes que fizeram e irão fazer parte da sua vida para sempre.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Bicentenário da Imigração Chinesa - Um Viva ao Cinema Oriental!


Por Paulo Lannes 

2012 é o ano que marca o bicentenário da imigração chinesa no Brasil. Muitos deles tiveram como maior motivo a vinda para cá por causa da falta de alimentos ocasionadas pelas constantes guerras que aconteciam na continente amarelo. Com isso, eles acabaram por influenciar (mesmo que pelas beiradas) o cotidiano brasileiro. Entre elas está a gastronomia, a acupuntura, o horóscopo, os fogos de artifício, literatura e as artes marciais. O cinema chinês, apesar de não ser valorizado por aqui também conta com opções especiais, que não devem passar despercebidas.

Adeus, minha concubina.

O filme fala da história de dois amigos que vivem do teatro, onde um deles faz o papel da mocinha enquanto o outro faz o do mocinho. É muito interessante perceber a cultura chinesa no que se diz respeito às artes. Era normal que muitos homens atuassem em papeis de mulheres, principalmente onde o sexo feminino era extremamente desvalorizado (e ainda se vê muitos resquícios dessa desvalorização na sociedade atual). Então todos aqueles que tivessem voz de soprano acabavam por atuar em papéis femininos e eram ovacionados pelo país inteiro. Mas no filme, a história vai além disso, mostrando o amor clandestino do soprano com o seu amigo. Por não ser correspondido (no amor), o ciúme acaba por minar a amizade deles, deixando também o teatro por um fio. O filme fez tanto sucesso que concorreu a muitos prêmios internacionais (como Oscar pelo melhor filme estrangeiro) e ganhou alguns (como Globo de Ouro, BAFTA e Palma de Ouro no Cannes).

O Tigre e o Dragão.

Talvez esse seja o filme chinês mais conhecido em todo o mundo. E tratando de um folclore asiático, o país conta com um drama muito bem elaborado além de usar bons efeitos especiais. O país ainda é valorizado na maravilhosa fotografia da área rural chinesa, o que lhe valeu um Oscar por essa área (e mais três, por melhor filme estrangeiro, melhor direção de arte e melhor trilha sonora). É impossível não se apaixonar pela guerreira rebelde e sua indecisão de qual lado seguir na hora de lutar.

A Batalha dos 3 reinos.

Esse é outro filme que se trata da história de um folclore chinês. A história se trata basicamente da luta entre o império contra os senhores feudais do Sul da China. De produção megalomaníaca, o filme conta com um sem número de figurantes e cenas absurdamente belas de guerras e batalhas. Em diversos momentos percebe-se o uso de estratégias encontradas na Arte da Guerra, livro famoso chinês. Imperdível.
 
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