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sexta-feira, 28 de junho de 2013

Noveleiro desde “sempre”... Herança genética?!

Por Rafael Montoito

Meu sobrinho fará três anos em outubro. Ele se chama Vitor e nasceu quando estava passando o remake de Tititi. Lembro de pensar que, por conta da exibição da novela, se ele estivesse na escola, seguramente os colegas estariam pregando peças nele e chamando-o de Victor Valentin. Minha irmã garante que foi apenas uma coincidência, que ela apenas achava o nome bonito – e eu acredito, até porque ela estava se preparando para ter uma menina, cujo nome já tinha escolhido. Três meses depois, foi ao ar o último capítulo de Passione, e ele ficou sentadinho no bebê-conforto, enquanto nos reuníamos para assistir ao desfecho da trama. Surpreendentemente, ele nos deu folga do seu choro o capítulo inteiro, coisa que era bem rara naqueles dias. Quando o capítulo terminou, eu pensei: “será que ele vai guardar alguma lembrança disso?” e estendi meu pensamento para “será que ele vai lembrar-se da briga entre costureiros e pensar que, da novela, derivou seu nome?”. Provavelmente não. Mas durante a exibição de Insensato Coração – com o desenrolar da trama, ele foi desenrolando-se também: começou a se virar no chão, a querer engatinhar etc – qualquer coisa que ele estivesse fazendo, parava quando tocava a música da abertura, e se sacudia todo à voz da Maria Rita, e seus olhinhos buscavam a TV, acho que para entender de onde vinha aquele sambinha. Não sei se ele vai lembrar-se de tudo isso, mas eu vou.


Essas recordações me fizeram voltar para a minha história. Quando meus amigos criticam o gênero novela – eu não brigo com quem não gosta ou se acha intelectualmente superior às tramas apresentadas –, sempre respondo com uma brincadeira: “Não consigo fugir! Sou noveleiro de pai, mãe, avó, tia, prima... Todo mundo lá em casa vê novela. Cada um está fazendo uma coisa diferente, mas quando começa a novela das oito (pra mim vai ser sempre das oito, mesmo que o horário tenha mudado), o primeiro que escuta o ‘Boa noite’ do William Bonner grita ‘Vai começar a novela’, e aí todo mundo corre para a sala e se amontoa no sofá, como em Os Simpsons para assistir ao capítulo do dia”. Realmente eu e minha irmã fomos educados na propaganda das novelas das oito (porque durante o capítulo é proibido conversar, regra que eu mesmo faço cumprir até hoje) e, para todos aqueles que dizem que a TV desagrega a família, que as novelas só ensinam valores inadequados, digo-lhes que eu e minha irmã somos pessoas de bem, com bons e firmes valores morais.



Quando eu era pequeno e tinha mais tempo, assistia a todas as novelas. Não sei se minha mãe me embalava enquanto assistia as tramas da época, ou se meu pai me fazia dormir com um olho em mim, e outro na TV. Motivos, seguramente, não lhes faltavam: em 1978, quando nasci, passava Maria Maria às seis, Te Contei? às sete, O Astro às oito e O Pulo do Gato às dez. À novela da Janete Clair, seguiu-se Dancin' Days. Eu cresci ouvindo meus pais – na verdade, meu pai sempre se mostrou mais noveleiro que minha mãe – falarem do Herculano Quintanilha e da Júlia de Souza Matos. Conclusão: se dei tanto trabalho nos primeiros meses quanto o meu sobrinho, roubei-lhes muitos capítulos das novelas das oito.


Mas as minhas primeiras lembranças de novelas são de alguns anos mais tarde. Em 1983 eu pedi pra minha mãe me fazer um sanduíche em forma de coração, porque eu queria comer igual àquele da abertura de Pão Pão, Beijo Beijo. Engraçado que minhas primeiras memórias das novelas de outros horários, são um ano mais antigas: lembro da abertura de Elas por Elas (1982), com aquela música gostosa que me fazia dançar, e de algumas cenas esparsas de Sol de Verão (1982), inclusive da notícia da morte do Jardel Filho e dos meus pais comentando sobre “o que será que irão fazer para levar a novela até o fim?”.


Não entendo o funcionamento da minha memória, pois nas novelas que seguiram a essas, em 1983 e 1984, inverteu-se a intensidade de minhas recordações. Tenho recordações muito vívidas de Amor com Amor se Paga (1983): perguntei para o meu pai se existiam mesmo “passagens secretas” e, como na casa de uma tia minha, lá havia um relógio-cuco, toda vez que ele ia cantar a hora certa, eu e meus primos corríamos para ver se alguma coisa iria acontecer. 


Lembro bastantes coisas também de Guerra dos sexos (1983), principalmente dos quadros que se mexiam e do final – que dessa vez não foi ao ar – da Veruska se transformando na Mulher Maravilha e, principalmente, da última cena, quando ela e o marido da Renata Leoni cozinham num caldeirão do inferno. No mesmo ano, quando no horário nobre passava Champagne, eu olhava a abertura, estarrecido, e pensava: “como um piano pode voar?”, o que era uma pergunta estupidamente infantil, pois todas as coisas “voavam” à voz do Ritchie, mas somente o piano me incomodava. 


Penso que, talvez, pela inventividade dos autores e por toques mais “surreais”, as novelas das 18 e 19 horas tenham chamado mais a atenção da criança que eu era e, por isso, ficaram mais gravadas na minha memória. Eu tinha um robozinho (colega do Falcon, um boneco que todo garoto queria ter) que eu fingia ser o robô de Transas e Caretas (1984) – diga-se de passagem, a Estrela pecou em não lançar esse brinquedo –; queria morar num vagão de trem, como o Pardal de Livre para Voar (1984); misturava, com água, pasta de dente, pedaços de sabonete ou qualquer outra coisas que tivesse cheiro bom para criar o meu próprio Vereda Tropical (1984). Eu era uma criança que brincava com as coisas que via nas novelas. Às oito horas as tramas eram mais adultas, mas tenho memórias também de Partido Alto (1984) e Corpo a Corpo (1984). Resumindo: meus pais nunca (o exagero é proposital. Óbvio que sendo criança eu brincava e estudava como as demais) me tiraram da frente da TV.

 

Hoje, quando olho para trás, muitas vezes associo à novela que estava vendo, quando algo importante aconteceu em minha vida. Às vezes não lembro em que ano foi, em que mês foi, mas o ritual “ver novelas” é tão forte na minha família, em mim, na minha genética, que elas são como “carimbos” na minha vida. Em 1985, quando entrei na primeira série, passava A Gata Comeu, Tititi e Roque Santeiro. Mesmo sem ver as reprises que se sucederam, sempre guardei muitos acontecimentos dessas novelas na memória: quis fazer com meus amigos um clube semelhante ao Clube do Curumim, queria comer carne de macaco, perguntei pra minha mãe se ela tinha um batom Bokaloka, e lembro que ia para a escola caminhando com alguns colegas de classe e comentando o capítulo de Roque Santeiro, com direito a sacudir o pulso e perguntar de vez em quando: “To certo ou to errado?”. 1985 é meu ano favorito, quando penso em novelas.


Quando estava passando a última semana de Barriga de Aluguel (1990), eu e outro amigo batemos de casa em casa, prancheta em mãos, para perguntar a quem nos atendia se preferia que o bebê ficasse com a Ana ou com a Clara; em 1991, esse mesmo amigo fez 15 anos e nós organizamos uma festa Vamp: os convidados tinham que vestir somente preto e a decoração não tinha nenhuma outra luz além de velas acesas; Renascer (1993) estreou um dia antes da minha primeira aula de física no ensino médio (lembro disso porque um colega estava incomodando durante a aula e o professor disse que iria pendurá-lo numa árvore e tirar-lhe a pele ); quando saí de casa e fui morar sozinho pela primeira vez, para fazer estágio do meu curso técnico, todo mundo assistia a Anjo Mau (1997); quando voltei a morar com a minha família, para começar a faculdade, as discussões eram em torno da troca de bebês de Por Amor (1997); daí acabei a faculdade, e nessa época O Clone (2001) era um estrondoso sucesso. Paraíso Tropical e Desejo Proibido (ambas de 2007) tiravam o tempo que eu devia dedicar aos meus estudos do mestrado. Hoje eu saio do trabalho às 23hs e corro para chegar em casa, torcendo para Saramandaia atrasar alguns minutos.


Não posso afirmar que depois de crescido o meu sobrinho Vitor vai lembrar-se das primeiras novelas que viu. Não sei nem se vai gostar de novelas, pois hoje a TV passa o dia no Discovery Kids (até Amor à Vida começar, obviamente). Mas, se ele gostar, acabará me dando subsídios para duas teorias não-científicas que defendo: ver novelas não faz mal a ninguém e, sim, o gosto e o hábito de acompanhá-las são geneticamente partilhados na mesma família.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Janete Clair: a artesã da emoção em revista

“Nossa Senhora das Oito” é homenageada em DVDs, reprises e fan page no Facebook

Por Júlio César Martins



Se estivesse entre nós, Janete Clair completaria 88 anos em 25 de abril. E sem dúvida, estaria a pleno vapor fazendo o que mais lhe dava prazer na vida: escrevendo novela. Infelizmente, Janete teve sua vida precocemente interrompida em 1983. E mesmo debilitada, no leito do hospital, foi incapaz de abandonar sua grande paixão. A paixão que ela própria tornou nacional. Um motivo de orgulho para o Brasil que já era o país do futebol e do carnaval, e incorporou mais um adjetivo: o de país da telenovela.

Trinta anos se passaram, e ela continua viva na memória dos que conheceram sua obra. Seu nome é o mais importante dentro do processo de consolidação da teledramaturgia brasileira. E se hoje a telenovela é considerada paixão nacional e carro-chefe da programação da maior emissora do país, isso se deve em grande parte a sua entrega, a sua intuição e a comunicabilidade precisa das suas criações. Impossível falar de telenovela no Brasil e não citar Janete Clair como principal referência. E por mais que possa soar injusto com grandes dramaturgos merecidamente reconhecidos como Ivani Ribeiro, Walter George Durst, Vicente Sesso, Bráulio Pedroso e até mesmo o próprio marido, o premiado Dias Gomes, o fato é que o nome de Janete se estabeleceu como sinônimo do gênero telenovela.


      Véu de Noiva”, “Irmãos Coragem”, “Selva de Pedra”, “Pecado Capital”, “O Astro”, “Pai Herói”: novelas emblemáticas que consolidaram a liderança da TV Globo no horário nobre e fizeram de Janete Clair um ícone imortal. Sua ótica atemporal segue rendendo releituras que, se não alcançam a mesma repercussão de antigamente, nunca passam despercebidas aos olhos dos telespectadores. Recentemente, duas de suas novelas mais importantes foram relançadas em DVD pela Globo Marcas: “Irmãos Coragem” e “Selva de Pedra”, surpreendendo pelas vendas expressivas. Em paralelo, o Canal Viva programou para este ano a reprise de dois remakes de criações da autora: “Pecado Capital”, de 1998, e “Selva de Pedra” exibida em 1986. E em nota recente, a TV Globo anunciou para o horário das 23h uma nova versão de "O Semideus", escrita por Maria Adelaide Amaral. O projeto está previsto para a grade de 2015, ano em que Janete Clair comemoraria 90 anos.

E em tempos de redes sociais, nada mais justo do que a criação de uma fan page idealizada para exaltar a memória desta verdadeira operária da ficção. Criada pela neta Renata Dias Gomes a pedido do pai – ela é filha do músico Alfredo Dias Gomes e da atriz Neuza Caribé – a fan page resgata páginas de revistas, entrevistas, fotos da autora, fotos e vídeos de cenas das novelas e até páginas de textos que constam no acervo da família. Renata, que tem 29 anos e é roteirista de TV contratada pela Globo, não chegou a conhecer a avó: “Eu não tinha a noção exata do quão importante ela foi. Eu sabia por ter ouvido falar, mas não vivenciei isso, então senti essa necessidade de descobrir a minha avó. E tem sido maravilhoso pra mim. A minha geração não sabe exatamente quem foi Janete Clair e a fan page surgiu a partir desta preocupação em resgatar a sua importância.”

Renata Dias Gomes
André Araújo, de 42 anos e colaborador da fan page, cresceu diante da TV e era fã das novelas de Janete Clair. “As pessoas se referiam a Janete Clair como sinônimo de novela boa, uma marca registrada. Depois que ela morreu, as novelas perderam a graça.”

Eduardo Dias, 49 anos, também vivenciou a “era de ouro” de Janete Clair: “A programação da TV era bem restrita. Tinham poucos canais. A primeira novela que eu assisti foi “Véu de Noiva”. A novela foi marcante, pois perto do final rolava um julgamento, e isso mobilizou o país. Foi uma coisa de louco! Eu estava no pré-primario e as crianças daquela época já trocavam idéias sobre novelas. Mas a minha preferida mesmo foi Pecado Capital.”

Thávolo Henriques, que nasceu em 1987 e tem, portanto, 26 anos, se encantou pela personalidade e pela obra da autora a partir de pesquisas que fez ao longo da infância e adolescência. “Sou fã dos ensinamentos e filosofia de Janete Clair, considero-a uma espécie de mentora. Decidi investir na carreira de roteirista influenciado pela mesma paixão que ela tinha pelo gênero, me identifico com ela.”

A fan page compartilha verdadeiras raridades: um vasto acervo de fotografias, entrevistas raras de publicações extintas (como as revistas Cartaz, Manchete e Amiga), vídeos com cenas e capítulos das novelas e até trechos do depoimento da autora ao MIS – Museu da Imagem e do Som – estão disponíveis através das publicações na página. É o avanço tecnológico a serviço da memória da novelista de maior importância da história da televisão. Homenagem mais do que merecida àquela que, por tantas vezes, hipnotizou o Brasil às oito da noite, e que pode ser considerada a “padroeira” da telenovela brasileira.

O endereço da fan page no Facebook é:
http://www.facebook.com/janeteclairoficial

sábado, 13 de abril de 2013

Tempos bons, não é mesmo Zé Colméia?!


Por André Cavalini

Com o controle na mão e o instinto de eterna criança que vive dentro de mim, comecei a zapear os váááários canais da TV por assinatura que finalmente assinei.
Não podendo ser diferente, comecei por aqueles que passam desenhos animados vinte e quatro horas por dia e lá veio minha surpresa quando me deparei com aquilo que a criançada anda assistindo hoje em dia.
Nada me interessou, nada prendeu minha atenção. Fiquei me perguntando por onde andam as mentes brilhantes do passado que eram capazes de nos divertir com histórias geniais, personagens inesquecíveis e o melhor, capaz de nos ensinar sobre valores da vida através destas histórias e personagens.


Afinal, que criança dos anos 80 não desejou uma vez na vida ser um dos integrantes do Changemam, ou ter a agilidade de um Jaspion e derrotar terríveis monstrengos como o Giraya. Sim, estes não eram desenhos, mas foram clássicas séries com personagens  que contribuíram para que as crianças sempre tivessem coragem de enfrentar os seus medos.

Que criança da época nunca desejou ter uma espada de Greyscow pra se transformar em um poderoso guerreiro e salvar seu reino cavalgando num tigre feroz e companheiro. Ou que menina não quis voar num cavalo branco de asas e ter os poderes de uma princesa guerreira, loira e linda, que também salvava seu reino de perigosos malfeitores. He-man e SheRa, os irmãos separados por reinos que muito nos ensinaram sobre a importância da família, o elo entre irmãos, ainda que haja distância.

Que pivete daquele tempo não procurou endoidecidamente os sucos Gummy pra poder sair saltitante por ai feito os ursos falantes que viviam na era medieval, encarou um prato de espinafre só pra ver se os braços iam ficar fortes como os do Popeye, ou saiu a procura de cogumelos pra ver se achavam alguns seres azuis chamados Smurfs.


Quem daquela geração nunca quis poder ver além do infinito sobre os olhos mágicos de uma espada justiceira, ou  quem nunca se arrepiou e entrou debaixo do cobertor ao escutar o supervilão Mun Há - o de vida eterna-  entonando o seu inesquecível bordão: “Antigos espíritos do mal....” 
E quem, nessa história, nunca sorriu ao ver o bem sempre vencer o mal, incentivando assim, a esperança dentro de cada um. Esperança de que é assim que funciona. De que em qualquer ocasião, se houver  amigos, família, pessoas que amamos, o bem sempre vencerá. Era o Thundercats.


Quem não esperou ansioso no sofá da sala pra aprender um pouco mais sobre fidelidade, até ver surgir na tela o cavalo roxo de crina e rabo vermelhos, que levava sua princesa por diversas dimensões na tentativa de recuperar seu reino que lhe foi tirado pela rainha má. E assim, quis ter no quintal de casa um Cavalo de fogo.


Quem não comprou chicletes só pra ganhar os anéis que vinham neles, e assim se sentir um dos integrantes que ao reunir os poderes da Terra, água, ar, fogo e coração, faziam surgir o Capitão Planeta, herói que além de nos divertir, nos conscientizou sobre a importância de cuidarmos do mundo que vivemos. E que sempre nos lembrava de que "O PODER É DE VOCÊS".


Que inocente ser não torceu a cada episódio de Caverna do Dragão, para que os jovens heróis conseguissem voltar pra casa. Aprendendo em cada um desses episódios sobre a importância de se acreditar nos sonhos.


Quem, no auge de seus sonhos infantis não deu um salto do chão gritando “Pégasus”, ou “Dragão” ou qualquer um dos nomes das armaduras que transformavam simples garotos em poderosos cavaleiros de uma Deusa chamada Athena. No desenho mais original que já assisti, e que mesmo com muitas falhas de roteiro percebidas somente depois que cresci, me ensinou a valorizar os meus amigos e a lutar por aquilo que acho justo, mesmo quando minhas forças estiverem no fim.
Cavaleiros do zodíaco foi tido por muitos como um desenho violento, mas para aqueles que o seguiam fielmente, a violência era apenas detalhe que passava despercebido, pois a mensagem desse clássico era muito maior.


E ainda tem muito mais. Ursinhos Carinhos, Inspetor Bugiganga, Corrida Maluca, Muppet Babies, Os Caça Fantasmas, Scooby Doo, Turma da Mônica, Zé Colméia, Os Flinstones...ah que saudade! Se fosse falar de todos, o texto não teria fim, pois a geração a que me refiro foi muito bem servida de grandes desenhos.

Havia algo de diferente. Eram mais puros, mais ingênuos. Tocavam com mais facilidade o coração e se fixavam mais facilmente na nossa memória.

Sei lá, mas hoje em dia desenho animado parece mais preocupado em ser colorido do que em ser “desenho”. Não sei o que passam, que mensagem deixam. Mas espero que estejam fazendo pelos pequenos de hoje, o que todos esses citados acima fizeram pelos pequenos de ontem.
Porque com certeza eles fizeram nossa infância muito mais gostosa.


E quem não sentiu um pinguinho de saudade, uma ponta de nostalgia depois de ler tudo isso, pode ter uma certeza: Faltou algo na fase mágica de sua vida!

Obs: Alguns desenhos citados são originais de antes da década de oitenta. No entanto fizeram muito sucesso nesse período.
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